Star Wars: Marcas da Guerra (Chuck Wendig)

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“- Esta não é uma história inspiradora qualquer. Não é mais um conto de um azarão, pobre coitado e pé-rapado, uma luta pugilista onde nós somos o gladiador de bom coração que derruba o regime opressor que o colocou na arena. Eles ficaram com essa narrativa. Nós somos aqueles que escravizaram mundos inteiros, repletos de habitantes alienígenas. Nós somos aqueles que construíram algo chamado de Estrela da Morte sob a liderança de um velho goblin decrépito que acreditava no “lado sombrio” de uma antiga religião maluca qualquer. ” (Página 176)

Até bem pouco tempo atrás meu contato com o universo de Star Wars restringia-se aos filmes. Como fã da franquia desde que me entendo por gente, sabia que o Universo Expandido de Star Wars tinha bastante coisa, mas nunca tinha ido atrás, salvo a primeira temporada da série de animação Star Wars: The Clone Wars que acabei nem continuando a ver. Com a notícia da produção dos novos filmes pela Disney, o auê em torno da história principal e seu universo expandido reacendeu-se. Foram lançados hq’s (já conferi algumas) e a Editora Aleph começou uma publicação massiva de obras literárias desse universo (e não tô reclamando não, pode mandar mais Aleph!). Tanto as antigas (anteriores à 2014), que agora são conhecidas como Legends e que não fazem parte do cânone estabelecido em 2014, quanto as obras mais recentes e que trazem os conceitos a serem explorados em filmes, livros, games…. Dentre esses, Star Wars – Marcas da Guerra, primeiro volume da trilogia Aftermath, de Chuck Wendig chega para preparar o terreno para o que começou a ser explorado no episódio VII dos filmes. Mas, não vá com muita sede ao pote, achando que ele contém maiores detalhes sobre o que você viu em Star Wars: O Despertar da Força. O que é explorado aqui é muito mais antigo…

A trama de Wendig se passa alguns meses após a Batalha de Endor que acarretou na destruição da Segunda Estrela da Morte, nas mortes de Darth Vader e Palpatine e no enfraquecimento das forças imperiais e início da restauração da Nova República. É claro que velhos conhecidos nossos não são esquecidos, mas desta vez, eles cedem espaço para personagens secundários dos filmes brilharem. Almirante Ackbar, o Líder Vermelho Capitão Wedge Antilles e a piloto Norra Wexley são os protagonistas que representam a antiga resistência. Do outro lado temos a almirante Rae Sloane e alguns figurões das forças imperiais. Além deles, outros personagens ganham destaque na trama: Jas Emari, uma caçadora de recompensas; Sinjir, um antigo agente imperial; Temmin, o filho que Norra deixou para trás, na Orla Exterior, para se juntar às forças rebeldes; e, não posso esquecer do Senhor Ossudo, um droide esquisitão, mas cativante.

Toda a trama se passa em poucos dias, mas eles são suficientes para Wendig delinear o background da galáxia após a derrocada do Império: a dificuldade das forças rebeldes em instaurar uma Nova República integradora e democrática; as marcas que a Guerra deixou nos planetas; todo o misticismo em torno dos jedis e siths, praticamente uma lenda na qual muitos poucos acreditam; e, as maquinações das alquebradas forças imperiais. Todas essas informações, podem não responder muitas dúvidas ou ajudar a fomentar teorias mirabolantes, mas suscitam algumas ideias que espero que os próximos livros ajudem a esmiuçar.

A ação se passa na Orla Exterior, no planeta Akiva. Ali, Wedge Antilles, que está em uma missão de reconhecimento, é capturado pelas forças imperiais que estão tramando algo que irá influenciar o futuro da galáxia. Norra Wexley também acaba de aportar em Akiva, em busca de Temmin, mas acaba envolvida em uma missão quase suicida para impedir que esses planos se concretizem e capturar alguns inimigos. Entremeados à narrativa principal, há pequenos interlúdios narrando eventos de outros lugares, de Chandrila à Jakku: há Wookiees, sabres de luz, naves corelianas, Jawas e senadores. Tudo isso com uma narrativa ágil e repleta de personagens cativantes. Tem tudo para agradar aos fãs desse universo. Já estou na espera de outra jornada nessa galáxia muito, muito distante.

PS1: Minha única ressalva fica à confusão aprontada, não sei se por Wendig ou pelos responsáveis pela tradução, para se referir à almirante Rae Sloane ao longo do texto. Ora ela era chamada como Rae, ora como Sloane, muitas vezes na mesma página e mesmo parágrafo, passando em alguns momentos a impressão errônea de se tratar de duas personagens.

PS2: Está com dúvidas sobre o cânone estabelecido em 2014 depois que a Disney deu um reboot no Universo Expandido da franquia? Salve este link de um post da Sociedade Jedi. O guia está bem completo.

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Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

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