Wincing The Night Away – The Shins

Caros leitores do Blablabla Aleatório, hoje em nossa jornada pelo mundo da música, gostaria de falar para vocês sobre um de meus álbuns favoritos, Wincing The Night Away, da banda norte-americana The Shins, de 2007. Este é o terceiro álbum da banda de Portland, e na minha opinião, aquele em que o som da banda mais amadureceu. A ambientação mais alegre e animado de seu antecessor, Chutes Too Narrow, de 2003 dão lugar para uma tonalidade mais soturna e perturbadora, perceptível desde os primeiros segundos da faixa de abertura, “Kissing The Lipless”, e estampada na arte do álbum. Além disso, as letras das músicas tratam de temas um pouco mais pesados, e, segundo o vocalista James Mercer, expressam situações inerentes à condição de ser humano.

Este não é um álbum que se pega gosto à primeira ouvida; ao contrário, as canções parecem ir se desenvolvendo à medida em que são ouvidas repetidas vezes, a cada ouvida, uma nova nuance percebida, um novo elemento descoberto. É o disco mais experimental da banda, abrangendo diversos estilos musicais, com efeitos que lembram desde músicas tradicionais havaianas até o mais moderno hip-hop.

Phantom Limb, o primeiro single do álbum, é um exemplo dessa sonoridade em camadas, com diversos elementos musicais acontecendo ao mesmo tempo no fundo. Segundo Mercer, a criativa letra trata das dificuldades e preconceitos sofridos por um casal de adolescentes lésbicas em uma cidade pequena nos Estados Unidos.

O segundo single, Australia, é talvez a única faixa do álbum que ainda tenha uma sonoridade remanescente de Chutes Too Narrow, com uma batida mais animada e despretensiosa, porém, como é marca registrada de Mercer, a letra recheada de simbolismos não deixa o ouvinte mais atento se enganar que não se trata de uma musica escrita com cuidado meticuloso. Ironicamente, a música não se refere em nada ao país da Oceania titular.

Wincing The Night Away pode não ser o álbum favorito de muitos fãs de The Shins, mas a subjetividade das letras do álbum, combinado com a ambientação etérea das faixas é um prato cheio para quem gosta de ouvir e refletir em cima de uma canção, ou ainda para quem simplesmente quer ouvir algo diferente e que pareça de outro mundo.

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