Lola e o Garoto da Casa ao Lado (Stephanie Perkins)

Lola

Lola Nolan tem 17 anos e vive as voltas com paetês, plumas, tintas, perucas e brilhos desde que se entende por gente. A garota, fissurada em modelitos diferentes, tem como sonho tornar-se design de figurinos para filmes e teatro. Nossa primeira experiência com Lola pode ser perturbadora em meio a tantas roupas brilhantes e perucas coloridas, verdadeiras fantasias que a menina usa diariamente. Mas, suas opiniões expressadas na forma de se vestir e seu jeito franco de ser acabam nos cativando. E somando a isso, Stephanie decidiu criar um núcleo familiar diferente para Lola. A garota tem dois pais: Nathan e Andy, e a forma como a autora trata sobre a questão das famílias homoafetivas é exemplar. Fiquei apaixonada por esses pais extremamente zelosos com a filha e que não medem esforços para vê-la feliz. Mesmo tendo de aturarem, a contragosto e às vezes com algumas discussões, o namorado roqueiro – e mais velho – da filha.

E gente, a história se passa em São Francisco, então, quem já leu Anna e o Beijo Francês e se lembra do destino de alguns personagens após a formatura na SOAP saberá quais são os personagens que estão novamente por aqui. E digo mais, podem até não ser o foco, mas têm papel bastante ativo nessa história.

Mas, voltando a nossa protagonista. Apesar do problema iminente envolvendo o namorado e os pais, Lola estava contente até ter seu mundo perturbado por problemas mais antigos envolvendo a casa ao lado. Ou melhor, os antigos moradores da casa ao lado, que há dois anos foram embora, mas que agora decidiram regressar. Para ser mais específica os gêmeos Calliope e Crickett Bell, em especial este último que sempre teve o dom de perturbar os sentimentos da garota e que há dois anos foi protagonista de algo que magoou Lola profundamente.

Castro, sub-bairro de Eureka Valley em São Francisco. Lugar onde se passa a história. [Foto de James Gaither: http://www.flickr.com/photos/jim-sf/2586357042/]

Castro, sub-bairro de Eureka Valley em São Francisco. Lugar onde se passa a história. Foto de James Gaither: http://www.flickr.com/photos/jim-sf/2586357042/

 Crickett estuda engenharia mecânica e é praticamente um gênio das invenções, mas o fato de ter sido criado sempre a sombra da irmã gêmea, a bela Calliope – patinadora artística profissional, grande promessa olímpica e acostumada a ser o centro das atenções – o deixou sem um pingo de confiança em si. Sem confiança e sem atitude, o que tornará ainda mais difícil seus planos de reviver histórias antigas e finalmente ter um relacionamento com Lola, ainda mais com Max (o roqueiro) nessa equação… Aliás, a falta de atitude do garoto é de tirar qualquer um do sério, ele não assume seus sentimentos e se contenta em não fazer nada para conquistar a garota de quem ele aparentemente gosta. Mas, quando ele deixa o papel de sombra para trás e começa a mostrar para o mundo que ele, porque não, merece os holofotes que sempre estiveram direcionados para a irmã, ele mostra para Lola que merece uma chance e que sempre estará ao seu lado ajudando-a a enfrentar seus problemas. E é aí que ele cresce em meu conceito.

“[…] talvez algumas pessoas pensem que vestir um figurino signifique que você está tentando esconder sua verdadeira identidade, mas eu penso que um figurino é mais verdadeiro que uma roupa normal jamais poderia ser. Ele realmente diz algo sobre a pessoa que o veste. Eu conhecia aquela Lola, pois ela expressava suas vontades, desejos e sonhos para toda cidade ver. Para eu ver.”

Stephanie é ótima para criar histórias no universo juvenil. Seus personagens são cativantes e não porque são diferentes, até porque eles nem são tão diferentes assim: são pessoas com um sonho, com uma paixão que de tão característica se torna o cartão de visitas do personagem, seu alterego, a parte sem a qual ele não existe, mas não é só isso. Seus personagens também enfrentam problemas comuns (problemas que se nós não enfrentamos, alguém deve estar enfrentando nesse exato momento) e isso contribui para dar mais profundidade a eles e à história a carga dramática que torna seus romances juvenis mais palpáveis e reais. Espero que não demore muito para que novos personagens, ou mesmo velhos conhecidos, pintem por aí. Ah, e só tenho uma última coisa para dizer: quero um grilo para mim! Mas, o grilo cheio de atitude tá.

 

Conheça a série de livros Anna and Friends:

  1. Anna e o Beijo Francês [Skoob][Goodreads][Resenha Mari][Resenha Núbia]
  2. Lola e o Garoto da Casa ao Lado [Skoob][Goodreads]
  3. Isla and the Happily Ever After [Skoob][Goodreads]

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6 Comentários

Arquivado em Editora Novo Conceito, Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

6 Respostas para “Lola e o Garoto da Casa ao Lado (Stephanie Perkins)

  1. Adoreeeeeei Lola..mas meu xodozinho ainda é Anna e o Beijo Frances =P

    http://livroaoavesso.blogspot.com.br/

    Bjs

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    • Nubia Esther

      Ah, gostei muito de Anna e o Beijo Francês, tanto que li o livro muito rápido, mas o trabalho de tradução e revisão do texto ficou devendo tanto que peguei um pouco de birra. O fato de isso não ter acontecido com Lola contribuiu para eu aproveitar a história muito mais. Daí a minha predileção pelo segundo livro. Sem contar que o Crickett faz mais meu estilo que o St. Clair hahaha.

      Obrigada pela visita! 😉

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  2. Oi Núbia esse livro é fofo demais. Já tinha perdido a esperança de gostar dele porque não curti Anna. Mas esse me fisgou desde as primeiras páginas. É divertido, colorido e encantador.
    Agora estou verdadeiramente ansiosa pelo próximo livro da Stephanie Perkins.

    Beijos
    Caline – Mundo de Papel

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    • Nubia Esther

      Oi Caline!
      A Lola é uma protagonista cativante né? E o Crickett, apesar de lerdinho, é muito fofo. É meu livro favorito também. E o último livro promete. Além de ter o Josh, que apesar de ser calado e tal em Anna e o Beijo Francês, era um personagem que prometia, ainda podemos ter esperanças de rever alguns personagens. Eu pelo menos queria ter notícias da Meredith.
      Obrigada pela visita! beijos 😉

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