Pax (Sara Pennypacker)

pax

Sou daquelas que acreditam que para a leitura não há idade e não há espaço para o preconceito (ao menos a gente tenta né). Da mesma forma que um pré-adolescente pode resolver encarar um “livro cabeça” e ter sim uma leitura prazerosa, um adulto pode se encantar por um livro destinado ao público infantil e dele tirar lições para a vida. Com Pax, Sara Pennypacker reforçou esse sentimento trazendo a bela história de amizade de um garoto e sua raposa. Uma história para encantar as crianças e fazer palpitar até os corações adultos mais peludos.

Peter e Pax são inseparáveis. Peter encontrou Pax, a raposa, quando este tinha poucos dias de vida. Desde então ele cuidou de Pax, e Pax cuidou dele, até chegar a guerra… O pai de Peter irá para o exército e o garoto terá de ir morar com o avô, e Pax não poderá ir junto. A raposa que nunca viveu no ambiente selvagem é abandonada, mas logo Peter se arrepende, se rebela e parte em busca do amigo.

“Pax estava decidido a não se afastar da estrada e a resistir às tentações, inclusive ao forte impulso de seguir na direção que seu instinto lhe dizia que o levaria de volta para casa. Ele ia ficar ali até seu menino aparecer para buscá-lo. ”

(Páginas 34 e 35)

“Quase não pensara em Pax naquele dia. A culpa o invadiu. Estava se tornando um menino sem raposa, coisa que não era desde os sete anos. ”

(Página 179)

É essa jornada que Pennypacker nos convida a acompanhar. A busca de Peter pelo amigo perdido, enquanto lida com seus próprios medos e mágoas que a vida lhe impôs. E a aventura de Pax nesse mundo cheio de novas cores, cheiros e sons. A redescoberta de seu lado selvagem. Nessa jornada ambos fazem novos amigos e descobrem mais sobre si mesmos, modificando também um pouco o mundo daqueles que os acolheram. O fim dessa jornada é um pouco previsível, mas não podia ser diferente. Conclui muito bem, e com um toque de poesia, todo o aprendizado de Peter e Pax.

Escrever um livro co-protagonizado por uma raposa-vermelha foi uma escolha baseada na admiração da autora por estes animais. E isso transparece na sua narrativa. Pax é um dos narradores dessa história, e seus capítulos demonstram todo o cuidado que ela teve em ser o mais fiel possível ao comportamento desses animais. Preparem-se para serem cativados pelas raposinhas Pax, Arrepiada e Miúdo; pela relação de apoio mútuo de Peter e Vola; e pela amizade de um garoto e sua raposa que nem mesmo a interposição da guerra conseguiu destruir.

PS: Além da bonita história, o livro também é de encher os olhos. As ilustrações do Jon Klassen complementam muito bem à obra. E a edição da Intrínseca, com capa dura e uma ótima diagramação renderam um belo livro.

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Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras, Resenhas da Núbia

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