Harry Potter and the Goblet of Fire – J. K. Rowling

Se você chegou ao planeta Terra agora e não conhece a série Harry Potter (:O), respira e leia as resenhas dos primeiros três livros (Philosopher’s Stone, Chamber of Secrets e Prisoner of Azkaban) antes de proseguir. Agora, se você já conhece a série, leia as resenhas dos primeiros três livros e curta a do quarto!

Certa noite, enquanto esquenta água para a bolsa térmica, um homem vê fogo crepitar na lareira da casa que cuida. Há decadas que a casa está desocupada… Mal sabia ele que era melhor ter voltado à cama do que subir para desvendar o mistério… Harry tem um sonho, certa noite, com este homem. Neste sonho, ele ouve a voz de Voldemort e vê Peter Pettigrew e uma cobra gigante. Ao acordar, sua cicatriz, relíquia da noite em que quase morreu, está doendo: um sinal de perigo iminente. As férias de verão de Harry dificilmente poderiam ser piores no número 4 da Privet Drive*. Apesar dos Dursley deixarem Harry estudar bruxaria por estarem com medo de Sirius, o padrinho de Harry que é considerado por bruxos e “trouxas” um assassino fugido perigosíssimo, toda a família entrou numa dieta rigorosa. Isso porque a enfermeira da escola de Dudley, o primo do Harry, disse que ele estava praticamente do mesmo tamanho e peso de um filhote de baleia e deveria perder peso imediatamente. Harry tem que contar com a ajuda dos amigos para não morrer de fome.

*A tradução para o português é Rua dos Alfeneiros. Você já se perguntou o que diaxos era isso? Você acreditava que era um alfaiate diferente? Eu achava. Aí descobri que é um tipo de moita. Para as pessoas que gostam de taxonomia: Wilde liguster). Para quem gosta de fotos. Clica na foto para ler sobre ela na Wikipedia!

Certo dia, o carteiro toca a campainha, curioso a respeito de um envelope coberto de selos. A carta enviada pela Sra. Weasley tem como objetivo pedir a permissão dos tios de Harry para que o bruxo passe o restante das férias na casa dos Weasley (a Toca, ou The Burrow), além de levar o garoto à Copa do Mundo de Quadribol. Harry usa Sirius para garantir o passeio e se prepara para a viagem. A Copa do Mundo dura relativamente pouco. O principal evento ocorre depois do jogo da final, quando bruxos mascarados resolvem “brincar” com trouxas. Quando Harry volta a Hogwarts, descobre que a escola vai cediar um torneio entre as três maiores escolas de magia da Europa: o Torneio Tribruxo. Para participar do torneio, os candidatos devem colocar o nome no Cálice de Fogo e torcer para que ele os ache o mais digno. Claro que Harry, sendo o imã para desastre que é, acaba sendo escolhido como um quarto candidato, fora dos padrões do campeonato. Ao longo do livro, ele deve enfrentar três tarefas difíceis e que exigem bastante dele como bruxo**. Certamente o quarto livro da série é um marco. Além de começar a tendência de os livros serem tomos, o tom sombrio deixa de ser algo que permeia a história e passa a definí-la. Harry ainda é inocente demais para perceber todos os riscos que corre, e precisa que os outros o avisem. No terceiro livro, ao receber uma vassoura de voar sem remetente, não desconfia que possa ter vindo de alguém com a intenção de machucá-lo. Neste, ele só começa a tomar cuidado quando Sirius fala com todas as letras que coisas estranhas estão acontecendo, e ainda fica revoltado com a idéia de que possa ser machucado. É neste livro, também, que ficam mais óbvios os efeitos dos hormônios. Harry sente que a atração por Cho é mais forte, Rony sente o maior ciúme do mundo de Hermione e Krum (que são mais do que amigos, independentemente do que a moça fale o livro todo). Até Hagrid encontra alguém por quem se apaixonar! Ah, e não podemos esquecer da cena de sexo disfarçada, em que Fleur Delacour e seu par no Baile de Inverno estão bem íntimos numa moita… São nesses detalhes que notamos que a série amadurece, junto com seu leitor. Nesse ponto eu acho que a demora de dois anos entre lançamentos foi mais benéfica, nos preparando para os livros que estariam cada vez mais negros.

**Comentando rapidamente as tarefas do Torneio Tribruxo, eu acho que até mesmo nelas a J. K. passa uma lição. Na primeira, Harry teria fracassado se não fosse a ajuda de Hermione (ou seja, o poder de uma amizade), além disso, o feitiço que ele pratica exige que se concentre demais naquilo que você quer trazer para si. É toda aquela história de se você quer algo, pense naquilo, acredite, que essa coisa acontecerá. A segunda tarefa mostra que não podemos menosprezar as pessoas a partir de suas posições: a amizade entre Harry e Dobby faz com que este ajude Harry; mostra também o tanto que alguém pode se sacrificar pelos amigos, e o valor moral que isso tem. Já a terceira tarefa é toda sobre como, independente do apoio que você recebe, e do tanto que você se prepara, chega uma hora na vida em que você só pode contar consigo mesmo, e que são essas conquistas individuais que eventualmente te levam à taça que você pode erguer, cheio de triunfo.

Este livro também foi lido na técnica “um capítulo por dia”. Sim, é agonizante. E neste livro em especial, por ser tão grande, teve dias que eu roubei. Ainda assim, acho que a experiência de se dar um tempo para degustar cada palavra, frase e capítulo é importantíssimo, especialmente quando você já sabe de cor o que vai acontecer!

Compre aqui:

Cultura Submarino Saraiva Travessa Fnac
Anúncios

1 comentário

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Feanari

Uma resposta para “Harry Potter and the Goblet of Fire – J. K. Rowling

  1. Pingback: Um Autor de Quinta #37 | Blablabla Aleatório

Gostou do post, então comenta!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s