Arquivo do autor:Nubia Esther

Colecionando Textos #80

*Feito no Canva.

Deixe um comentário

Arquivado em Colecionando Textos, Resenhas da Núbia

Duna (Frank Herbert)

Apesar de já ter um certo costume em ler ficção científica, confesso que às vezes caio em algumas armadilhas montadas por pressupostos. Narrativa árida, trama confusa, muitos personagens, background de mundos, classes sociais e política difícil de desemaranhar. Foi o que me manteve afastada de Duna durante um bom tempo. Comprei o livro quando a Editora Aleph lançou lá atrás, guardei na estante, lançaram uma nova edição, troquei a minha antiga por esta e tornei a colocar na estante. E, ainda bem que veio o filme do Villeneuve e minha mania de assistir ao filme só depois de ter lido o livro reinou. A história de Frank Herbert me pegou de jeito. Publicado em 1965, quem diria que um planeta sedento por água poderia ressoar tanto em nossa atualidade? Talvez resida aí a beleza das histórias de ficção científica bem escritas. Há sempre algo que pode ser interpretado à luz do que estamos vivendo. Lembrar que isso foi imaginado há mais de cinquenta anos, torna a história ainda mais envolvente.

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

Colecionando Textos #79

*Feito no Canva.

Deixe um comentário

Arquivado em Colecionando Textos, Resenhas da Núbia

Um Homem Bom é Difícil de Encontrar e outras histórias (Flannery O’Connor)

Mary Flannery O’Connor nasceu na Georgia em 1925. Assim que se formou em Ciências Sociais, partiu para o norte em busca de novas experiências e de uma carreira literária. Em 1952, mesmo ano da publicação do seu primeiro romance, O’Connor descobriu que tinha lúpus, a mesma doença que matara seu pai. Acabara ali sua vida errante, tendo de voltar a vida no campo no sul. Ali, não se entregou a doença e escreveu mais um romance e mais trinta contos. “Um Homem Bom é Difícil de Encontrar e outras histórias” foi sua primeira coletânea de contos, publicada em 1955. Um perfeito retrato da famosa contista considerada um expoente da literatura gótica sulista. O grotesco, a tragédia, o conservadorismo, a religião, o preconceito, a mesquinhez humana, são elementos que estão presentes na obra.

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

Colecionando Textos #78

*Feito no Canva.

Deixe um comentário

Arquivado em Colecionando Textos, Resenhas da Núbia

Como Evitar um Desastre Climático (Bill Gates)

“(…) não conseguiremos chegar a emissões zero apenas – ou sobretudo – andando menos de avião e carro. Assim como foram necessários novos testes, tratamentos e vacinas para o novo coronavírus, precisamos de novas ferramentas para combater as mudanças climáticas: maneiras carbono zero de produzir eletricidade, fabricar coisas, cultivar alimentos, refrigerar e aquecer nossos edifícios e transportar pessoas e produtos pelo mundo. E precisamos de novas sementes e outras inovações para ajudar os mais pobres – muitos deles pequenos agricultores – a se adaptar ao clima mais quente.” (Página 21).

Para impedir o aquecimento global e evitar os piores efeitos das mudanças climáticas precisamos reduzir os 51 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa lançados anualmente na atmosfera para zero. Isso mesmo, zero! E isso tendo de aumentar a geração de energia e equalizar a sua distribuição, e em um assunto, que apesar de estar em voga, ainda encontra bastante resistência na sociedade e no meio político. É essa tarefa hercúlea, de falar sobre o aquecimento global e discorrer sobre prováveis soluções, que Bill Gates toma para si em “Como evitar um desastre climático”.

O aquecimento global pode ser inevitável, mas é possível desacelerar esse processo e isso é fundamental para pensarmos em visa a longo prazo. Com uma linguagem clara e concisa, mas bem referenciada e com inúmeras dicas de leituras extras, Gates em doze capítulos desmitifica o aquecimento global para o público leigo e transita por cada uma das atividades humanas que mais contribuem para a emissão de gases estufa, mostrando como o fazem, quais as possíveis soluções e os custos necessários para elas serem implementadas. Ele também se debruça sobre a tecnologia necessária para nos adaptarmos a um mundo mais quente; a importância das políticas públicas; e, sobre como cada um de nós pode contribuir para essa batalha.

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Companhia das Letras, Editoras Parceiras, Resenhas da Núbia

Colecionando Textos #77

*Feito no Canva.

Deixe um comentário

Arquivado em Colecionando Textos, Resenhas da Núbia

Colecionando Textos #76

*Feito no Canva.

Deixe um comentário

Arquivado em Colecionando Textos, Resenhas da Núbia

Estação Atocha (Ben Lerner)

“(…) quando imaginava – pressentimento terrível – um mundo privado até mesmo dos pretextos mais idiotas para escrever poemas (…), então eu intuía uma perda inestimável, uma perda não de obras de arte, mas da própria arte, e portanto infinita, o triunfo total do real, e me dei conta de que em um mundo assim eu engoliria uma cartela inteira de comprimidos brancos.” (Página 55).

Quando li a sinopse de Estação Atocha achei que a trama guardava muitas semelhanças com A Velocidade da Luz do Javier Cercas, a diferença residindo no caminho inverso traçado pelos protagonistas. Lá o protagonista espanhol ganha uma bolsa de estudos nos Estados Unidos, aqui é um americano, Adam Gordon, que parte para Madri com uma bolsa de estudos com um projeto para finalizar um longo poema sobre a Guerra Civil Espanhola. Mas, se o protagonista de Cercas respirava literatura, o de Lerner adora uma elucubração, principalmente quando o exercício o mantém alienado do seu projeto.

O romance de Lerner conta com muitas referências à literatura, música e artes visuais. Se você não tem uma leitura de apoio (com direito a ilustrações) como a da TAG, fazer uso da internet se torna essencial para poder visualizar as obras citadas pelo autor. Ainda que a desconexão artística vivenciada por Adam tente manter-nos alheios às artes que nos cercam, a imersão proporcionada pela narrativa de Lerner ainda assim nos convida a conhecer um pouco mais as obras de arte que seu protagonista entra em contato. Uma tarefa difícil, confesso, quando Adam é o que podemos chamar de cultivador da preguiça. Ele deixa a vida “levá-lo” no seu projeto, na sua experiência em um país no qual não se esforça realmente em aprender a língua, na sua entrega a arte. E ele é consciente disso. É como se fizesse questão de se manter em constante desconexão artística, mesmo quando imerso nela.

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

Colecionando Textos #75

*Feito no Canva.

Deixe um comentário

Arquivado em Colecionando Textos, Resenhas da Núbia