Um Autor de Quinta #4

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendo toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas (nada muito elaborado porque não sou especialista) de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

Sabe aqueles autores que você sempre ouviu falarem bem, mas por falta de um incentivo a mais você vai deixando para depois a oportunidade de ler uma obra deles? Foi assim com o autor de hoje, sempre via críticas positivas às suas obras, mas ainda não tinha tido oportunidade de conferir. Finalmente decidi pagar para ver e já comprei logo dois livros seus, comecei com algo mais leve, romances “infanto-juvenis”, mas que me fizeram querer conferir todos os outros livros publicados por ele. Estou falando de…

 

Salman Rushdie

Sir Ahmed Salman Rushdie nasceu em 19 de Junho de 1947 em Mumbai na Índia e estudou na Inglaterra. Seu estilo literário é frequentemente classificado como realismo mágico e o tema dominante em sua obra são as conexões, rupturas e migrações entre o Oriente e o Ocidente. Ele é autor de onze romances: Grimus, Os Filhos da Meia-Noite (pelo qual ganhou o Booker Prize em 1981), Vergonha, Versos Satânicos, Haroun e o Mar de Histórias, O Último Suspiro do Mouro, O Chão que Ela Pisa, Fúria, Shalimar o Equilibrista, A Feiticeira de Florença e Luka e o Fogo da Vida. Também escreveu o livro de contos Oriente, Ocidente e três trabalhos de não-ficção: Pátrias Imaginárias, O Sorriso do Jaguar e Step Across This Line. Seus livros foram traduzidos em mais de 40 idiomas.

Curiosidades:

  • Seu romance Versos Satânicos causou protestos de mulçumanos em vários países, alguns dos quais violentos. No mundo Islâmico esta obra foi considerada ofensiva ao profeta Maomé. Em 14 de fevereiro de 1989, um fatwa (decreto religioso) pedindo para que ele fosse morto foi proferido pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, então líder do Irã. O lídeo religioso convocou todos os mulçumanos à tentarem assassinar o escritor, devido à isso, Rushdie foi forçado à viver no anonimato por muitos anos, só aparecendo em público esporadicamente.
  • Em junho de 2007 foi condecorado como Cavaleiro Comandante do Império Britânico (Knight Commander of the British Empire).

Para Conhecer:

Recomendo os dois livros do autor que já li, quem sabe depois vocês não se empolgam como eu e decidem enveredar por toda a sua obra (só preciso comprar os demais livros agora).

Haroun e o Mar de Histórias

Sinopse: Rashid, um contador de histórias profissional, é o próprio “mar de ideias”. Um dia, porém, ele perde o dom da palavra, e com isso perde também seu ganha-pão e toda a alegria de viver. É então que seu filho Haroun descobre que toda história vem de um grande mar de histórias, o que o faz entregar-se à fantástica aventura de ir em busca das palavras. Escapando de muitos perigos, Haroun conseguirá vencer as tenebrosas forças da escuridão e do silêncio. Uma narrativa bem-humorada, uma defesa da criação, da fantasia e da liberdade, uma celebração da alegria de contar histórias e do prazer de ouvi-las.

Luka e o Fogo da Vida

Sinopse: Luka tem doze anos e sonha em seguir os passos do pai e do irmão mais velho, que já se aventuraram pelo mundo da magia. É então que, sem querer, ele roga uma maldição contra um circo que visita a cidade, cujos animais são maltratados pelo dono, o Capitão Aag. Naquela noite, o circo é destruído por um incêndio. Mas o Capitão Aag se vinga, enfeitiçando o pai de Luka e fazendo-o cair num sono profundo, que acabará por matá-lo se o feitiço não for quebrado. Luka então descobre que o único jeito de salvar o pai é roubando o Fogo da Vida do topo da Montanha do Conhecimento.

Ambos os livros foram escritos para seus filhos, o mais velho Zafar (protagonista de Haroun) e o mais novo Milan (o Luka), segue abaixo um trecho de uma carta de Rushdie falando sobre isso:

Em St. Judy’s Comet, uma espécie de canção, de ninar de Paul Simon, há um verso sobre o motivo de a ter escrito. “Se não consigo fazer meu menino dormir”, ele canta, “seu pai fica parecendo tão bobo.” Mais de vinte anos atrás, quando meu filho mais velho, Zafar, me disse que eu devia escrever um livro que ele pudesse ler, pensei exatamente nesse verso. O resultado disso foi Haroun e o mar de histórias, escrito em 1989-90, uma época sombria para mim. Tentei encher o livro de luz e até fazer um final feliz. Finais felizes eram coisas que tinham se tornado muito interessantes para mim naquela época.

Quando meu filho mais novo, Milan, leu Haroun, ele imediatamente começou a insistir comigo que também merecia um livro. Luka e o fogo da vida nasceu dessa insistência. Não é exatamente uma sequência do livro anterior, mas é um companheiro dele. No coração de ambos os livros está a mesma família, em ambos um filho tem de resgatar um pai. Apesar dessas semelhanças, porém, os dois livros ocupam ambientes imaginários muito diferentes.

(…)

Haroun e o mar de histórias nasceu numa época de crise na vida de seu autor e a missão ficcional de Haroun, resgatar a capacidade de contar de histórias perdida por seu pai num mundo em que as próprias histórias estavam sendo envenenadas, era uma fábula que respondia a essa crise.

Luka e o fogo da vida é uma resposta a um perigo diferente, mas igualmente grande: o de um pai mais velho que pode não viver o suficiente para ver seu filho crescer. No livro anterior, o contar histórias é que estava ameaçado; neste, é o contador de histórias que está em perigo. Mais uma vez o livro brota da realidade de minha vida e de meu relacionamento com um filho muito particular. Luka é o nome do meio de meu filho Milan, assim como Haroun é o de Zafar.

(Fonte: http://www.blogdacompanhia.com.br/2010/07/luka-e-o-fogo-da-vida/)

Posts sobre ele no Blablabla:

Resenha de Haroun e o Mar de Histórias 

Resenha de Luka e o Fogo da Vida

Links interessantes:

http://www.salman-rushdie.com/

http://www.blogdacompanhia.com.br/2010/09/luka-e-os-videogames/

http://www.blogdacompanhia.com.br/2010/08/mais-uma-vez/

http://www.blogdacompanhia.com.br/2010/07/luka-e-o-fogo-da-vida/

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