O Martelo de Thor (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da trilogia Magnus Chase e os Deuses de Asgard. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

omartelodethor

“Desde que eu renasci, me acostumei a muitas coisas esquisitas. Viajei pelos nove mundos e conheci deuses nórdicos, elfos, anões e um bando de monstros com nomes impronunciáveis. Encontrei uma espada mágica, atualmente pendurada no meu pescoço na forma de um pingente de runa. E até tive uma conversa muito louca com minha prima Annabeth sobre os deuses gregos, que habitavam Nova York e dificultavam a vida dela. Aparentemente, os Estados Unidos estavam infestados de deuses antigos. Era uma verdadeira praga. ” (Página 14)

Acho que já posso admitir que perdi a imparcialidade para falar dos livros do Rick Riordan, pelo menos das suas obras dedicadas ao público jovem. Nem eu mesma imaginava que acabaria sendo sugada para suas narrativas e que iria gostar tanto dessa história de moradias dos desuses estarem espalhadas pelo Estado Unidos. Isso foi justamente o que me fez torcer o nariz para Percy Jackson e o Ladrão de Raios! Mas, aos poucos os personagens foram me cativando e Riordan demonstrando que essa história de dar uma repaginada nos seres mitológicos tinha muito potencial. Começamos com um Acampamento em Long Island (Nova York), fizemos uma parada ocasional em uma Casa no Brooklyn (NY), nos enveredamos por outro Acampamento nas Oakland Hills (São Francisco) e agora somos hóspedes do Hotel Valhala em Boston. E assim como Magnus, já percebemos que ter divindades mesoamericanas ou (insira sua mitologia favorita aqui) zanzando pelos Estados Unidos não seria de todo surpreendente e é algo que Riordan pode nos presentear daqui a pouco. E bem que ele podia mesmo.

O mais legal dos livros do Riordan é que ele não deixa seus personagens pelo caminho (pelo menos não todos). A interconectividade de suas obras é um traço característico e seus personagens tão constantes que já se tornaram velhos amigos, além de transitarem com desenvoltura entre gregos, romanos e nórdicos. A adição de Magnus Chase ao rol foi tão bem-vinda que mesmo após sua história finalizar no terceiro livro, torço para que ele continue aparecendo ocasionalmente. Uma espada falante pode ser de muita ajuda para Apolo futuramente.

No primeiro volume Magnus e seus amigos conseguiram impedir o início do Ragnarök (o Juízo Final nórdico). Mas, a calmaria dura pouco e Thor com sua mania de perder seu martelo logo os coloca em apuros novamente. Os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar seu momento de fraqueza para invadir o mundo humano, além disso, os planos de Loki para reaver o martelo não são de todo confiáveis e deixarão Magnus, Samirah, Hearthstone e Blitzen em sérios apuros. Os garotos terão que lidar com um casamento indesejado e iminente, um novo personagem que provocará algum caos e suscitará dúvidas sobre sua lealdade, deuses viciados em tecnologias, gigantes e campeonatos de boliche e o confronto entre o “mundo real” e o mundo dos deuses. São apenas missões menores, mas que preparam o terreno para o grande embate que eles terão de enfrentar se quiserem que o Ragnarök ainda demore muito tempo para acontecer.

O humor (um tanto ácido) de Riordan continua a todo vapor, mas como já é de praxe ele não deixa de lado os assuntos mais sérios e de cunho social. Desta vez ele discorre sobre identidade de gênero e sobre intolerância versus o respeito que se deve ter por algo que não se entende/concorda quer sejam questões de gênero ou religiosas.

Lembram da interconectividade? No livro anterior ficamos com a impressão de que Annabeth apareceria muito mais, mas os primos Chase ficaram muito ocupados com seus problemas e não houve tempo para estreitar as relações. Annabeth não aparece tanto, mas sua pequena participação vem para provocar frisson nos fãs das histórias de Riordan. O último volume da série promete. Riordan soube muito bem nos deixar ansiosos pelas conclusões da trama de Magnus e pela continuação das aventuras de Apolo.

 

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