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Morte na Flip – Paulo Levy

Morte na Flip é o segundo livro de Paulo Levy sobre o delegado Joaquim Dornelas. A resenha do primeiro livro, Réquiem para um assassino, pode ser vista aqui.

Na noite antes de começar a Flip (Feira Literária Internacional de Palmyra*), o delegado Joaquim Dornelas está voltando para casa quando vê uma cena que atiçou o instinto de que algo estava errado. Como a polícia só pode agir depois que algo acontece, Dornelas falou para um dos seus investigadores ficar atento naquela madrugada.

A Flip de verdade é a Festa Literária Internacional de Paraty. E sim, ela foi a inspiração do autor.

Algumas horas mais tarde, Joaquim foi acordado com a notícia de que foram encontrados dois corpos: uma mulher com cara de gringa e um homem. Ainda esperançoso de que o crime não tinha nada a ver com a Flip, Joaquim e sua equipe começaram a investigação. Algumas horas mais tarde, foi chamado pela organização do evento porque uma autora famosa havia desaparecido.

O livro é incrível. Joaquim Dornelas é o Sherlock Holmes brasileiro e vê provas do crime em coisas corriqueiras. Sua equipe de Watsons também é bastante eficiente e traz à tona informações aparentemente desconexas, mas que permitem que o delegado monte com perfeição todos os acontecimentos do crime. Se Réquiem para um assassino já foi uma leitura deliciosa, Morte na Flip é ainda melhor. O foco da narrativa é o crime, mas não deixamos de ver o lado humano de todas as personagens: os relacionamentos pessoais de Joaquim, com a nova namorada, com a ex-mulher, os filhos – é tudo muito real. É possível esquecer que são personagens fictícios, de tão reais que são as descrições e os sentimentos envolvidos.

Assim como aconteceu em Réquiem para um Assasino, eu tinha certeza de que o culpado era um cara e no fim, ele não teve NADA a ver com o crime. É preciso uma maestria na hora de escrever a narrativa para conseguir enganar o leitor assim. É uma experiência deliciosa, ainda mais em um livro nacional.

Se você ficou curioso para conferir o livro, hoje (dia 08/10) é o lançamento do livro na Livraria da Vila do Shopping JK em São Paulo!

Gostaria de agradecer à Editora Bússola por ter me cedido o exemplar. Espero ter a oportunidade de ler mais livros da editora no futuro.

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Réquiem para um assassino – Paulo Levy

Um homem é encontrado morto no pântano de uma pequena e pacata cidade: Palmyra. Como o corpo foi encontrado em um ponto turístico, o delegado da polícia, Joaquim Dornelas logo se vê pressionado para descobrir quem foi assassinado e mais importante: quem é o culpado. Quando as pistas levam o caso às portas da elite política da região, o delegado tem que pisar em ovos para não culpar a pessoa errada e ser a próxima vítima.

Paralelamente à investigação, acompanhamos a jornada pessoal de Dornelas, recentemente divorciado e sentindo falta dos filhos e da mulher. Ver o lado humano da protagonista, os conflitos internos, os caminhos que o raciocínio dele percorrem para resolver os problemas à mão. Tudo isso é mostrado na narrativa de uma maneira tão real que parece que você é vizinho do protagonista e está vivendo com ele todas as suas angústias. Continuar lendo

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O Cavaleiro da Ilha do Corvo – Joaquim Fernandes

No mês passado, a Editora Bússola entrou em contato com o blog divulgando o lançamento do primeiro livro do seu catálogo: O Cavaleiro da Ilha do Corvo, do lusitano Joaquim Fernandes. Eu li o release (clique aqui para ler também!) e, apaixonada por romances históricos como sou, perguntei se a editora poderia me encaminhar um exemplar. Para a minha sorte, recebi o livro alguns dias depois. Que leitura!

A narrativa começa de forma bastante despretensiosa, com o autor afirmando que o livro é de ficção, apesar de “…nela se incorporam e entretecem acontecimentos, fatos e personagens reais…”. Somos logo introduzidos ao Cavaleiro da Ilha do Corvo, que nada mais é do que uma estátua antiga com a qual os portugueses que chegaram à ilha no século XV se depararam. Com traços característicos do norte da África, a estátua representa cavaleiro que aponta a América.

O autor passa então a narrar a descoberta da estátua, como ela foi descrita ao rei de Portugal e como este ordenou que a estátua fosse levada a ele. Conta também da placa que foi descoberta próxima à estátua, com caracteres antigos que nem mesmo o mais letrado presente conseguia desvendar.

Eis que entra a personagem principal: professor de uma renomada universidade americana, esportista, fiel usuário de casacos de tweed. Michael Serpa poderia ser Robert Langdon, o herói dos livros de Dan Brown, mas este americano tem um pé na terrinha*, e seu sobrenome lusitano é apenas mais um dos elementos que o diferenciam do personagem de Brown.

*Terrinha é um termo que portugueses e descendentes usam para se referir a Portugal, uma espécie de apelido carinhoso. (Pronuncie devidamente usando o sotaque: Trinha) 

Ao se deparar com a existência de um amuleto árabe com caracteres antiquíssimos encontrado nos Açores, mais uma possível prova de que os espanhóis e portugueses não foram os primeiros a explorar os mares e oceanos do mundo e descobrir a América, Michael decide estudar as “lendas” de navegações pré-Colombo mais a fundo. Isso leva o professor a uma conferência da Universidade dos Açores, na qual conhece Lúcia Lacroix, historiadora portuguesa que enxerga em Michael alguém que tem a mesma paixão pelos mistérios das ilhas. Continuar lendo

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