A Elite (Kiera Cass)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do segundo livro da trilogia A Seleção e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

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“Tempo. Eu vinha pedindo muito tempo ultimamente.

Tenho a esperança de que se tivesse tempo suficiente, tudo ia se resolver.”

Restaram só seis garotas na disputa pelo coração de Maxon. O fim da disputa está cada vez mais próximo, mas as dúvidas são cada vez maiores. America está com o coração dividido entre Aspen e antiga vida que ele representa e Maxon, talvez até pendesse mais para este último se o fato de aceitá-lo não implicasse em aceitar uma coroa que ela não tem certeza se é o que quer realmente. Maxon por sua vez notando a indecisão da amada (se é que isso é desculpa, eu acho que não) começa a colocar as asinhas para fora e experimentar tudo o que a Seleção pode lhe oferecer, o que é bom frisar, é bastante incongruente com tudo o que conhecemos do personagem até aqui (principalmente depois da leitura de O Príncipe). Aspen continua Aspen, não é preciso dizer mais nada.

Muita enrolação. Resume bem o segundo volume da trilogia. Centrar a história no tempo pedido por América para escolher entre Maxon e Aspen não foi uma escolha muito acertada. Kiera prometeu demais no primeiro livro e não conseguiu cumprir as promessas nesse. Senti falta de mais ênfase na parte política e revolucionária da história, afinal, todas as entrelinhas do primeiro livro e até do conto “O Príncipe” davam a entender que Meri poderia vir ser a porta voz de mudanças profundas na política de Illéa. Kiera até tentou introduzir o assunto na história em alguns momentos, mas logo ele era suprimido pela interminável dúvida: Maxon? Aspen? Maxon? Aspen? Maxon? Aspen? Maxon? Aspen? Quem será o escolhido das próximas 24 horas? Oh, porque ele não me quer mais? Ah, agora sou eu que não quero mais ele, mentira, quero sim! Por favor! Cadê aquela protagonista decidida, sem papas na língua e que carrega no nome infinitas possibilidades de revolução? A imagem de mocinha desamparada simplesmente não cola. Aliás, a de bad boy para Maxon também não.

Por essas e outras, vejo A Elite como um livro dispensável, é uma parte da história da Seleção que facilmente poderia ser encaixada no primeiro ou no último livro. Depois de ter me encantado pela história de Kiera no primeiro livro, foi realmente uma pena não ter as expectativas atingidas em A Elite, mas espero que em The One ela atinja o tom novamente e acabe enveredando por outros caminhos além da eterna dúvida amorosa da protagonista.

Resume bem o sentimento. Fonte:

Resume bem o sentimento. Fonte: The Selection BR

Conheça a trilogia A Seleção:

  1. A Seleção [Skoob][Goodreads][Resenha]
  2. Conto “O Príncipe” (fatos anteriores aos narrados no primeiro livro) [Skoob][Goodreads][Resenha]
  3. A Elite [Skoob][Goodreads]
  1. Conto “O Guarda” (previsto para 4/fevereiro/2014) [Goodreads]
  2. The One (previsto para 06/maio/2014) [Goodreads]

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1 comentário

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