The Music

Olá pessoal, hoje vamos a mais um capítulo da nossa jornada pelo mundo mágico da música. Desta vez, gostaria de compartilhar com vocês um pouco sobre uma banda que eu gosto muito, mas que infelizmente não teve muita repercussão, os ingleses da banda The Music. A banda se formou em 1999, enquanto os integrantes ainda estavam no colegial, e já em 2001 emplacaram seu primeiro single, You Might As Well Try To Fuck Me. Já nesta primeira música é possível perceber o que viria a ser a sonoridade mais marcante da banda: guitarras com muita distorção e power chords,  com predominância de riffs ao invés de solos. Esta quase ausência de solos, embora detrimental para alguns, colabora para dar destaque à voz de Robert Harvey, com amplitude vocal mais puxada para os agudos, e resiliência esbanjada para seus (muitos) gritinhos.

Em 2002, a banda lançou seu primeiro álbum, The Music, promovido pelos singles The People, Getaway e The Truth Is No Words. Getaway foi a primeira música da banda que eu ouvi, e é uma das músicas que nunca sai do meu iPod, sendo uma das músicas mais marcantes da minha adolescência. A música começa já embalando o ouvinte em uma batida crescente, com as guitarras de Harvey e Adam Nutter ditando o ritmo, apenas para explodirem em distorção numa seção vocal logo após os refrões. Quanto mais alto colocar o som, melhor!

A banda lançou o álbum Welcome to the North em 2004. Apresentando um som um pouco mais polido e amadurecido, o álbum ainda mantém a sonoridade característica do The Music, ainda que com menos distorções, e acrescentando músicas mais emotivas e sentimentais ao arsenal da banda, como Fight The Feeling. No entanto, faixas mais agitadas como Freedom Fighters e Breakin continuam seguindo o cerne da sonoridade da banda.

Após um hiato de 4 anos, a banda lançou em 2008 o álbum Strength in Numbers. Este sim, uma verdadeira partida da sonoridade inicial da banda. Desta vez, o The Music apostou em um estilo mais puxado para o eletrônico, e embora ainda sejam músicas muito boas, faltam-lhes o brilho e a distinção sonora apresentados nas faixas de seus dois primeiros álbuns. Ainda assim, faixas como Fire e Drugs, com seus temas revolucionários, ainda conseguem agradar a fãs mais nostálgicos.

A banda se desfez em 2011, com a saída de Harvey. Assim, finalizou-se, em minha opinião uma das bandas mais originais e diferentes a surgir nos anos 2000. As músicas do The Music, embora nunca tenham obtido muita repercussão, ao menos no Brasil, são um atestado de que música boa está por aí, só é necessário saber encontrar.

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