Um Autor de Quinta #105

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile.

 

 

Liane Moriarty

Não é segredo para ninguém que eu gosto muito das histórias da Liane Moriarty. Ela publicou livros direcionados tanto para o público adulto quando para o infantil. No Brasil apenas os direcionados para o público adulto foram publicados, já tive a oportunidade de ler três (dos quatro publicados no Brasil) deles e sempre terminei a leitura surpreendida. Com a forma como Liane consegue transformar fatos do cotidiano e histórias de pessoas comuns em tramas surpreendentes, com o espaço que ela concede às vozes femininas primando sempre pela diversidade, e como essa mistura toda no final acaba rendendo tramas repletas de dramas, romance e até mesmo um pouco de romance investigativo e suspense. Liane faz parte do grupo de autoras que me fazem ficar de olho em seus próximos lançamentos.

Liane nasceu em Sydney – Austrália no dia 15 de novembro de 1966. Desde criança ela sempre gostou muito de ler e também de escrever. E, apesar dela não se lembrar da primeira história que escreveu, ela se lembra de seu primeiro “contrato de publicação”: uma “encomenda” feita por seu pai que lhe pagou um adiantamento de um dólar. A “encomenda” rendeu um épico de três volumes chamado “The Mystery of Dead Man’s Insland”.  Mais tarde, Liane começou uma carreira em publicidade e marketing em uma editora de publicação jurídica. Depois ela criou seu próprio negócio, que não foi muito bem sucedido, e acabou deixando-o de lado para trabalhar como redatora de publicidade freelance, escrevendo de tudo, desde sites e comerciais de TV até a parte de trás de caixas de cereais.

Nesse meio tempo ela também escreveu contos e muitos primeiros capítulos de romances que não foram adiante, porque Liana não acreditava que as pessoais reais pudessem ter seus livros publicados. A ficha só caiu quando sua irmã mais nova (Jaclyn Moriarty), também escritora, estava com seu romance prestes a ser publicado. Isso incentivou Liane a retomar o hábito da escrita e finalizar o livro infantil The Animal Olympics, mas infelizmente ela não teve o mesmo êxito da irmã e recebeu inúmeras rejeições. Apenas mais tarde, quando Liane estava fazendo um mestrado, como parte de seu trabalho final para a obtenção do título, ela escreveu seu primeiro romance “Three Whishes” que foi publicado na Austrália em 2004 e posteriormente no resto do mundo. Desde então ela escreveu mais seis romances (entre livros adultos e infantis), mas o sucesso mundial só veio em 2013 com o livro “The Husband’s Secret” (O Segredo do Meu Marido), sucesso também alcançado pelos outros romances lançados depois dele. A partir daqui Liane passou a se dedicar integralmente à escrita, seus livros já venderam mais de seis milhões de cópias no mundo todo, seus romances já foram traduzidos para cerca de quarenta idiomas e uma de suas histórias (“Big Little Lies” – Pequenas Grandes Mentiras) foi adaptada para uma série de muito sucesso da HBO.

 

Livros

Fonte: BookBub

 

Three Wishes (2004)

The Last Anniversary (2006)

The Petrifying Problem With Princess Petronella (2009)

The Shocking Trouble on the Planet of Shobble (2009)

The Wicked War on the Planet of Whimsy (2010)

As Lembranças de Alice (2013) – What Alice Forgot (2010)

Sinopse: Alice tem 29 anos, é apaixonada pelo marido Nick, e está grávida de 14 semanas do seu primeiro filho. Ao menos é isso tudo o que ela se lembra. Imagine sua surpresa ao ser informada – quando acorda após um incidente em que bateu a cabeça – de que é mãe de três crianças, está com relações cortadas com a sua irmã e passa por um divórcio conturbado, às vésperas de completar 40 anos! A queda apagou a memória da última década de Alice. Agora ela terá que construir seu futuro apagando os erros de um passado que sequer lembra-se de ter existido. Poderá uma amnésia se tornar o melhor acontecimento em sua vida, nos últimos dez anos?

The Hypnotist’s Love Story (2011)

O Segredo do Meu Marido (2014) – The Husband’s Secret (2013)

[Resenha]

Sinopse: Imagine que seu marido tenha lhe escrito uma carta para ser aberta apenas depois que ele morresse. Imagine também que essa carta revela o pior e o mais profundo segredo dele – algo com o potencial de destruir não apenas a vida que vocês construíram juntos, mas também a de outras pessoas. Imagine, então, que você esbarra nessa carta enquanto seu marido ainda está bem vivo…

Cecilia Fitzpatrick tem tudo. É bem-sucedida no trabalho, um pilar de sua pequena comunidade, uma esposa e mãe devotada. Sua vida é tão organizada e imaculada quanto sua casa. Mas uma carta vai mudar tudo, e não apenas para ela: Rachel e Tess mal conhecem Cecilia – ou uma à outra -, mas também estão prestes a sentir as repercussões do segredo do marido dela.

Pequenas Grandes Mentiras (2015) – Big Little Lies (2014)

[Resenha]

Sinopse: Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre.

Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou?

Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada. Madeline é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline. Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade. Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida. Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre. Pais e professores têm impressões frequentemente contraditórias e a verdade fica difícil de ser alcançada.

Até que a Culpa nos Separe (2017) – Truly Madly Guilty (2016)

[Resenha]

Sinopse: Amigas de infância, Erika e Clementine não poderiam ser mais diferentes. Erika é obsessivo-compulsiva. Ela e o marido são contadores e não têm filhos. Já a completamente desorganizada Clementine é violoncelista, casada e mãe de duas adoráveis meninas. Certo dia, as duas famílias são inesperadamente convidadas para um churrasco de domingo na casa dos vizinhos de Erika, que são ricos e extravagantes. Durante o que deveria ser uma tarde comum, com bebidas, comidas e uma animada conversa, um acontecimento assustador vai afetar profundamente a vida de todos, forçando-os a examinar de perto suas escolhas – não daquele dia, mas da vida inteira.

 

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