Arquivos da Tag: romance policial

Um Drink Antes da Guerra (Dennis Lehane)

UmDrinkAntesdaGuerra

Um Drink Antes da Guerra foi publicado em 1994 e marca a estreia de Lehane na ficção policial. É neste romance que também somos apresentados à dupla de detetives que protagonizam muitos dos livros publicados pelo autor: Patrick Kenzie e Angela Gennaro. Confesso que a dupla não me era desconhecida, há muito tempo já havia lido Gone, Baby, Gone e naquela época já havia sido cativada pela narrativa sombria e ácida de Lehane e por seus personagens.

“Pessoas morreram no verão passado. Quase todas inocentes. Algumas mais culpadas que outras.
E pessoas mataram no verão passado. Nenhuma delas era inocente. Sei disso; fui uma delas. Por trás do cano de um revólver, mergulhei o olhar em olhos dominados pelo medo e pelo ódio, e neles vi meu reflexo. Apertei o gatilho para fazer com que desaparecesse.
Ouvi o eco de meus tiros, senti o cheiro de explosivos e, na fumaça, continuei a ver meu reflexo, e me dei conta de que sempre haveria de vê-lo.”

Os clientes da vez são três homens com bastante influência no jogo político da cidade de Boston: os senadores Sterling Mulkern e Brian Paulson e o deputado Jim Vurnan. O trabalho? Recuperar documentos comprometedores que podem afetar um projeto de lei polêmico na próxima semana. Esses documentos foram roubados por Jenna Angeline, faxineira dos gabinetes de Mulkern e Paulson, que está desaparecida há nove dias. Só que quando Patrick encontra Jenna, descobre que há muito mais nessa história do que os políticos deixaram entender. E depois disso, a tarefa de encontrar Jenna e avisar os políticos toma um rumo completamente inesperado, principalmente quando as informações colhidas por Jenna a transformam em vítima e colocam Kenzie no fogo cruzado de gangues de rua. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #51

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

Chris Mooney

Mooney nasceu e cresceu em Lynn, Massachusetts. O autor cursou a Universidade de New Hampshire em Durham. Depois da graduação, ele trabalhou em vários empregos antes de começar a escrever seu primeiro romance. Chris também cursou o programa de mestrado em escrita na Northeastern University de Boston. Seu primeiro livro, Deviant Ways, foi seguido por World Without End e Remembering Sarah, este último foi indicado para os prêmios Barry e Edgar. Chris dá cursos sobre escrita na Escola de Extensão da Harvard e vive em Boston com a esposa e o filho. Seus livros já foram traduzidos para mais de vinte idiomas e o autor está trabalhando nos próximos livros das séries Darby McCormick e Malcolm Fletcher. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #39

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

Dennis Lehane

Dennis Lehane nasceu e foi criado em Dorchester, uma cidade na vizinhança de Boston (EUA) e continuar a morar nos arredores da grande metrópole. Lehane é graduado pelo Boston College High School, Eckerd College (onde descobriu a paixão pela escrita) e participou do programa de escrita criativa da Florida International University. Antes de tornar-se escritor em tempo integral, Lehane trabalhou como conselheiro com crianças com deficiência mental e abusadas, garçom, manobrista, condutor de limusines, carregador de carretas e empregado de livrarias.

O autor escreve novelas policiais e as principais características de suas obras são o ar lúgubre e a forte carga psicológica de suas histórias, sendo por isso considerado um dos representantes do gênero noir na literatura. No Brasil, os livros do autor são publicados pela editora Companhia das Letras. Continuar lendo

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Fetiche (Carina Luft)

Carina Luft, natural de Montenegro – RS e egressa da oficina literária de Charles Kiefer, escolheu a podofilia (fetiche por pés) como ponto de partida para se enveredar pelo mundo do romance policial. A novela, publicada em 2010 pela editora Dublinense, tem como cenário a pequena cidade ficcional de Adenauer no interior do Rio Grande do Sul, que está abalada por uma série de crimes. Jovens aspirantes à modelo começam a aparecer mortas e seus pés, arrancados dos corpos são levados como troféus. Cabe ao já calejado delegado Weber e ao jovem investigador Nestor a tarefa de descobrir e prender esse assassino psicopata.

Diferentemente do formato ao qual estamos acostumados em se tratando de literatura policial, em Fetiche, Carina escolheu entregar os assassinos (pelo menos parcialmente) logo de cara. Retira do leitor a atividade de tentar descobrir o assassino antes da conclusão da história, para investir no ato investigativo em si. Na rotina da DP em juntar as provas, retirar algum sentido delas, entender a mente do assassino e assim o capturarem. Continuar lendo

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Flávia de Luce e o Teatro de Marionetes (Alan Bradley)

Esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série Flávia de Luce. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui. 

“Como era excitante pensar que, muito depois de o mundo ter terminado, tudo o que restasse de nossos corpos seria transformado em uma deslumbrante nevasca de poeira de diamante, soprada rumo à eternidade sob a luz vermelha de um sol moribundo.”

O que mais me surpreendeu na protagonista criada por Bradley foi seu pensamento afiado e sua grande paixão pela química. Flávia de Luce como quem não quer nada mostrou que seu poder de dedução não deixa nada a dever aos outros grandes detetetives e que com um punhado de intrepidez e falta de limites é impossível não descobrir as mentes por trás dos crimes. Já estava com saudades da pequena detetive-cientista e no segundo volume da série, Bradley mostra que sua heroína veio para ficar e nos deixa com ansiedade esperando por suas próximas aventuras.

Rupert Porson é um exímio fabricante e apresentador de marionetes, de muito sucesso em toda Inglaterra. Por aquelas coincidências do destino (será mesmo?) ele acaba indo parar em Bishop’s Lacey na companhia de sua assistente Nialla e uma van quebrada em frente ao pátio paroquial. Com o carro quebrado impedindo o prosseguimento da viagem, o vigário sugere que Rupert faça duas apresentações no Salão Paroquial e a Flávia coube o papel de cicerone da dupla. É assim que a garota começa a elaborar suas suposições, primeiro sobre o relacionamento de Rupert e Nialla, depois sobre o lado profissional de Rupert que acabou indo parar em Bishop’s Lacey porque brigou com seu produtor da BBC e acaba descobrindo uma intricada rede de relacionamentos envolvendo o artista.

Em Flávia de Luce e o Teatro de Marionetes, Bradley demora um pouco mais para entregar qual o mistério da vez, diferentemente da primeira aventura de Flávia o assassinato não ocorre logo nos primeiros capítulos e só depois nos são dadas as pistas. Neste segundo volume, as pistas são fornecidas desde o primeiro capítulo, o caso fez-se caso antes mesmo de existir e Flávia precisa retroceder nos eventos para decifrar a história por trás dessa nova tragédia. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #3

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta  da Mi Muller do Bibliophile.

Na quinta-feira passada, ela estaria fazendo aniversário. Como a coluna do autor de quinta já estava pronta e agendada acabei deixando passar a data em branco, eu e o Google que não fez um ‘doodlezinho’ sequer para homenageá-la. Mas na coluna de hoje me redimo…

Agatha Christie

Agatha Mary Clarissa Mallowan, mais conhecida como Agatha Christie, nasceu em 15 de setembro de 1890 e é mundialmente conhecida pelos seus romances policiais, fama esta que lhe rendeu as alcunhas de Rainha do Crime e Duquesa da Morte. Publicou oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, 19 peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Além disso, criou também alguns personagens bem famosos… Continuar lendo

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Desaparecidas (Chris Mooney)

Ganhei este exemplar da coleção policial da editora Suma de Letras há tempos, mas sempre enrolava para lê-lo e acabava passando outros livros na frente. Mas, esta semana resolvi deixar de enrolação e gostei muito da narrativa do Chris Mooney, ainda que seu texto não atinja o nível de morbidez e o tom sombrio que o Dennis Lehane (autor no qual ele se inspirou, segundo as palavras do próprio autor) consegue imprimir aos seus assassinos, sua narrativa é clara e a trama é tão bem construída que te deixa na curiosidade para saber os acontecimentos futuros.

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Crime na Feira do Livro (Tailor Diniz)

No texto da ‘orelha do livro’ Altair Martins diz que: “Esta é uma novela para se ler em Porto Alegre ou, ao menos, tendo na retina suas ruas, a paisagem do Guaíba e, sobretudo, dos Jacarandás da Feira do Livro.” Então, devo confessar que foi com apreensão que comecei a ler o texto de Diniz, tinha receios de que não aproveitasse o texto em sua totalidade, ou que escapasse às minhas retinas virgens minúcias que qualquer porto-alegrense poderia captar. Meus receios mostraram-se infundados, Diniz descreve os lugares com tanta clareza que é impossível não conseguir imaginar-se às margens do Guaíba, na Casa de Cultura ou a perambular pela Rua Sete de Setembro. Não conhecer POA, não te impede de aproveitar as aventuras do detetive Jacquet.

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Flávia de Luce e o Mistério da Torta (Alan Bradley)

Sempre gostei de literatura policial, um bom romance investigativo pode ser deveras divertido se você se empenha na descoberta do meliante. Esse lado do meu gosto literário foi alimentado por vários títulos da Coleção Vagalume e outros tantos da Grande Rainha do Crime e mais recentemente por algumas aventuras do Sr. Holmes. Então, vejam bem quando me falaram sobre uma nova série de investigação na qual a mente dedutiva pertencia a uma garota de onze anos eu me interessei. Pensava comigo, que mesmo que a história fosse fraquinha, que eu conseguisse descobrir o assassino antes valeria a pena pela diversão. Diverti-me lendo Flávia de Luce e o Mistério da Torta, mas mais do que isso me surpreendi com a mente acurada de nossa pequena Holmes/Poirot e me impressionei com a sua paixão pela química. Deixe-me contar-lhe um pouco mais dessa série, quem sabe isso não te anima a lê-la também…

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Criança 44 (Tom Rob Smith)

A resenha que trago hoje não acabou de sair do forno, na verdade a escrevi no início do ano e como até bem pouco tempo atrás eu não tinha um blog para compartilhar com vocês as minhas opiniões literárias (obrigada de novo Mari!) essa resenha foi publicada apenas no Skoob. E bem, não é todo mundo que lê resenhas por lá e acho que isso se deve em parte a forma como a ferramenta é utilizada por muitos usuários (mas isso é assunto para outro post), então decidi compartilhar algumas resenhas antigas aqui no Blablablá.

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