Arquivo do autor:Nubia Esther

Colecionando Textos #58

 

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Colecionando Textos #57

 

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Os Garotos Dinamarqueses que Desafiaram Hitler (Phillip Hoose)

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Dinamarca foi ocupada pelos alemães entre 1940 e 1945. Nos últimos anos a resistência dinamarquesa foi ferrenha. Pertence a eles uma das ações mais emblemáticas da Guerra: a retirada, por barco, da maioria de sua população judaica para a Suécia em 1943, pouco antes das forças alemãs levarem a cabo o projeto de enviá-los para os campos de concentração. Mas, nos primeiros anos o rei e os líderes políticos do país acataram docilmente os alemães na Dinamarca. De apáticos à revolucionários foi um longo caminho e o Clube Churchill teve um importante papel nisso. Um grupo de estudantes dinamarqueses com seus 14, 15 anos que ultrajados com a situação do seu país decidiram se unir e reagir à invasão alemã. Com suas bicicletas e sem um pingo de conhecimento tático, esses garotos influenciaram a história da Dinamarca. Uma história um tanto obscura e que Phillip Hoose traz com uma narrativa fluida e uma trama envolvente.

“Jens e eu, juntamente com nossos amigos mais chegados, tínhamos uma profunda vergonha do nosso governo. Pelo menos, os últimos noruegueses haviam perecido em um país do qual poderiam se orgulhar. Nosso pequeno exército havia cedido às forças alemãs em poucas horas, em 9 de abril. Agora, não havia nenhuma força armada, uniformizada, para nos defender. Ficamos furiosos com nossos líderes. Uma coisa tinha ficado bem clara: agora, qualquer resistência na Dinamarca teria que vir dos cidadãos comuns, não de soldados treinados. ” (Página 26)

Para escrever este livro, Hoose trabalhou diretamente com Knud Pedersen, um dos garotos fundadores do Clube Churchill, que o recebeu em sua casa e compartilhou várias horas de memórias registradas no gravador do autor. O resultado foi uma mistura de ficção e documentário entremeada por notas históricas e pelas memórias de Knud, que funcionou muito bem. Continuar lendo

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Colecionando Textos #56

 

 

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O Sentido de um Fim (Julian Barnes)

Todo leitor que já se perguntou se Capitu realmente traiu Bentinho sabe que ter o poder sobre a narrativa pode ser fundamental para influenciar como o leitor captará a história. É com essa dúvida, colocada sobre seu protagonista narrador, que Julian Barnes edifica a trama de O Sentido de um Fim. A obra é um relato em primeira pessoa de Tony Webser, um inglês de meia-idade, divorciado e aposentado. É por Tony que conhecemos as histórias de sua juventude, os amigos e amores, mas é na sua velhice que tudo passa a ser questionado.

A trama de Barnes está estruturada em duas partes. A primeira se passa nos anos 1950 e 1960 e traz a juventude do narrador, a segunda se passa próxima ao tempo em que o personagem narra a história. Continuar lendo

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Neurocomic (Hana Roš & Matteo Farinella)

Já pensou em aprender mais sobre neurociência lendo histórias em quadrinhos? É o que os neurocientistas Hana Roš e Matteo Farinella fizeram, com bastante didática e uma boa dose de imaginação, em Neurocomic.

Roš e Farinella nos convidam para uma viagem um tanto quanto bizarra enquanto nos explicam o que se sabe sobre o cérebro e seu funcionamento. Morfologia, farmacologia, eletrofisiologia, plasticidade e sincronicidade são todas etapas dessa jornada na qual o personagem narrador “cai” dentro de um cérebro e começa a explorar esse mundo peculiar. Continuar lendo

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Colecionando Textos #55

 

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Leia Mulheres: O Dia da Mulher e a Literatura

Apesar do blog existir há 10 anos (!) e minha vida como leitora superar em anos (e muitos) essa marca, foi apenas em 2017 que passei a me preocupar com as escolhas de leituras que fazia. Deixei de pensar apenas nos títulos e pegar obras aleatoriamente na estante para ler e pensar no social e na cadeia de produção e divulgação literária por trás das obras que chegavam até o grande público. Projetos como o #readwomen2014, traduzido para #leiamulheres no Brasil me fez enxergar toda a problemática historicamente enfrentada pelas mulheres que ousaram se aventurar no mundo dos livros, durante muitos anos elas pouco foram incentivadas e foram até mesmo proibidas de perseguirem carreiras literárias. Pouca visibilidade editorial, a grande disparidade de espaço de mercado ocupado por ambos os sexos, a prática repressora de fazerem autoras utilizarem pseudônimos masculinos ou as iniciais para serem publicadas. Uma blindagem perante os olhos do público que só fez aumentar a visão distorcida de que a literatura escrita por homens é melhor. Continuar lendo

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Colecionando Textos #54

 

 

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A Cidade Inteligente (Evgeny Morozov & Francesca Bria)

Definitivamente este não seria um livro que eu escolheria para ler. Mesmo entre os livros de não-ficção, costumo me ater às ciências básicas. Ler sobre smart cities, as tecnologias envolvidas e a política de democratização e acesso às suas benesses, bem como o ônus gerado por esse processo, não estava nos meus planos. Eis uma prova de que assinar o Circuito Ubu (o clube de assinaturas de livros de não-ficção da Editora Ubu) foi uma ótima ideia. Não há dúvidas de que o clube tem contribuído para me tirar um pouquinho mais da minha zona de conforto de leitora.

Basicamente o que Morozov e Bria fazem em A Cidade Inteligente é investigar as conexões entre as infraestruturas digitais que têm moldado as paisagens digitais das cidades e os programas políticos e econômicos associados a elas, quer já estejam em curso ou em fase de implementação. Continuar lendo

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