Arquivo do autor:Nubia Esther

Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola (Maya Angelou)

 

Eu sei por que o pássaro canta na gaiola é o primeiro de uma série de livros autobiográficos escritos por Maya Angelou. Angelou, nascida Marguerite Anne Johnson, foi uma escritora, poetisa, jornalista, cantora, dançarina, atriz, roteirista…. Foi a primeira mulher negra a escrever para uma produção de Hollywood, foi ativista dos direitos civis e teve participação ativa em muitos governos presidenciais dos Estados Unidos. Talvez, só talvez, você não saiba quem foi Maya Angelou, mas é bem provável que já tenha entrado em contato com alguns de seus versos mais conhecidos:

“Você pode me inscrever na história

Com as mentiras amargas que contar

Você pode me arrastar no pó,

Ainda assim, como pó, vou me levantar. ”

(trecho de Still I Rise, tradução de Francesca Angiolillo)

A edição publicada pela TAG – Experiências Literárias em parceria com a editora Astral Cultural, traz o prefácio escrito pela Oprah Winfrey em 2015, o livro foi publicado originalmente em 1969. As palavras da Oprah demonstram bem a representatividade que a obra teve para tantas garotas negras que cresceram sob o jugo do racismo e da falta de oportunidades. A história de Maya, traumática e cerceada pela segregação racial, infelizmente refletiu a história de muitas outras garotas, mas a resiliência e o inconformismo de Maya também serviram de incentivo para muitas delas se sentirem empoderadas para lutarem suas próprias batalhas. Continuar lendo

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

O Homem do Castelo Alto (Philip K. Dick)

 

 

Philip K. Dick é bastante conhecido por suas obras que foram roteirizadas e que se tornaram grandes sucessos do cinema como Blade Runner, O Vingador do Futuro e Minority Report. Sua produção, apesar de sua curta vida, foi bastante prolixa e depois de tanto ensaiar ler algo dele, o Desafio Livrada de 2018 foi essencial para finalmente eu conhecer o autor. Findada a leitura fica a certeza de que Dick foi exímio em criar histórias explorando realidades alternativas e de que quero continuar me enveredando por outras obras suas.

O Homem do Castelo Alto foi publicado originalmente em 1962 e na distopia imaginada por Dick, estamos na década de 1960 e os nazistas ganharam a Segunda Guerra Mundial. Nesta nova realidade, o mundo está polarizado entre os alemães e os japoneses, a África é um continente morto e a América Latina segue pelo mesmo caminho. Apesar dos Estados Unidos não mais existirem, é em parte de seu antigo território, agora denominado de Estados Americanos do Pacífico que boa parte da trama se passa. Ali encontramos uma sociedade que agora pauta suas ações em um antigo oráculo de origem chinesa; que tem uma economia desenvolvida em torno de objetos americanos antigos que são muito desejados pelos japoneses e que é extremamente polarizada entre estes e os alemães, com direito à planos secretos visando a tomada total do poder. Todas as características dessa nova realidade são mostradas por Dick por meio de várias tramas paralelas, contendo inúmeros personagens. Em uma delas, ele inclui um escritor. Hawthorne Abendsen escreveu o livro O gafanhoto torna-se pesado em que, pasmem, ele narra uma história alternativa na qual os Estados Unidos e os Aliados ganharam a guerra. Um livro que está fazendo um estrondoso sucesso, que está levando as pessoas a sonharem com um futuro diferente, longe da dominação dos Aliados e que coloca o autor na lista negra das pessoas no poder. Um livro que faz alguns começarem a duvidar da própria realidade em que vivem. Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Desafios Literários, Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

Porque continuarei a participar de Desafios Literários

Finalizadas as leituras de 2018, ficou faltando eu fazer um balanço geral sobre os desafios literários que pela primeira vez topei participar e sobre o projeto literário Volta ao Mundo em 198 Livros.

No ano de 2018 resolvi encarar os Desafio Livrada e Desafio #LendoMaisMulheres e apesar de ter “falhado” em algumas categorias, até que o saldo foi bastante positivo.

No Desafio Livrada foram 15 categorias. Consegui cumprir dez (confiram o post original do desafio para ver a lista final de livros lidos). No Desafio #LendoMaisMulheres foram 12 categorias, das quais consegui cumprir nove (confiram os livros aqui). No Projeto Volta ao Mundo em 198 Livros, consegui ler apenas mais oito novos países (Colômbia, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido, Romênia, Sudão, Suíça e Zimbábue), mas como esse é um projeto sem prazo para terminar vou seguir mantendo meu ritmo e as oportunidades.

Com 2019, as listas dos desafios foram renovadas e outros tantos desafios legais estão sendo propostos e, mesmo tendo “falhado” nos que topei participar em 2018, vou encarar o desafio novamente. Até o momento me decidi por três (logo posto as listas aqui) mesmo sabendo que as chances de flopagem são enormes. Porquê? Os desafios dos quais participei em 2018 promoveram uma ótima renovação nas minhas metas de leitura. Em 2018 li mais autoras, conheci inúmeros autores, me enveredei por novas culturas e outras realidades e me permiti ler livros que talvez de outra forma nunca pegasse para ler. Talvez esteja aí o maior incentivo e a grande vantagem desses desafios. Como diria a Dilma, em se tratando de Desafios Literários “não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”!

2 Comentários

Arquivado em Desafios Literários, Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia, Volta ao Mundo em 198 Livros

TAG 100% ou Retrospectiva Literária

Dando prosseguimento ao que comecei a fazer no ano passado, vamos deixar registrado minha Retrospectiva Literária em formato de TAG (a TAG 100%, confira as respostas do ano passado aqui), aproveitando para fazer algumas comparações entre as minhas leituras de 2017 e 2018.

Ela foi inspirada na TAG 50% que foi criada pela Chami do canal Read Like Wild Fire (IsthatChami) e traduzida pelo Victor Almeida do canal Geek Freak, mas conta com alguns adicionais. Vamos descobrir como foi o meu ano literário?

1 – ALGUNS NÚMEROS:

Livros Lidos: 40 (é, infelizmente li menos do que em 2017, vamos tentar aumentar esse número em 2019).

Livros novos na estante: 101 (consegui diminuir, mas não tanto).

Livros passados adiante: 46 (passei menos livros adiante, ainda assim consegui deixar muitos circularem e o plano é seguir assim, sempre procurando abrir espaço na estante enquanto seleciono aqueles que irei querer manter comigo por muito tempo).

Gêneros literários lidos: aventura, biografia,  contos,  divulgação científica, fantasia, ficção científica, não-ficção, poesia, realismo fantástico, romance histórico, romance contemporâneo, romance policial e romance YA. Apesar de ter lido poucos livros em comparação aos anos anteriores, consegui manter a diversidade.

Países lidos: assim como em 2017, li livros de 13 países diferentes em 2018, apesar de não ter aumentado esse número como eu queria, consegui ler novos países para o Projeto de Leitura Volta ao Mundo em 198 Livros. Os que li foram: Austrália, Bielorrússia, Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido, Romênia, Sudão, Suíça e Zimbábue.

Autores lidos: consegui deixar minhas leituras bem mais igualitárias entre livros escritos por homens e mulheres. Em 2018 foram 18 livros escritos por homens e 22 por mulheres.

Autores NOVOS lidos: este ano foram 30 autores novos, 13 homens e 17 mulheres.

Releituras? Sim. Para fechar o ano de 2018 li Harry Potter e a Câmara Secreta na edição ilustrada pelo Jim Kay. Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia, TAGs

Intrínsecos: O Desaparecimento de Stephanie Mailer (Joël Dicker)

Uma característica do escritor suíço Joël Dicker é ambientar suas histórias nos Estados Unidos, em O desaparecimento de Stephanie Mailer não é diferente, a trama se passa na fictícia cidade litorânea de Orphea, na região dos Hamptons, no estado de Nova York; e traz à tona um caso de um quádruplo homicídio que se julgava finalizado, mas que novas provas acabam por colocar em xeque os resultados da investigação. E, apesar de vinte anos terem se passado (a trama abarca o período entre os anos de 1994 e 2014), os detetives responsáveis pelo caso partem em busca de novas respostas e de um novo assassino que está mais do que determinado em manter sua liberdade. Já deu para perceber que é um romance policial né? E Dicker é dos bons, sabe bem como manter o suspense e prender o leitor às suas páginas, refém da teia que habilmente ele vai construindo ao longo da narrativa.

“Eu tinha imaginado que passaria minha última semana na polícia zanzando pelos corredores e tomando café com meus colegas para me despedir deles. Mas já fazia três dias que me trancava no meu escritório de manhã cedo e só saía tarde da noite, mergulhado no dossiê da investigação do quádruplo homicídio de 1994, que eu desenterrara dos arquivos. A visita de Stephanie Mailer me deixara abalado: não conseguia pensar em outra coisa a não ser naquela reportagem e na fase que ela pronunciara: “A resposta estava na sua cara, capitão Rosenberg. O senhor simplesmente não a enxergou. ”” (Página 23)

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras

Colecionando Textos #25

 

*Free Online Logo Maker. https://www.designevo.com

Deixe um comentário

Arquivado em Colecionando Textos, Lendo aleatoriamente

TAG Livros & blá blá blá

Enquanto as leituras da vez seguem não finalizadas (e por falar em leituras, que leitura maravilhosa está sendo a do livro da Maya Angelou – Eu sei por que o pássaro canta na gaiola), vamos de tag literária que esse blog também não pode ser deixado às moscas. Essa eu vi no blog Momentum Saga, mas ela surgiu no canal da Tatiana Feltrin.

Seguem as perguntas:

  1. Você já leu algum livro que mudou sua maneira de ver o mundo?

Mais do que mudarem minha maneira de ver o mundo, muitos livros me ensinaram a ter mais empatia, a enxergar o mundo com uma visão mais abrangente, além do meu próprio umbigo, que me ensinaram que mesmo em meio a adversidades há muito pelo que se lutar, posso citar aqui: Vozes de Tchernóbil (Svetlana Aleksiévitch), Passarinha (Kathryn Erskine), Na África Selvagem (Mark Seal), Para Poder Viver (Yeonmi Park) e Em busca de um final feliz (Katherine Boo).

  1. Você gostaria que seus diários (ou suas memórias, para quem nunca escreveu um diário) fossem transcritos em um livro e publicados?

De jeito nenhum! Me considero muito mais leitora do que escritora e será assim por um bom tempo. Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Lendo aleatoriamente, TAGs

Colecionando Textos #24

 

 

*Free Online Logo Maker. https://www.designevo.com

Deixe um comentário

Arquivado em Colecionando Textos, Lendo aleatoriamente

Por Que Nós Dormimos (Matthew Walker)

Se tem uma atividade que a humanidade industrializada aprendeu a não dar a devida importância, é dormir. Ato frequentemente associado a perda de tempo. Mas, o que a neurociência e a ciência do sono tem demonstrado é que não poderíamos estar mais enganados. Dormir, e dormir bem, é requisito fundamental para ganharmos tempo e vivermos com qualidade. Colocar o sono em foco é o que propõe o neurocientista Matthew Walker em Por que nós dormimos, ritmo circadiano, jet lag, sonos REM e NREM, experiências oníricas e sonambulismo, são alguns dos temas abordados por Walker. O livro traz um panorama bastante completo do que a ciência do sono descobriu ao longo dos anos de estudos e nos ajuda a desvendar muitos mistérios e a compreender a importância de uma boa noite dormindo. Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras, Resenhas da Núbia

Colecionando Textos #23

 

 

*Free Online Logo Maker. https://www.designevo.com

Deixe um comentário

Arquivado em Colecionando Textos, Editora Intrínseca, Editoras Parceiras