O Ladrão de Raios – Graphic Novel (Rick Riordan, Robert Venditti, Attila Futaki e José Villarrubia)

Ainda lembro com clareza quando passeando por uma livraria me deparei com um livro que prometia trazer os deuses gregos para o mundo atual, no qual eles também tinham filhos com humanos, que eram chamados de semideuses, mas que dificilmente passavam da adolescência porque sendo quem eram, nasciam com um alvo no meio do peito para tudo quanto é tipo de monstro mitológico. Não levei o livro aquele dia, só fui lê-lo quase um ano depois e torci o nariz.

 

Aquele Olimpo afixado no topo do Empire State Building (em Nova Iorque) não me convenceu. Me incomodou que a morada dos deuses estivesse atrelada à uma construção humana, esperava algo mais insubstancial, que estivesse em todos os lugares ao mesmo tempo. A impressão que tive era que Riordan tentava forçar uma americanização da mitologia grega e foi difícil de engolir. Até hoje o livro continua com duas estrelas no Skoob (é, não fiz uma releitura). Ainda assim, decidi continuar acompanhando a série e foi incrível perceber como Riordan conseguia melhorar sua história a cada livro e o resultado foi que acabei sendo cativada por seus personagens e aprendi a relevar essa aparente fixidez do Monte Olimpo. Pegar para ler a adaptação em graphic novel de Percy Jackson e O Ladrão de Raios foi uma boa oportunidade para pescar pela memória fatos que nem lembrava mais e perceber como o fato de agora ter vários dos personagens retratados ali como favoritos me fez colocar a história em perspectiva. Talvez, em uma releitura aquelas duas estrelas ganhassem a companhia de mais uma ou duas outras estrelas.

 

A trama geral está bem fiel ao livro, apesar dos cortes, e os desenhos de Futaki ficaram bem legais ainda que muitos personagens tenham ficado bem diferentes do que imaginei (nesse caso, só posso culpar a mim). Além disso, as deferentes paletas utilizadas por Villarrubia cumprem bem o papel de nos levar para o Acampamento Meio-Sangue, o Mundo Inferior, o lar dos deuses no Olimpo ou o mundo mitológico imerso no mundo real e que está disfarçado pela névoa. Venditti foi muito feliz na adaptação. Deixou a obra de Riordan ágil e bastante fluida. Cumpre bem o papel de deixar um gostinho de quero mais.

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