Arquivos da Tag: literatura inglesa

Um Autor de Quinta #69

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Terry Pratchett

Sir Terence David John Pratchett nasceu em 28 de abril de 1948 em Beaconsfield, Buckinghamshire, Inglaterra. O autor que tem uma vasta produção é mais conhecido por sua série Discworld e por seu vestuário que quase sempre inclui um grande chapéu preto.

Pratchett publicou seu primeiro conto, intitulado “The Hades Business”, na revista da escola quando tinha 13 anos. Esse mesmo conto foi publicado comercialmente dois anos depois na revista Science Fantasy. Sua primeira escolha de carreira foi o jornalismo, e aos 17 anos começou a trabalhar no Bucks Free Press onde publicou várias histórias infantis sob o pseudônimo de Uncle Jim. Uma dessas histórias tinha personagens de seu primeiro romance, The Carpet People, publicado em 1971. O primeiro livro da série Discworld, The Colour of Magic (A Cor da Magia) foi publicado em 1983 e a partir de então o autor manteve um ritmo de publicação de dois livros por ano e todos com grande sucesso de público. O último livro da série (Snuff) vendeu 55 mil cópias no Reino Unido nos primeiros três dias de vendas.

Em 2009 Pratchett foi sagrado cavaleiro (Knight Bachelor) pelo serviço prestado à literatura. O autor também tem oito títulos de Doutor honoris causa: University of Warwick (1999), University of Postmouth (2001), University of Bath (2003), University of Bristol (2004), Buckinghamshire New University (2008), Trinity College Dublin (2008), Bradford University (2009) e University of Winchester (2009). Em 2010 ele se tornou professor adjunto na School of English do Trinity College de Dublin atuando na pós-graduação em escrita criativa e literatura popular. Continuar lendo

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O Homem Que Queria Ser Rei e Outras Histórias (Rudyard Kipling)

o homem que queria se rei

Filho de ingleses recém-chegados ao continente asiático, Joseph Rudyard Kipling nasceu em Bombaim, Índia, em 30 de dezembro de 1865. Logo, o garoto foi mandado à Inglaterra para estudar e voltou à Índia em 1882 para trabalhar em um jornal local. Trabalho este que lhe propiciou observar o cotidiano da vida na Índia, juntando assim um material bruto que foi primordial para que a vida de contista tivesse início. Em 1907, ele foi o primeiro autor inglês a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Quando morreu em 1936, ele deixou um legado de mais de 250 contos, cinco romances e cerca de 800 páginas de versos.

O Homem Que Queria Ser Rei e Outras Histórias é o 18° volume da Coleção Clássicos Abril, com tradução de Cristina Carvalho Boselli e edição e texto complementar de Heitor Ferraz. A reedição publicada pela Abril em 2010 é a mesma da originalmente publicada em 1975 pela Editora Record. O volume reúne dez contos nos quais Rudyard esmiúça a vida na Índia colonial, especialmente a vida dos soldados, mas também de cidadãos comuns, tanto os mais humildes quanto os mais abastados. Kipling era conhecido como o “Escritor do Império” por defender o imperialismo britânico e não há como negar que essa seja uma característica marcante em sua obra, pelo menos nos contos compilados aqui. A ode a supremacia britânica, ainda que nas entrelinhas, é bastante palpável. Quase todos os personagens principais dos contos são ingleses radicados na Índia e quando por ventura, o protagonista é indiano, ainda assim cabe aos ingleses uma grande participação. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #63

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Kate Mosse

Kate nasceu em 20 de outubro de 1961 em West Sussex, Inglaterra. Kate casou com um antigo colega de escola, Greg Mosse, após encontra-lo novamente 20 anos depois por acaso em um trem. Com o marido, que também é autor e professor, ela ensina escrita criativa no West Dean College em West Sussex. Além de escritora, Kate regularmente apresenta programas de tv e rádio da rede britânica BBC. Ela e a família vivem em Chichester e Carcassone.

Ela publicou seu primeiro romance em 1996, Eskimo Kissing, que foi seguido em 1998 por Crucifix Lane. Ela ajudou a criar os prêmios literários Orange Prize for Fiction (OPF) e o Orange Award for New Writers (OANW). O primeiro foi criado em 1996 com o intuito de celebrar a ficção internacional escrita por mulheres. No período de 1998 à 2001 esteve à frente do Festival de Teatro de Chichester como diretora executiva. Não publicou nada durante esse período, mas o usou para pesquisar mais sobre eventos históricos da região do sudoeste da França, que viria a ser palco de uma série de romances envolvendo deslizamentos temporais (timeslip) e com ações no passado e nos dias atuais. Em 2005 ela publicou o primeiro livro da série, Labyrinth (Labirinto), que logo se tornou um best-seller, já vendeu milhões de cópias e já foi traduzido para mais de 38 idiomas. Continuar lendo

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Como Ser Legal (Nick Hornby)

Fato um: todos que me viram com o livro (e que não conhecem o Hornby e, portanto não perceberam a grande sacada irônica da coisa) acharam que o livro fosse de autoajuda.

Fato dois: de todos os livros do Hornby que já li (mas eu ainda não alcancei a meta de ler todos os já publicados no Brasil), Como Ser Legal foi o que mais me decepcionou.

A impressão que tive foi que a obra é um ensaio mal executado, você percebe que todos os elementos que tornam as narrativas do autor um sucesso estão ali, mas de alguma forma eles parecem não se encaixar. Mas, até quando decepciona, a literatura de Hornby acaba agradando em algum ponto. Como Ser Legal pode até não ter Rob Fleming e todo seu conhecimento musical ou ainda os diálogos magistrais de Uma Longa Queda, mas não posso negar que nas partes em que Kate não estava sendo uma chata de galocha ela conseguiu nos brindar com passagens realmente hilárias sobre o cotidiano de seu casamento e a loucura toda na qual seu marido se meteu. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #41

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Cliff McNish

Cliff McNish nasceu em 24 de agosto de 1962 em Sunderland, Reino Unido. É autor de romances fantásticos dirigidos para o público infanto-juvenil e a característica principal de suas obras é o uso intensivo de imagens bizarras. As descrições de alguns personagens é tão surreal que chega a tornar a tarefa imaginativa um pouco cansativa.

McNish não tinha ambição de se tornar escritor. Sem ideias melhores de qual carreira seguir, acabou optando por estudar História na Universidade de York, curso este que abandonou após dois anos. Ele começou a escrever a pedido da filha Rachel que queria uma história de uma bruxa realmente desagradável. Foi assim que The Doomspell Trilogy (A Trilogia da Magia no Brasil) tomou forma e se tornou sucesso, já tendo sido publicada em 24 idiomas.

O autor adora trocar mensagens com seus leitores e os convida a deixar uma mensagem  ou deixar um comentário no livro de visitas  do seu site. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #32

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R. J. Ellory

Roger Jon Ellory nasceu em Junho de 1965 em Birmingham, Inglaterra. O pai de Ellory abandonou sua mãe antes dele nascer. O menino foi criado por sua avó materna e a mãe, que viria a falecer em 1971. A partir de então, foi enviado a uma série de diferentes escolas e finalmente completou sua educação na Kingham Hill School, uma escola destinada à filhos rebeldes e crianças órfãs. Após deixar a escola, Ellory retornou à Birmingham onde começou a estudar artes gráficas e design no Bournville College of Art, mas com a morte da avó em 1982 ele deixou a escola e não garantiu sua qualificação. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #29

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Anthony Burgess

John Anthony Burgess Wilson nasceu em 25 de fevereiro de 1917 em Harpurhey no subúrbio de Manchester. Burgess ficou órfão de mãe ainda na infância.  Quando adolescente queria ser compositor, carreira que foi seguida de objeções por seus familiares por não terem dinheiro para isso, o que não o impediu de aprender a tocar piano de forma autodidata aos 14 anos e mais tarde tentasse ingressar no curso de música na Victoria University of Manchester. Ele foi recusado no curso de música devido às baixas notas em física. Burgess  graduou-se em língua inglesa e literatura, sem nunca deixar de lado a música tendo composto músicas regularmente ao longo de sua vida. Continuar lendo

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Um Dia (David Nicholls)

É possível conhecer pessoas, se sentir íntimo delas e ter a impressão de que conhece todos os pormenores de suas vidas ao longo de quase vinte anos, tendo por base apenas um dia por ano? David Nicholls mostra que sim, é possível estruturar de forma coesa uma narrativa que tinha tudo para ser fragmentada, sua história é tão concatenada que nem sentimos falta dos outros 364 dias do ano.

Emma e Dexter eram colegas de universidade, se conheciam de vista, não tinham maiores contatos, mas tudo mudou no dia 15 de julho de 1988. Tudo porque na festa de formatura algo aconteceu, algo que eles não fazem ideia do quanto influenciará suas vidas pelos próximos anos. Desde aquele dia Emma e Dexter se encontram esporadicamente e uma amizade nasceu, mas os planos pós-formatura sofreram mudanças bruscas, a vida de ambos tomou rumos inesperados. Rumos que nos são apresentados ano a ano, de 1988 à 2007, às vezes por Emma, outras vezes por Dexter. Continuar lendo

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Laranja Mecânica (Anthony Burgess)

A obra foi lançada em 1962 e rendeu umas das adaptações cinematográficas mais conhecidas da cultura pop em 1971 sob direção de Stanley Kubrick. Ganhou uma nova edição brasileira em 2004 pela Editora Aleph com tradução de Fábio Fernandes. Essa edição conta com um ótimo prefácio escrito pelo tradutor, trazendo as principais características dos textos de Burgess, suas obras e curiosidades sobre sua vida. A versão brasileira também conta com um glossário do linguajar utilizado por Alex e sua gangue, o nadsat. Mas, o tradutor avisa que há duas escolhas: ler o glossário antes de começar a história para compreender mais rápido a mecânica do texto ou ir direto para a história e experimentar a sensação de estranhamento imaginada pelo autor.

Mais que skorre segui o soviete de Burgess. Demorei para kopatar as slovos, mas quando nachinei foi horrorshow!

Entendeu a frase aí em cima? Essa foi só uma amostra da sensação de wtf que senti ao começar a leitura, sim eu decidi aproveitar a obra em seu original (e recomendo fortemente que façam isso também) e só fui me divertir com o dicionário depois de terminada a leitura. Como resultado no início a leitura seguiu aos trancos e barrancos, como à tudo que é muito novo e desconhecido demorei a me adaptar, mas depois que as palavras começaram a fazer sentido a leitura fluiu, que torno a repetir foi horrorshow. Mas, falando sobre o que é Laranja MecânicaContinuar lendo

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Labirinto (Kate Mosse)

Apenas mais um livro sobre o Graal? Quando li sobre Labirinto pela primeira vez, esta foi a pergunta que logo surgiu. Tinha dúvidas se a história teria algo de diferente ou se teria caído na mesmice. Resolvi pagar para ver, quero dizer para ler.

Felizmente, meus temores não se confirmaram. É mais uma história sobre o Graal sim, mas é uma história que difere das demais. Só para vocês terem uma ideia não lemos sobre cálices, tigelas… Pois é, só não conto para vocês o que ele é para não estragar a surpresa. Mas, engana-se quem pensa que Labirinto só versa sobre o Graal. Ele tem o seu papel de destaque, mas as histórias que ocorrem ao seu redor e que decorrem de sua busca são a parte mais interessante e emocionante da obra.

Primeiro somos apresentados à Alice Tanner em julho de 2005. Durante uma escavação arqueológica da qual estava participando como voluntária. Durante as escavações Alice guiada por uma sensação que não consegue explicar escolhe um local para explorar e ali ela descobre dois esqueletos. Quem iria imaginar que esta descoberta desencadearia uma série de acontecimentos e que Alice estaria na voragem deles? Logo fica claro que muitas histórias necessitam ser esclarecidas e que sua vida corre perigo… Continuar lendo

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