Para todos os garotos que já amei (Jenny Han)

Para Todos os Garotos Que Já Amei

Já havia lido Jenny Han antes, em sua parceria com a autora Siobhan Vivian. Já havia percebido que sua narrativa era fluída, daquelas que quando você menos espera já chegou ao fim do livro. Mas, ler um livro escrito somente por ela, foi uma experiência mais divertida. Não desmerecendo a Siobhan, até porque não li nenhum livro escrito somente por ela para tecer maiores comentários, mas, o romance escrito apenas à duas mãos, mostrou-se mais cativante, mais fluido, com personagens mais carismáticos e com uma trama que depois que te fisga, você não consegue mais largar. Já gostava da Jenny Han antes, mas agora fiquei com vontade de ler outros livros dela.

Para todo os garotos que já amei compõe uma duologia com P. S. I Still Love You (Intrínseca por favor não nos deixe esperando muito tempo!) e conta a história de Lara Jean, uma garota de 16 anos que aprendeu a expurgar (ou pelo menos tentar) seus sentimentos escrevendo cartas de amor.

“Não são cartas de amor no sentido mais estrito da palavra. Minhas cartas são de quando não quero mais estar apaixonada. São cartas de despedida. Porque, depois que escrevo, aquele amor ardente para de me consumir. Posso tomar café da manhã sem me preocupar se ele também gosta de banana com cereal; posso cantar músicas românticas sem estar cantando para ele. Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam. ” (Página 7)

As cartas são apenas para ela. Apesar de colocadas em envelopes e endereçadas, o objetivo nunca foi enviá-las aos seus destinatários. Lara Jean as guardava em uma caixa de chapéu que ganhara da mãe. Cinco cartas foram escritas e agora todas as cinco foram enviadas misteriosamente aos seus destinatários, Lara Jean nem imagina o quanto sua vida irá mudar…

Principalmente porque uma das cartas fora escrita para Josh. Josh o vizinho da casa ao lado, com quem Margot (a irmã mais velha de Lara Jean) namorava até partir para fazer faculdade no exterior. O Josh que Lara Jean decidiu esquecer em prol da irmã, mas que ao que parece não foi lá bem esquecido. E para evitar maiores complicações, um outro dono de uma das cartas, Peter Kavinsky, é adicionado a jogada. Um namoro, um contrato, segredos sobre sentimentos antigos, uma ex-namorada com um forte sentimento de posse, toda a liberdade que um namoro sem pretensões permite (leia-se sem necessidade de papas na língua, o que recheia essa história com diálogos hilários) e uma irmã mais nova que com seu jeitinho cativa a todos. Pronto, eis os elementos que tornam impossível não ser cativado pela narrativa da Jenny Han.

A dinâmica familiar da casa de Lara Jean por si só emociona. As três irmãs que perderam a mãe cedo e se auto intitulam de irmãs Song em homenagem a ela, desenvolveram um relacionamento fraternal digno de admiração. Margot, a mais velha, chamando para si a responsabilidade de guiar as irmãs e tornar a tarefa do pai mais leve. Katherine, a Kitty, mais nova, sendo o alívio cômico, a garotinha com as tiradas certeiras, mas que sabe guardar rancor como ninguém. E Lara Jean, a garota certinha (todas elas são), rebelde só na pessoa que escolheu para ser sua melhor amiga, idealizadora de relacionamentos e com medo de se arriscar e que de repente se vê responsável pela casa quando a irmã decide ir estudar do outro lado do oceano. E é claro, há também o pai, que mesmo vivendo às voltas com os plantões no hospital, sempre tenta estar presente nos momentos importantes e faz de tudo para manter as filhas em contato com a cultura da esposa que era coreana. Todas as readequações que eles têm que fazer depois da partida de Margot, a saudade, as mudanças na dinâmica familiar, o estremecimento das relações, tudo é trabalhado de forma bastante sensível e certeira.

Adicionado a isso, temos todo o drama adolescente vivenciado por Lara Jean. O desespero de ver seus sentimentos mais secretos sendo espalhados aos quatro ventos. A mudança que isso ocasionou em sua amizade com Josh e o perigo que isso representa para sua relação com Margot. E todas as surpresas reservadas por Peter. Um dos personagens que mais gostei (depois da Kitty é claro, aliás, melhor que isso só quando os dois estão juntos), justamente por esconder tantas facetas, que aos poucos vão se revelando e nos cativando. Com Peter a máxima de que não devemos nos guiar apenas pelas aparências, mostrou-se totalmente verdadeira. Aliás, não só ele como também a Chris, a amiga doidinha da Lara Jean.

Preparem-se para gargalhar muito com as confusões armadas por Lara Jean. Ficar na torcida para que alguns sentimentos tomem outros rumos. E ficar na espera ansiosa pela continuação depois do final em suspenso reservado por Han. Terminar o livro assim foi pura maldade Jenny Han! E ah, eu sei que o foco da história é Lara Jean, mas bem que eu gostaria que alguns personagens pudessem deixar mais evidentes seus pensamentos. Nem que seja em cartas de amor…

E como quem avisa amigo é. Depois que você começa é impossível largar a leitura. Comece a ler o livro de dia, de preferência no final de semana. As chances de ficar às voltas com a história das irmãs Song e dos amores de Lara Jean e se deparar com o amanhecer, são bem grandes.

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2 Respostas para “Para todos os garotos que já amei (Jenny Han)

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