Endgame – A Chave do Céu (James Frey & Nils Johnson-Shelton)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do segundo livro da trilogia Endgame e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

A Chave do Céu

“Eles deram a vida aos humanos e vão testemunhar nossa quase extinção, reinicializar o relógio da vida na Terra e deixar que o planeta se recupere dos estragos. Mas os Criadores não deveriam interferir no andamento do Endgame. Eles criaram as regras e agora as estão quebrando. ”

(Página 25)

No início do Endgame eram doze linhagens. Doze jogadores que lutavam para garantir a persistência dos seus. Ao longo do caminho alguns foram ficando. Morreram. Em consequência disso, alguns meteoros também provocaram estragos e deixaram um rastro de mortandade. No primeiro volume o foco era a Chave da Terra, e para encontrá-la alguns se aliaram, por amor ou apenas por interesse mesmo; outros partiram para uma busca de um caminho alternativo, menos destrutivo; outros sofreram na pele a dor provocada pela interferência dos Criadores no Jogo, algo que prometeram não fazer; e outros tiveram que fazer escolhas difíceis, que talvez nunca sejam perdoadas. A Chave da Terra foi encontrada e agora restam apenas duas. De doze jogadores sobraram nove. A Chave do Céu é o alvo de todos, mas não pelos mesmos motivos. Afinal, já que os Criadores mudaram o Jogo, os jogadores também podem interferir com suas próprias jogadas.

Antes de qualquer outra coisa é válido informar que a exemplo do primeiro livro, aqui também há um enigma real a ser desvendado. As pistas estão espalhadas em links e figuras ao longo do livro, e assim como no primeiro volume, continuam não interferindo em nada na leitura da obra. Escolha a sua forma de leitura e seja feliz.

Voltando a história, não restam dúvidas de que o ceifar de algumas vidas e por consequência a diminuição do número de narradores, contribuiu e muito para deixar a história menos fragmentada. O que também contribuiu para isso foram as alianças formadas entre alguns personagens, que passaram a dividir capítulos. Em decorrência disso, os capítulos ficaram mais consistentes e não houve uma alternância exacerbada de narradores, como tivemos no primeiro livro. A leitura deste segundo volume foi mais envolvente e fluída, e os autores conseguiram capturar a atenção desde os capítulos iniciais. Com o espaço melhor dividido entre os personagens, pudemos conhecer melhor os jogadores restantes (ou pelo menos aqueles que tem algo mais profundo do que um cérebro sádico voltado para a matança) e entender melhor suas motivações, receios e esperanças. É claro que desde o primeiro livro já haviam jogadores interessados no Jogo, pelo Jogo. Pela oportunidade de fazer vítimas. E os autores conseguiram acentuar essa característica dos personagens ainda mais. Ainda que de alguma forma tenham conseguido injetar um pouco de humanidade nas escolhas sangrentas feitas por alguns. Mas, por outro lado, havia aqueles que já despontavam um certo favoritismo, tanto pelos autores quanto pelos leitores. E não, a nossa torcida não sofre grandes baques nesse sentido. Mas Frey e Jonhson-Shelton escancaram mais do que nunca seus defeitos, seus lados assassinos e o medo imprimido por suas escolhas. Ninguém é mocinho, mas mesmo perante tanta crueldade, sanguinolência e escolhas erradas, é possível tentar ser herói e salvar a humanidade. Mal posso esperar pela continuação dessa história. O Endgame continuará? Ele terminará? E a humanidade, terá uma chance de sobreviver?

Meu único, porém, diz respeito à edição brasileira. Durante a leitura, me deparei com bastante erros de digitação (grafias, troca de nomes…), que se tornaram bastante frequentes nos capítulos finais. A impressão que tive é de que quiseram finalizar logo o trabalho para partir para a publicação, mas a correria foi demais e deixou suas marcas no texto.

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