Leia Mulheres: Distopia

No mês de março foi a última vez que eu trouxe uma postagem desta coluna aqui no blog. Desde abril o meu ritmo de leitura deu uma desacelerada e o desânimo acabou se refletindo nas postagens do blog e eu acabei deixando algumas colunas do blog acumulando pó, portanto, essa é uma postagem para tentar resgatá-las e quiçá não as deixar relegadas ao esquecimento novamente.

Desta vez vamos falar sobre mulheres e distopia. A distopia é um gênero bastante abordado nos livros jovens adultos, e além disso, hoje também conta com uma grande quantidade de autoras publicando livros nessa temática, inclusive autoras brasileiras como a Bárbara Morais e a sua trilogia Anômalos e a Roberta Spindler com seu romance A Torre Acima do Véu. A lista de autoras que se enveredam por esses mundos distópicos, na maioria das vezes comandados por governos totalitários opressores, alguns com protagonistas jovens, outros com um poderoso e necessários discurso feminista, é imensa, mas seguindo minha rotina, trago apenas algumas poucas indicações de autoras das quais já li um ou mais trabalhos.

Margaret Atwood

A obra que faz Atwood figurar nessa lista foi escrita em 1985, sim estou falando de O Conto da Aia que foi colocado em evidência com o lançamento da série homônima (The Handmaid’s Tale). A distopia de Atwood traz uma sociedade na qual a ingerência do Estado e da religião tornou o papel da mulher na sociedade amplamente restrito, uma história que infelizmente ecoa muito da ingerência de muitos grupos políticos e dos casos de violência levados aos extremos do feminicídio. Uma história que alguns não gostaram, mas que não tira a importância e a necessidade de um discurso feminista em obras do gênero. Aliás, a mulher como protagonista e o discurso por igualdade de gêneros são características marcantes de outras obras da autora como Vulgo Grace, A mulher comestível e Olho de gato.

Suzanne Collins 

Não tem como falar em distopia e não lembrar da emblemática Katniss Everdeen e a sanguinária competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito (Panem a nova nação surgida após o fim da América do Norte, e comandada com mão de ferro pela Capital, é composta por doze distritos) são selecionados e obrigados a lutar até a morte. Suzanne escreveu a trilogia Jogos Vorazes inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e pela carreira militar do pai que lutou na Guerra do Vietnã e sempre fez questão de falar sobre os efeitos da guerra com os filhos. Uma distopia jovem com bastante ênfase no social e na política, com um texto ágil e personagens cativantes.

Tahereh Mafi 

Assim como Collins, Tahereh Mafi também escolheu protagonista jovens para ter voz em sua distopia Estilhaça-me, que também é o seu primeiro romance. No futuro imaginado por Mafi, a Terra está devastada. Animais e plantas foram extintos, os recursos naturais são escassos, poucos lugares do planeta ainda são habitáveis (e agora estão divididos em setores) e nesse caos o Restabelecimento governa com mãos de ferro. Mas, na história de Mafi, os revolucionários têm poderes e sua organização social lembra muito àquela dos mutantes da Marvel. Pois é, um romance distópico com ares de história de super-heróis.

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