Arquivos da Tag: literatura estrangeira

Um Autor de Quinta #72

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta  da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Kiera Cass

Kiera nasceu em 19 de maio de 1983 (achei em alguns lugares 1981 e como no site da autora ela só diz que é uma orgulhosa criança dos anos 80 prefiro correr o risco de diminuir a aumenta a idade) na Carolina do Sul, EUA. Durante o ensino médio ela foi uma dançarina experiente, um obstinado lustre no teatro e participou de um coral de câmera que tirou o terceiro lugar em uma competição nacional. Sua grande ambição nessa época era o teatro e chegou a ir para a Coastal Carolina University fazer um curso de teatro musical. Poderia ter permanecido na Carolina, se ela não tivesse decidido seguir um certo garoto e acabado em uma nova universidade e um novo estado, o que Kiera classifica como sendo um fantástico erro. Ela acabou na Radford University onde optou por especializar-se em Música, depois Comunicação e então, História que acabou sendo sua escolha final, para poder terminar o curso logo e poder voltar para casa. O que nunca chegou a acontecer já que acabou permanecendo na Virgínia (em Blacksburg) depois de se casar com o Sr. Cass, onde vive até hoje com ele e os dois filhos.

Para enfrentar um momento difícil em 2007, ela decidiu escrever uma história na qual sua personagem tivesse que lidar com seus problemas. A história acabou não sendo terminada, pois a ideia do que viria a se tornar seu primeiro romance (The Siren) tomou conta da sua cabeça. Romance este que ela publicou de forma independente em 2009.

“Once I started writing, I felt like an idiot. How had I not known I loved this all along? Seriously. Dancing, singing, acting, history… it’s all just story telling. And I love it.”

(Kiera Cass)

A Seleção, o romance que alavancou sua carreira e tornou-a conhecida para o mundo foi finalizado em 2010 e publicado pela HarperTeen em 2012. Continuar lendo

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A Caçada (Clive Cussler)

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Quando você curte literatura policial (e aqui inclua romances de espionagem também) e de repente se depara com um autor do gênero que ainda não conhecia é uma ocasião muito feliz. Quando ele tem mais de 50 livros publicados e um estilo narrativo cativante isso não poderia ficar melhor. Foi assim que acabei descobrindo Clive Cussler, seu detetive Isaac Bell e sua história com uma mistura de faroeste, espionagem, elementos tecnológicos (condizentes com a época da história é claro), um bandido para lá de arrogante e muita velocidade sobre quatro rodas, ou, mais frequentemente sobre as grandes rodas motrizes das locomotivas.

A Caçada é o primeiro livro da série protagonizada pelo detetive Isaac Bell. A série já conta com seis livros publicados (o mais recente foi publicado em março deste ano) e no Brasil é publicada pela editora Novo Conceito, que pasmem, publicou o terceiro livro da série (O Espião) antes. Espero que o lançamento de A Caçada signifique que agora irão seguir a ordem correta na publicação dos demais livros.

Em 1950, a carcaça de uma locomotiva contendo três corpos e uma carga suspeita é retirada de um lago em Montana após ficar 44 anos desaparecida. É a partir deste acontecimento, a conclusão de uma história iniciada tantos anos atrás, que Cussler nos convida a voltar ao passado e acompanhar os fatos que acabaram assim. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #70

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Shannon Hale

Shannon nasceu em 26 de janeiro de 1974 em Salt Lake City, Utah, EUA.  Shannon descobriu o maravilhoso mundo das palavras ainda pequena, segundo sua mãe ela criava histórias e subornava os irmãos para transformá-las em minipeças teatrais. Com dez anos ela começou a escrever livros, em sua maioria histórias de fantasia com ela sendo a heroína.

Antes de se dedicar inteiramente à escrita, Shannon atuava em televisão e teatro, estudou durante um tempo no México e no Reino Unido e participou de um trabalho missionário não remunerado no Paraguai. A autora tem diploma de bacharel em Inglês pela Universidade de Utah e mestrado em escrita criativa pela Universidade de Montana. Atualmente Shannon vive com o marido e os quatro filhos em South Jordan, Utah.

Após inúmeras rejeições, teve seu primeiro livro publicado, The Goose Girl, em 2003. The Goose Girl constou na lista dos dez melhores livros infanto-juvenis da American Library Association e ganhou o prêmio Josette Frank. O livro que tanto foi rejeitado, foi publicado pela Bloomsbury, ganhou mais três continuações e além deles Shannon publicou outros livros de grande sucesso. Nas palavras da própria autora sobre a batalha para publicar seu primeiro livro.

“I think it goes to show that rejection doesn’t always mean “You stink!” It can mean, “You haven’t found your home yet. Keep looking.””

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O Livro do Amanhã (Cecelia Ahern)

“Perdi meu pai. Ele perdeu seus amanhãs e eu perdi todos os nossos amanhãs juntos. Agora, pode-se dizer que os aprecio quando chegam. Agora, quero torná-los o melhor que puderem ser.”

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Tamara cresceu acostumada ao luxo e sem a mínima preocupação com o amanhã. Mas, a morte abrupta de seu pai veio para estilhaçar o mundo perfeito da garota de 16 anos. Primeiro pelo trauma de perder um ente querido e segundo, porque a perda do pai vem acompanhada de uma montanha de dívidas que obriga Tamara e sua mãe a deixarem a casa onde vivem e se mudarem para a casa dos tios da garota em um vilarejo no interior. Em sua nova vida os dias agitados já não têm espaço, a mãe vive no mundo da lua sem dar a mínima atenção à filha ou ao que a cerca, o tio não é de muitas palavras e a tia é uma controladora de carteirinha, uma sombra sempre presente a controlar todos os passos da garota e que parece guardar alguns segredos. A vizinhança? Um castelo em ruínas, uma cabana na qual ela não sabe quem mora, um posto de correios, uma escola vazia e um pequeno convento.

Essa primeira parte da história não tem ação nenhuma, segredo nenhum é revelado ou sugerido e mesmo assim a leitura longe de ser cansativa é divertida. Cecelia nos presenteou com belas passagens, alegorias inspiradoras, e metáforas poéticas, apesar de trágicas, que condizem com a situação vivida pela personagem. Eu, que tenho o costume de anotar os trechos que mais gosto tive que conter tal hábito porque a ação já estava desenfreada. É só porque consegui me segurar que esta resenha não está repleta de citações. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #69

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Terry Pratchett

Sir Terence David John Pratchett nasceu em 28 de abril de 1948 em Beaconsfield, Buckinghamshire, Inglaterra. O autor que tem uma vasta produção é mais conhecido por sua série Discworld e por seu vestuário que quase sempre inclui um grande chapéu preto.

Pratchett publicou seu primeiro conto, intitulado “The Hades Business”, na revista da escola quando tinha 13 anos. Esse mesmo conto foi publicado comercialmente dois anos depois na revista Science Fantasy. Sua primeira escolha de carreira foi o jornalismo, e aos 17 anos começou a trabalhar no Bucks Free Press onde publicou várias histórias infantis sob o pseudônimo de Uncle Jim. Uma dessas histórias tinha personagens de seu primeiro romance, The Carpet People, publicado em 1971. O primeiro livro da série Discworld, The Colour of Magic (A Cor da Magia) foi publicado em 1983 e a partir de então o autor manteve um ritmo de publicação de dois livros por ano e todos com grande sucesso de público. O último livro da série (Snuff) vendeu 55 mil cópias no Reino Unido nos primeiros três dias de vendas.

Em 2009 Pratchett foi sagrado cavaleiro (Knight Bachelor) pelo serviço prestado à literatura. O autor também tem oito títulos de Doutor honoris causa: University of Warwick (1999), University of Postmouth (2001), University of Bath (2003), University of Bristol (2004), Buckinghamshire New University (2008), Trinity College Dublin (2008), Bradford University (2009) e University of Winchester (2009). Em 2010 ele se tornou professor adjunto na School of English do Trinity College de Dublin atuando na pós-graduação em escrita criativa e literatura popular. Continuar lendo

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O Homem Que Queria Ser Rei e Outras Histórias (Rudyard Kipling)

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Filho de ingleses recém-chegados ao continente asiático, Joseph Rudyard Kipling nasceu em Bombaim, Índia, em 30 de dezembro de 1865. Logo, o garoto foi mandado à Inglaterra para estudar e voltou à Índia em 1882 para trabalhar em um jornal local. Trabalho este que lhe propiciou observar o cotidiano da vida na Índia, juntando assim um material bruto que foi primordial para que a vida de contista tivesse início. Em 1907, ele foi o primeiro autor inglês a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Quando morreu em 1936, ele deixou um legado de mais de 250 contos, cinco romances e cerca de 800 páginas de versos.

O Homem Que Queria Ser Rei e Outras Histórias é o 18° volume da Coleção Clássicos Abril, com tradução de Cristina Carvalho Boselli e edição e texto complementar de Heitor Ferraz. A reedição publicada pela Abril em 2010 é a mesma da originalmente publicada em 1975 pela Editora Record. O volume reúne dez contos nos quais Rudyard esmiúça a vida na Índia colonial, especialmente a vida dos soldados, mas também de cidadãos comuns, tanto os mais humildes quanto os mais abastados. Kipling era conhecido como o “Escritor do Império” por defender o imperialismo britânico e não há como negar que essa seja uma característica marcante em sua obra, pelo menos nos contos compilados aqui. A ode a supremacia britânica, ainda que nas entrelinhas, é bastante palpável. Quase todos os personagens principais dos contos são ingleses radicados na Índia e quando por ventura, o protagonista é indiano, ainda assim cabe aos ingleses uma grande participação. Continuar lendo

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Um Drink Antes da Guerra (Dennis Lehane)

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Um Drink Antes da Guerra foi publicado em 1994 e marca a estreia de Lehane na ficção policial. É neste romance que também somos apresentados à dupla de detetives que protagonizam muitos dos livros publicados pelo autor: Patrick Kenzie e Angela Gennaro. Confesso que a dupla não me era desconhecida, há muito tempo já havia lido Gone, Baby, Gone e naquela época já havia sido cativada pela narrativa sombria e ácida de Lehane e por seus personagens.

“Pessoas morreram no verão passado. Quase todas inocentes. Algumas mais culpadas que outras.
E pessoas mataram no verão passado. Nenhuma delas era inocente. Sei disso; fui uma delas. Por trás do cano de um revólver, mergulhei o olhar em olhos dominados pelo medo e pelo ódio, e neles vi meu reflexo. Apertei o gatilho para fazer com que desaparecesse.
Ouvi o eco de meus tiros, senti o cheiro de explosivos e, na fumaça, continuei a ver meu reflexo, e me dei conta de que sempre haveria de vê-lo.”

Os clientes da vez são três homens com bastante influência no jogo político da cidade de Boston: os senadores Sterling Mulkern e Brian Paulson e o deputado Jim Vurnan. O trabalho? Recuperar documentos comprometedores que podem afetar um projeto de lei polêmico na próxima semana. Esses documentos foram roubados por Jenna Angeline, faxineira dos gabinetes de Mulkern e Paulson, que está desaparecida há nove dias. Só que quando Patrick encontra Jenna, descobre que há muito mais nessa história do que os políticos deixaram entender. E depois disso, a tarefa de encontrar Jenna e avisar os políticos toma um rumo completamente inesperado, principalmente quando as informações colhidas por Jenna a transformam em vítima e colocam Kenzie no fogo cruzado de gangues de rua. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #66

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

[Foto: Jayd Gardina]

[Foto: Jayd Gardina]

Susane Colasanti

Susane nasceu na pequena cidade de Peapack and Gladstone, Nova Jérsei, EUA. Desde criança Susane tinha amor pela cidade Nova York e planos de um dia se mudar para lá. Hoje a autora vive na cidade, em West Village.

Susane é formada em Astrofísica pela Universidade da Pensilvânia e tem mestrado em Educação de Ciências pela Universidade de Nova York. Antes de se tornar autora em tempo integral, Susane deu aulas de ciências por 10 anos. E como professora, ela lutou para ajudar estudantes com menos oportunidade em distritos mais pobres valendo-se de sua criatividade para criar materiais didáticos do zero para substituir os livros didáticos defasados e batalhando por laboratórios de ciências mais atrativos e interativos. Ao que parece a iniciativa deu certo, quando começou a lecionar na escola situada no South Bronx, o índice de aprovação no New York State’s Earth Science Regents Exam era de apenas 40%, contra os 100% que Susane conseguiu alcançar após suas intervenções. Ela trabalhou ali de 2000 a 2007. Deixar o magistério para se dedicar inteiramente aos livros foi uma decisão difícil, mas assim como os livros lhe ajudaram a superar os momentos difíceis da adolescência, a alegria de Susane repousa no sonho de alcançar mais adolescentes do que ela imaginou (e como jamais poderia sendo apenas professora) com suas histórias que sempre colocam um tema espinhoso em discussão: bullying, depressão adolescente… Histórias que estão intimamente relacionadas com a vida em uma escola de ensino médio e que em grande parte das vezes são inspiradas em suas próprias experiências durante essa época ou no que pode observar mais tarde como professora. Segundo a autora, Keep Holding On é seu livro mais autobiográfico, muito do que acontece com a protagonista Noelle aconteceu com ela na escola.

Livros

Susane tem sete livros publicados, no Brasil a editora responsável por traduzir e publicar seus livros é a Novo Conceito, que já publicou dois: Bem Mais Perto e Esperando Por Você. Continuar lendo

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Bela Maldade (Rebecca James)

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Após uma tragédia, que marcou sua família profundamente, Katherine Patterson decide se mudar para uma nova cidade e iniciar uma nova vida, aproveitando o anonimato recém-adquirido. Tudo o que ela mais quer é passar despercebida em seu novo colégio e que ninguém desenterre o que aconteceu em Melbourne. Mas, seus planos estão destinados ao fracasso, porque Katherine chamou a atenção de Alice Parrie e logo as duas começam uma intensa amizade. Uma amizade que fornece a Katherine um alento pós-crise e à Alice toda a atenção que ela necessita, além de vir com um bônus, Robbie, apaixonado por Alice, que vem para completar o trio que a partir de então passa a ser inseparável. Inseparável até que em sua ânsia por ser o centro das atenções, Alice não se preocupa em ferir as pessoas, e Katherine ao perceber esse lado sombrio na amiga percebe que ela talvez não seja o tipo de pessoa para manter em sua vida. Mas, ai de quem ousar deixar Alice de lado.

Os personagens de Bela Maldade são bem coerentes e alguns cativantes. Se a protagonista Katherine não inspira lá muito amor com a sua estratégia de esconder seus sentimentos e se contentar em ser o capacho de Alice. O mesmo não se pode dizer de Philippa e Mick que nos pegam de jeito desde a primeira vez que aparecem. Quanto à antagonista, tenho lá meus receios. Alice, nas palavras de Katherine, além de bela é sociável e, apesar, do lado perverso sabe fazer uma pessoa se sentir querida e indispensável. Com a parte do perverso e da bajulação até concordo, mas ora bolas, uma pessoa para ser sociável teria no mínimo que ter um grupo de amigos (ou puxa-sacos, ou qualquer coisa que o valha) considerável. Mas Alice, parece apenas ter Katherine e Robbie em sua vida. A impressão que fica é que a autora definiu a imagem da personagem, mas esqueceu de trabalhar a narrativa de forma a deixar essa imagem coerente. Alice, mesmo que tivesse mil amigos, ainda poderia ficar ressentida ao ser deixada para trás por Katherine e fazer tudo o que fez. Ainda bem que mesmo James tendo pecado nesse lado, soube retratar o potencial destrutivo da personagem muito bem. E como a narrativa gira em torno dessa destruição, a gente acaba relevando essas incoerências na caracterização da personagem. Continuar lendo

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Uma Questão de Confiança (Louise Millar)

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“A doença de Rae nos deixou secos. Sou uma palha. Uma concha vazia. Não me admira que outras mulheres me evitem. Percebem que vou suga-las também. Talvez Tom esteja certo. Talvez tudo esteja relacionado a mim. Eu e meus intermináveis problemas. As mulheres percebem que preciso de tudo e que não tenho nada a oferecer em troca de amizade. Todas elas, ou melhor, menos Suzy.”

Uma Questão de Confiança (The Playdate) é o romance de estreia de Louise Millar. A autora trabalhou muito tempo como jornalista, publicando vários artigos principalmente em revistas femininas. Talvez venha dessa época a inspiração para os seus romances. Seus dois livros, o último em pré-venda, versam sobre o cotidiano familiar. Com protagonistas mulheres que se veem confrontadas com situações que promovem grandes mudanças em sua vida, seja a doença de um filho ou o assassinato do marido, e que precisam acertar o caminho novamente. Essa é a premissa a partir da qual Millar constrói seus romances com alta carga psicológica e que prometem brincar com o conhecimento do leitor. A autora acredita fortemente na máxima nem tudo é o que aparenta ser.

Em Uma Questão de Confiança, a história gira em torno de três mulheres, que também são narradoras: Callie, Suzy e Debs.

Callie e Suzy já se conhecem há pouco mais de dois anos e estabeleceram uma relação de amizade desde que Callie (mãe divorciada) mudou-se para a vizinhança com a filha Rae e não foi aceita pelos vizinhos. Suzy tem um casamento aparentemente perfeito, mas só aparentemente, porque nem os três filhos pequenos conseguem segurar Jez em casa. Callie e Suzie não tem nada em comum. Nada a compartilhar além de conversas superficiais e ainda assim são “melhores amigas”. Mas, na verdade essa amizade é quase uma relação salva-vidas para as duas. E Callie é bem ciente disso, para chegar a ser egoísta a respeito. Por quê? Que segredo é esse que aparentemente ela esconde para precisar se apoiar tanto nessa amizade? E quais serão as consequências do novo trabalho de Callie para essa amizade? Continuar lendo

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