Orange (Ichigo Takano)

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Orange, o mangá shoujo escrito e ilustrado pela Ichigo Takano, começou a ser publicado originalmente em 2012 na revista Benatsu Margaret da Shueisha, mas acabou sendo descontinuada devido a problemas pessoais enfrentados pela autora. Só em 2013 a obra foi retomada, dessa vez pela Monthly Action da Futabasha e depois acabou sendo lançada em volumes encadernados, cinco no total. Volumes estes que começaram a ser publicados no ano passado no Brasil pela Editora JBC. Agora, com a série finalizada, venho comentar um pouco sobre essa história que mescla romance, drama e ficção científica e que trabalha um tema bastante espinhoso (a depressão) sem tratá-la como um monstro que deve ser mantido trancado no armário, mas sim mostrando o quanto ela pode tornar a vida de quem sofre difícil e sem perspectivas, e como o apoio dos amigos pode ser muito importante durante esse período.

O que você faria se a você de dez anos no futuro lhe enviasse uma carta, narrando em detalhes os seus próximos dias na escola, e lhe pedisse para mudar algumas coisas e evitar que os arrependimentos no futuro sejam tão pesados?

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É exatamente isso que acontece com Naho Takamiya, uma garota de 16 anos. Em uma manhã, Naho recebe uma carta da Naho do futuro que conta tudo o que acabou acontecendo naquele dia: o atraso incomum, o aluno transferido Kakeru Naruse, o convite da turma para todos voltarem para casa juntos. Com o tempo, o objetivo da Naho do futuro fica mais evidente: eles devem salvar o Kakeru. E digo eles, porque Naho não está sozinha nessa empreitada. Há as garotas Azu e Takako, sempre dispostas a defender a Naho e sempre tentando incentivá-la a vencer sua timidez. As três juntas são ótimas. Há também o Hagita, o nerd do grupo, que vive fazendo piada consigo mesmo e entregando os segredos dos amigos sem querer. E há o Suwa, o jogador de futebol e garoto popular, que nutre um interesse pela Naho, mas que não pensa duas vezes em apoiar o relacionamento dela com outro porque sabe que assim ela ficará feliz. E o outro é justamente o Kakeru. O garoto transferido de Tóquio, que vive com um olhar triste, por quem Naho se apaixona e por quem os amigos farão de tudo para que o futuro não se concretize.

Para fundamentar sua trama, Ichigo inseriu as teorias acerca da existência de mundos paralelos e as implicações que isso tem, como a impossibilidade de se mudar o passado original. E essa manipulação dos fatos para tentar mudar o futuro é constantemente colocada em xeque. O quão válida esta ação é? Será que eles estão agindo certo? Afinal, há várias outras pessoas, além deles, que estão tendo sua história modificada. Com isso, a trama vai além da amizade, do romance e do drama e adquire em alguns momentos tons bastante filosóficos. Uma história mais do que recomendada para os que gostam de um bom shoujo e uma boa iniciação para quem quer se aventurar no mundo dos mangás.

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E para os que curtem doramas ou adaptações live-action, saibam que no final do ano passado foi lançado um filme adaptando a obra da Ichigo sob direção do Kojiro Hashimoto.

 

PS: Na edição encadernada de Orange, Ichigo decidiu adicionar uma nova história. Alguns curtos capítulos no final de cada volume. Haruiro Astronaut é um shoujo que foca na vida romântica de duas irmãs gêmeas. A história das duas nem é tão ruim assim, mas é tão destoante da atmosfera de Orange que ficou impossível não torcer o nariz.

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Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

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