A Promessa do Mago (Cliff McNish)

Nunca gostei  muito de resenhar séries e trilogias, talvez pela dificuldade em lidar com a continuidade e os spoilers, dos quais você não consegue fugir a partir do segundo livro. Ou talvez, por não ter tido a oportunidade de começar a resenhar uma série desde o início, se não resenhei o primeiro livro podem ter a certeza de que não resenharei o segundo e isto foi sempre algo que me limitou, ainda mais quando eu não tinha o hábito escrever resenhas. Pela primeira vez li e resenhei todos os livros de uma trilogia e espero que tenham gostado, ou pelo menos que a surpresa da leitura não tenha sido estragada em meio aos spoilers. E como de praxe não custa nada avisar…

*Atenção, esta resenha contém spoilers referentes aos primeiros livros da série (O Sortilégio e O Aroma da Magia), leia por sua própria conta e risco.

Finalmente chegamos aos acontecimentos derradeiros da Trilogia da Magia. No livro anterior, as Altas Bruxas empreenderam uma longa viagem em direção à Terra, com a pretensão de derrotar Larpskendya, além de Rachel e Eric. Mas as crianças, com a ajuda do mago e de Yemi, o garotinho que possui uma magia extraordinária, conseguiram derrotá-las e Heebra, assim como muitas bruxas, morreram. Algumas Altas Bruxas conseguiram bater em retirada e fugir para Ool. Mas, lá as Griddas, uma espécie de bruxas guerreiras criadas pelas Altas, as esperam e Ool presenciará muitas batalhas pelo poder do planeta. Na Terra, a batalha contra as bruxas trouxe importantes mudanças: agora não são só algumas crianças que possuem magia, a magia foi distribuída entre todas as crianças da Terra. Sim, todas elas, mas não os adultos e mesmo essa distribuição foi desigual e algumas crianças permaneceram tendo pouca magia. Além disso, crianças com uma missão especial surgiram, os espectros, Albertus Robertson é um e ele tem uma missão, qual será?  Com tantas mudanças a vida na Terra sofreu muitas modificações, a estrutura familiar, as escolas, a vida em sociedade, tudo mudou…

Em Ool também houveram mudanças, as Griddas derrotaram as Altas e assumiram o controle do planeta, sua líder Gultrathaca também quer destruir os magos e Orin Fen (o planeta lar dos magos) e pretende utilizar Yemi e seus poderes para esse fim, agora mais do que nunca é necessário que as crianças unam suas forças para salvar a Terra do ataque das Griddas. Nesta última batalha, os poderes de Rachel e Yemi se tornam mais necessários, mas a Eric também está reservada uma importante escolha. O livro é ação do início ao fim, a história já começa a todo vapor e mantêm-nos em constante suspense praticamente até as últimas páginas.

McNish foi feliz em explorar os mundos criados por ele, além da Terra. Assim temos um ciclo que se inicia na Terra com a ‘abdução’ de Rachel e Eric, conhecemos Ithrea e todas as suas criaturas, temos um vislumbre de Ool e as aventuras do segundo livro praticamente todas ocorrendo em solo terráqueo e tornamos a alçar vôos ao espaço e Ool se torna palco de muitos acontecimentos derradeiros. Com um novo planeta em mente, McNish nos presenteia com novas descrições e criaturas, como os Essa e o Detaclyver, mas, é tem um mas e um mas que vem acompanhando minha leitura desde o primeiro livro. As  descrições de McNish continuam abstratas demais, quase que psicodélicas, se as descrições das Altas Bruxas já era difícil de digerir o que dizer então da descrição das Griddas. Por mais que eu tenha exercitado minha imaginação, a imagem de Dragwena ou de Heebra permaneceu uma icógnita e eu não queria estar na pele de um roteirista caso viessem a fazer uma adaptação dos livros às telonas, ele teria uma trabalho bastante hercúleo. Mas assim como tenho reclamações, também tenho elogios a obra e o principal é no que diz respeito à forma que o autor trata a magia. As descrições dos encantamentos, como eles saltam aos olhos toda vez que são solicitados e as cores que os representam, a relação das crianças com a magia, Mcnish trabalhou essa parte muito bem e conseguiu imprimir nessa área muita mágica. A Promessa do Mago encerra os acontecimentos iniciados em O Sortilégio com primazia e muitas aventuras. Não me arrependo de ter acompanhado a série até o fim, afinal livros também podem e devem representar formas de diversão e eu me diverti muito lendo as aventuras de Rachel e Eric.

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