O Diário de Bridget Jones – Helen Fielding

Quem nunca começou o ano prometendo seguir uma dieta rigorosa, perder 10kg, arranjar um namorado perfeito, trocar de emprego… Enfim, AQUELA lista que sabemos ser quase impossível? Bridget Jones é apenas mais uma de nós, pobres mortais, que luta contra a balança (embora eu não ache 60kg muito, especialmente dependendo da altura), contra os cigarros, as doses alcoólicas, os homens… E tudo de uma maneira incrivelmente engraçada.

O livro é narrado na forma de um diário, que Bridget começa sempre com uma contagem de peso, cigarros fumados, bebidas alcoólicas e calorias ingeridas, e outras coisas que variam com o passar das páginas (como o número de vezes que ela ligou para a “BINA” do Reino Unido, quantos bilhetes de loteria instantânea ela comprou, etc.). Esses começos por si só já dão direito a várias gargalhadas, já que Bridget surta por ter engordado 300 gramas, ou acha que é um super progresso passar de 10 cigarros fumados para 9.

O dia-a-dia da louca Bridget é narrado nas páginas do diário de uma maneira bastante detalhada, contendo até diálogos com seus amigos. Claro que praticamente ninguém tem paciência de verdade para escrever no diário o que as pessoas conversaram, mas é necessário para o leitor entender melhor os amigos, e não ficou muito forçado.

O melhor aspecto do livro, sem dúvida, é que Bridget personifica todas as mulheres. De um jeito ou outro, ela é a nossa mania de achar imperfeições em tudo a nosso redor. E ela exagera em tudo:

“Mas agora estou com vergonha, me achando um nojo. Quase consigo sentir a gordura explodindo do meu corpo. Não tem problema. Às vezes é preciso mergulhar numa profunda intoxicação alimentar para depois ressurgir das cinzas como uma fênix, transformada numa linda e maravilhosa Michelle Pfeiffer. Amanhã começo uma nova dieta e um tratamento de beleza.”

E claro que um livro desses não poderia existir sem homens. No caso de Bridget, dois são os principais: Mark Darcy, um advogado rico e recém-divorciado, filho dos amigos de seus pais, e com quem os casamenteiros de plantão acham que a heroína devia se envolver antes que seja tarde demais. E Daniel Cleave, seu chefe, típico homem que gosta de ficar em casa no fim de semana assistindo ao jogo de futebol críquete.

A leitura é leve, engraçada e rápida. Eu dava gargalhadas histéricas ao ler (e considerando que eu estava no ônibus, eu devo ter assustado meus colegas de trabalho). Vale muito a pena. E eu achei que o filme, no fim das contas, foi bastante fiel ao livro, e isso sempre deixa as pessoas felizes!

Ah, para as fãs de Jane Austen de plantão, enquanto lia o livro, ouvi dizer que o livro tem referências explícitas a Orgulho e Preconceito. Eu achei algumas. Daniel é Wickham, Mark nem disfarça que é o herói: compartilha o sobrenome. A parte do livro em que o Mr. Darcy salva a honra da irmã de Lizzy também acontece, mas não é a irmã de Bridget que é salva… Os amigos dos pais de Bridget com certeza gostam de ser a Sra. Bennet, com sua mania de casamenteiros… Recomendo a leitura procurando outras referências!

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