Ainda Sou Eu (Jojo Moyes)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no terceiro livro da duologia trilogia Como eu era antes de você e pode haver spoilers sobre fatos dos primeiros livros. Para saber o que eu achei deles, confira os links no final desta resenha.

 

Em Depois de Você Lou Clark precisou aprender a juntar seus pedaços, descobrir suas potencialidades, restabelecer suas relações com sua família, e encontrar forças para superar as marcas indeléveis que a perda de Will causou em sua vida. O segundo volume foi sobretudo uma história sobre superação, um ponto de parada para que Lou se preparasse para a sua grande jornada de descoberta. Por isso, a existência de um terceiro volume acabou sendo menos surpreendente. Depois de vermos Lou se acertar com a família, estabelecer um relacionamento com Lily, se envolver com Sam e receber uma proposta de emprego que lhe permitirá alçar voos, é claro que ficamos curiosos para saber como será essa experiência e se as coisas finalmente irão se ajeitar para Lou. É isso que Jojo prometeu entregar em Ainda Sou Eu, e conseguiu. Eu ainda prefiro os dois primeiros volumes, mas Ainda sou eu com todo seu ar de Quinta Avenida, mas com uma pitada de subúrbio (ainda bem!) e uma boa dose de moda (que até poderia ser mais!), rendeu uma leitura divertida, um tanto dramática e bastante enternecedora.

Em Depois de Você nos despedimos de Lou no aeroporto, a reencontramos em um aeroporto novamente, só que do outro lado do Atlântico. O emprego com o casal Gopnik foi a oportunidade que lhe permitiu empreender sua jornada de autoconhecimento, mas para isso, Lou preciso deixar a família, Lily e Sam. Lidar com todas as novidades que Nova York traz para sua vida, apesar de empolgante, não será fácil, e passar por essa experiência longe dos familiares, amigos e do seu ainda recente namorado, será ainda mais difícil.

Em Nova York, Lou será assistente de Agnes, a nova esposa, estrangeira e mais nova, do Sr. Gopnik. Agnes adentrou no mundo dos ricos pelo casamento e sofre com as cobranças, o despeito e a indiferença das pessoas do convívio social do Sr. Gopnik. E, quando um evento particularmente estressante acontece, ela caba lançando Lou no meio da nata da sociedade nova-iorquina. Em um baile de gala, no qual Lou conhece Josh, que se assemelha muito a Will. O fato dele se encantar por Lou é mais uma variável que promete gerar rusgas entre Lou e Sam, E do outro lado do oceano Jojo também caprichou com a introdução da nova companheira de trabalho de Sam. E, enquanto Lou se vê dividida em querer viver novas aventuras, mas sem desistir de Sam por causa disso; e os desencontros dos dois acabam se tornando frequentes. O relacionamento do casal Gopnik também vem mostrando suas falhas. Aos poucos Lou vai descobrindo mais sobre o passado de Agnes, e tendo de relevar e fingir não ver muitas das indiscrições de seus patrões, além de guardar um importante segredo de Agnes.

Mas, assim como em seus outros livros, Jojo não se restringe apenas às relações entre o casal principal e a trama da vez. Mesmo estando do outro lado do oceano a família Clark segue contribuindo para muitos dos temas sociais e familiares que Jojo insere em suas tramas. Além de contribuírem com diálogos espirituosos e momentos emocionantes. Em Nova York, com os trabalhadores Ashok e Meena, ela discorre sobre a luta pelas causas sociais e coloca em discussão o assistencialismo sob holofote. Ela também segue trabalhando muito bem a transformação gradual dos nossos sentimentos. Você pode até torcer o nariz para alguns personagens, mas se prepare para aos poucos ser cativadas por eles, de uma forma bastante natural.

Desde o início a história era mais do que Will (sempre foi Lou a protagonista e as pessoas precisam aceitar isso) e com tantos bons personagens, a falta dele, ainda que dolorida, não tira o brilho das continuações. Amei Margot e seu cachorro rabugento, Ashok e Meena e seu ânimo para lutar pelo quê acreditam, Illaria e sua lealdade, e é claro, todos os nossos velhos conhecidos: o Sr. E a Sra. Clark, Treena e Thom, Lily, a Sra. Trainor, Sam…

Lou atravessou o Atlântico decidida a explorar todas as suas possibilidades, se viu envolvida nos segredos e nas rusgas de uma rica família nova-iorquina, alçou voos em meio à nata da sociedade, trocou os pés pelas mãos inúmeras vezes e aprendeu a se reerguer em meio as adversidades aproveitando cada resquício de oportunidade que teve. Will permanece nos pensamento, mas Ainda sou eu é Lou em todos os sentidos. Nos receios, no linguajar direto e em todo o seu amor pela moda vintage. E isso é muito bom!

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