É Agora Como Nunca – antologia incompleta da poesia contemporânea brasileira (org. Adriana Calcanhotto)

Na época da minha adolescência eu era muito mais ligada à poesia. Do tipo de gente que vasculhava livros, jornais, revistas e zines atrás de poemas, sonetos, haicais e pequenas rimas que eu colecionava em diários e cadernos. Com o tempo o hábito foi se perdendo, mas o Desafio Livrada deu o empurrãozinho que faltava para eu voltar a me embrenhar por entre versos e rimas. O Yuri propôs que lêssemos um livro de poesia nacional contemporânea. Acabei escolhendo a coletânea organizada pela Adriana Calcanhotto, É Agora Como Nunca, na qual ela traz poesias de 41 jovens autores brasileiros. Tem poesia sobre amor, sobre política, sobre raízes…

Gregorio Duvivier discorre sobre gramática e concordância e sobre o amor platônico florescente entre as gôndolas de um supermercado. Angélica Freitas brinca com figuras de linguagem. Maria Cecilia Brandi traz críticas ao que se tornou o mundo humano. Leo Gonçalves relembra vozes ancestrais. Marília Garcia traz uma crítica aos que defendem que a poesia não pode ser comercializada, quase um exercício de metaliteratura. Donny Correia traz um pacto (tortuoso) pelo direito de viver. E isso só para citar alguns. A seleção feita por Calcanhotto tem bastante diversidade.

“A reunião dos poetas sabe-se incompleta e é totalmente pessoal, intransferível, autoral, ou o contrário. Um instantâneo da poesia brasileira agora, em volume único para viagem. “Agora” quer dizer este momento, aqui mesmo, enquanto mal traço estas linhas e novos poetas estão surgindo em catadupas, produzindo e publicando em sites, blogues, revistas eletrônicas, recitais, saraus e até mesmo em livros. ” (Página 13)

Na citação supramencionada reside meu único porém a essa antologia. Nela Adriana fala sobre o “surgir” constante de poetas brasileiros nos mais diversos meios, mas ao mesmo tempo, acabou escolhendo para sua coletânea apenas poetas já publicados nos meios mais formais. É realmente uma pena que os poetas marginais (até mesmo lembrados em um poema) tenham sido mantidos além das margens desse aqui. Mas, tirando isso, a coletânea fornece um bom apanhado da cena poética brasileira atual e é um bom começo para quem assim como eu, perdeu no caminho o costume de se perder entre versos.

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