Emoções

Esses dias me perguntaram o que me deixa emocionada. E eu respondi: tanta coisa!

E resolvi responder à pergunta de modo mais completo. Consegui pensar em quatro coisas que me deixam num estado de felicidade tão elevado, que eu me perco de tanta alegria. Elas estão, não em ordem de importância, mas na ordem em que vieram à minha mente:

Lauri Ylönen, vocalista do The Rasmus. Foto tirada pelo meu irmão, já que eu estava me jogando demais pra conseguir essa proeza

Shows

Você já foi ao show da sua banda favorita? Ficou horas na fila, sofrendo com sol, chuva, frio, pra esquecer tudo isso em segundos, quando começa AQUELA música? Então você talvez consiga entender como algumas bandas me fazem delirar. Fui em 5 shows na minha vida: The Rasmus, Muse, The Killers, Metallica e Coldplay. Destes, só sou fã hiper-mega-morro-se-perder-esse-show de The Rasmus e The Killers. Do Muse, eu só fui porque meu irmão curte a banda e precisava de acompanhante, porque eu nem curto a banda. Fui no Metallica de feliz, porque tive a chance, e no Coldplay, só fui porque meu pai não pode ir no dia, e passou o ingresso pra mim.

O que acontece comigo em shows é inexplicável. Eu sinto como se toda a energia de todas as pessoas passasse por mim, pelo meu corpo e me soltasse. Pulo, grito, choro, fico sem voz, me jogo, tudo levada pela minha paixão pela banda e pela emoção de tê-la ao alcance da vista (às vezes mais, outras menos, depende de onde fiquei). No show do The Rasmus, tive a sorte de ficar na grade, a mais ou menos 1,5m do guitarrista da banda. Eu olhava pra ele, berrava e ele sorria pra mim. Foi uma experiência sem igual. No show do The Killers, fiquei na grade também, mas havia área vip, então fiquei longe… mas saber que tinha todo aquele mundo ATRÁS de mim é indescritível…

Hoje, quando ouço algumas músicas que tocaram no show, começo a chorar. Eu sinto a euforia que senti no show voltando. Bastam algumas notas e lá estou eu, abrindo o berreiro. Uma das músicas do The Rasmus que faz isso comigo é Night After Night (Out of the Shadows), e do The Killers duas vieram prontamente à mente: Human e Spaceman (abram em outra aba para ouvir). Choro mesmo quando elas começam a tocar. Eu lembro de estar no show e delas tocando e não resisto. Abre a tornera. Sou fã mesmo. Tenho um carinho enorme por estas duas bandas e sou apaixonada por suas músicas. Não consigo enjoar!

Livros

Quem me dera ter tudo isso de livro, embora a falta de organização me incomode. Afinal, como achar um livro se você não consegue ler a lombada?!

Sou meio bestona pra livros, devo assumir. A facilidade que eu tenho pra me envolver com as histórias narradas não está escrita. Como toda leitora, tenho meus autores favoritos. E quando eu sei que está por sair um livro de uma série que eu gosto, eu fico eufórica.

Em 2008, na Bienal do Livro, a Editora Record lançou “A Devastação de Sharpe”, o sétimo livro das Crônicas de Sharpe, do Bernard Cornwell. Eu não esperava por este lançamento. Até onde eu sabia, só seria lançado um livro das Crônicas Saxônicas. Não me levem a mal, amo ambas, mas Sharpe tem seu espaço no meu coração. Quando eu vi aquele livro na prateleira, não pude evitar: meus olhos começaram a lacrimejar e comecei a fungar. Fiquei tão feliz!

Outra série que faz isso comigo é a série Outlander, da Diana Gabaldon. Sempre que um novo volume é anunciado, fico toda feliz, ansiosa. E não descanso até estar com os meus em mãos (e quando eles chegam, eu não descanso até terminar de devorar). Harry Potter foi assim também: depois do quarto livro, eu me corroía para ler os outros. Esperava ansiosamente, elaborava altas teorias sobre o que poderia acontecer e tralala. Fui bem fã por muito muito tempo.

Acho que alguns livros são como amigos pra mim, e fico emocionada quando saem novos, como se fossem amigos que eu não via fazia tempo.

Amigos

Amizades são, pra mim, laços eternos. Pelo menos as verdadeiras

Eu sou tímida. Sério. Muita gente não acredita nisso, porque quando eu estou perto dos meus amigos, eu não fico quieta. Eu falo pelos cotovelos, dou risada, faço piada, enfim, curto. Quanto mais gente, mais animada eu fico. Tem quem ache que eu estou bebada, mas prometo: não estou. Eu sou eufórica com meus amigos. Por isso que eu me empenho tanto pra fazer com que as pessoas se reunam: adoro estar com todos eles, falando besteira, comendo, bebendo e “having a good time”.

Às vezes, nem preciso estar fisicamente com eles: um chat criado com algumas pessoas e um assuntinho bobo já me deixa toda sorridente. Quando eu estou meio pra baixo, sei que posso contar com eles pra me animar. Mesmo sem falar “oi, viu, to mal, me anima?”. Só o papo, o carinho… Isso me tira de fossas terríveis.

Love

Eu tenho a sorte de ter pais que me amam e que me fazem saber disso o tempo todo, mesmo sem falar. Sei que posso contar com eles e com meu irmão pra tudo. E sei que eles sabem do contrário. Minha família é minha fonte de inspiração e orgulho. Meus pais são meu porto seguro, meus ídolos. Quero mostrar pra eles todos os dias que eles criaram uma filha forte, independente, que eu sou a versão com algumas falhas da filha que eles pretenderam criar: uma mulher que sabe o que quer e não tem medo de correr atrás, sempre respeitando os outros. Sei que eles olham pra mim e sentem orgulho, mas pretendo trabalhar para proporcionar ainda mais alegria pra eles. Amo demais minha família e gosto muito de estar com eles, mesmo não sabendo demonstrar na maior parte do tempo.

Tenho um namorado que, antes de tudo, é meu melhor amigo, meu confidente. Nossa amizade cresceu, e hoje é amor. E nem mesmo os 600km que nos separam conseguem enfraquecer o que sentimos um pelo outro. É um namoro que nasceu de uma amizade, que nasceu de uma brincadeira num Encontro Nacional. É puro, é meu, é dele, e ninguém tira. Sei que ele é a pessoa pra quem eu posso ligar às 5h30 da manhã chorando, reclamando da vida, que ele vai me acalmar e me fazer voltar pra cama e dormir. Ele é quem me dá calor, quem me acolhe e faz carinho – mesmo quando estamos longe.

Pode parecer coisa de menininha que leu romance demais, mas eu sei que nosso namoro não vai acabar tão cedo, nem tão fácil. Nós somos praticamente dependentes um do outro. Sentimos falta de detalhes quase ridículos, como o cheiro do xampu um do outro, tentar convencer o outro a decidir o que fazer e de poder fazer nada juntos… Descobrimos que uma cama de solteiro pode sim ser grande demais, e que quente pra mim é o inferno pra ele e frio pra mim é normal pra ele.

Meu namorado simplesmente me faz bem. A sensação é totalmente diferente de quando eu estou num show ou lendo um livro muito esperado. Estas experiências me exaltam, me empolgam, me embebedam. Já ele me torna mais consciente de mim mesma, me traz de volta ao chão, me deixa sóbria…  e ao mesmo tempo, olhar nos olhos dele me deixa bobinha, sentir a mão dele na minha faz meu corpo arrepiar e meu coração bater rápido. Eu poderia ficar horas e horas falando dele, mas já deu pra entender a felicidade ne s2

–>Falei até demais de coisas que me deixam feliz, empolgada, surtada, exaltada, histérica… Chorei escrevendo este post. Ouvi as músicas, lembrei dos lançamentos de livros e dos encontros com amigos. E, obviamente, to sentindo saudade do namorado. Passei por todo o espectro de emoções boas ao escrever este post, e sendo a manteiga derretida que eu sou, não me surpreende que chorei. Gostaria de saber o que emociona quem lê este blog: o que os faz chorar e rir, o que os motiva… =)

10 Comentários

Arquivado em Felicidades aleatórias

10 Respostas para “Emoções

  1. Laurelin

    Eu adoro a Spaceman e Human tbm *.*

    Bom, eu sou meio esquisita, não sei dizer o que me faz surtar, ficar feliz e tals.
    Sou meio de lua, tem dias que é uma coisa, tem outros que é outra coisa. Fora que ando em uma fase de incertezas de tudo o que me rodeia, enfim…

    Mas eu achei lindo tu dizer o que te faz feliz ^^
    E fiquei emocionada por saber que tu chorou escrevendo, Mari.

    Falei que tua vida é interessante assim como tu menina, e é por isso que cada vez mais eu gosto de ti ❤

    Beijão forte gêmea =***

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    • Feanari

      Eu também sou meio de lua, mas HOJE, são essas coisas. =) Amanhã podem ser outras. A gente muda com o tempo. Isso não nos torna esquisitas =P

      Minha vida não é interessante pra mim. Às vezes vc só acha isso porque é a grama do vizinho… pense a respeito =p

      bjobjo, gêmea =****

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  2. pedro

    “Elas estão, não em ordem de importância, mas na ordem em que vieram à minha mente”

    Fábio perdeu lolz

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  3. Hideki

    Achei bem legal a forma como você expõe as coisas aqui, Mari. Você escreve de um jeito tal que dá pra sentir que tudo isso é autêntico, é sincero; consigo até imaginar as palavras saindo com o seu tom de voz. Elas transmitem um tipo de emoção que só quem a tem de verdade deixa transparecer e que em nenhum momento se faz parecer forçado ou inventado.

    Abri um sorriso aqui. Há muito tempo esse se deixar levar por algo que li não acontecia. =)

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    • Feanari

      Obrigada por comentar, Hideki =)
      Bom, se o que eu disse parece sincero, autêntico, é simplesmente porque é verdade… =)
      Como assim faz tempo que não se deixa levar por uma leitura? Demorou pra tentar ne?!
      bjo

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      • Hideki

        Não é que demorei pra tentar, é que deixei de me permitir um pouco. Tenho ficado racional demais e isso vai te fazendo meio frio com o tempo. =((

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      • Feanari

        Eu também sou ridiculamente racional, mas eu sei diferenciar livro de vida real =P

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  4. Fábio

    Eu não consigo nem começar a comentar o post de tão surpreso que eu fiquei ao lê-lo.

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