A Namorada do Meu Amigo (Graciela Mayrink)

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Conheci o trabalho de Graciela com Até eu te Encontrar. A história com uma pegada mais mística, um amor destinado a acontecer e muitas barreiras para serem superadas pelos protagonistas para ficarem juntos, me cativou. Bem como o jeitinho todo especial da Graciela descrever a vida universitária em “cidades-ovo”, aquelas em que todo mundo conhece todo mundo, muito bem. Então, talvez eu tenha ficado com expectativas muito altas em relação ao seu novo romance. Não que a história de A Namorada do Meu Amigo seja ruim. Há personagens divertidos, elementos interessantes e a vida universitária em cidades pequenas continua a todo vapor. Mas, faltou algo para nos deixar na torcida pelo casal principal, em ansiar para eles conseguirem ficar juntos. Algo simplesmente não convenceu, tanto é, que muitas vezes os personagens coadjuvantes é que roubara a cena. (Não se assuste se você de repente se pegar torcendo pelo mocinho terminar com a outra!). A narrativa da Graciela continua muito boa, o texto contém humor na dose certa e a leitura flui e é bem rápida. Mas esse, definitivamente não seria o livro que eu recomendaria para quem ainda não leu nada da autora. Para essas pessoas eu digo: vá atrás de Até eu te Encontrar e não irá se arrepender.

Falando um pouco mais sobre A Namorada do Meu Amigo…

Quando garotos, Cadu, Caveira e Beto não suportavam a Juju. Ela e sua vontade incontrolável de ser o D’Artagnan colocava em xeque a dinâmica dos três mosqueteiros, principalmente por viver atrás do Cadu, de quem dizia ser namorada e com quem iria se casar.

Quando ela foi embora, eles fizeram festa.

Mas, anos depois, quando ela volta, um novo alvoroço promete estremecer as relações entre os amigos. Cadu se apaixona pela Juju. Só que agora ela é namorada do Beto. Será que ele arriscará a amizade de anos pelo amor de uma garota?

O tema é recorrente, mas Graciela se propõe a trazê-lo para construir um romance em uma pequena cidade do interior, afinal, ter alguém sempre de olho nos seus relacionamentos e disposto a dar pitaco garante um tempero especial. E, mergulhar na dinâmica da vida interiorana imbui em você os maneirismos dos habitantes e você também começa a dar pitacos no relacionamento alheio. Só foi uma pena que, em se tratando de Cadu e Juju, até a vontade de dar pitacos foi pouca. E olha que a tarefa de torcer pelos dois é das mais fáceis, já que o Beto não colabora nem um pouco.

Eita personagem chato. Ele tem duas irmãs mais novas com as quais é supercontrolador e ciumento, chegando às turras de ser um verdadeiro machista seletivo. Porque outras garotas podem aproveitar a vida (de preferência com ele), mas as irmãs dele não. Aff, perdi a paciência com o personagem rapidinho e nem dava para ficar com pena dele vir a ser preterido pelo amigo. No caso dele, ele merecia mesmo. Uma pessoa que decide quando a irmã está namorando e que “aceita” um pedido de namoro por ela, merece ser passado para trás mesmo.

Ainda bem que nessa história restaram outros personagens que fazem valer a pena. O Caveira. O amigo sem noção e de espírito livre, que está sempre disposto a ajudar e é muito bom em dar conselhos (até quando é obrigado!). A Alice, irmã mais nova do Beto, apaixonada pelo Cadu e amiga da Juju, que sabe o que quer da vida e não deixa o irmão controlador reger sua vida (a Emília também é merecedora de salvas). E o pai do Cadu e a mãe do Caveira que renderam alguns momentos interessantes.

Talvez o que tenha me chamado mais atenção no romance da Graciela, tenha sido a amizade entre os três garotos, que trabalhado em paralelo com a história dos três mosqueteiros ficou bem legal. Quanto ao final dessa história, ele não poderia ser diferente, mas deixa uma sensação de incompletude que não é legal e eu sei que a Graciela é boa em fazer finais redondinhos. A história realmente merecia um epílogo. Para o Cadu, a Juju e o Beto e também para os outros personagens que apareceram tanto, ou mais, que eles.

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