Arquivo da categoria: Editora Valentina

Graffiti Moon (Cath Crowley)

graffiti moon

“Quase sempre, quando observo os trabalhos do Sombra e do Poeta, vejo algo diferente do que as palavras me dizem. É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede. Olho para o grafite e penso que todo mundo guarda algum segredo, algo adormecido, como esse pássaro amarelo. ” página 24.

Acho algumas artes com grafite muito bonitas, entretanto sou totalmente contra a cultura do vandalismo cultuada por muitos. Pintar áreas não destinadas para essa atividade, modificar à revelia bens públicos e privados, pior que isso só o que é feito pelos adeptos das pichações, que além de contribuírem para sujar as cidades, não respeitam nem os trabalhos alheios, distribuindo rabiscos sem sentido como se só isso importasse. Talvez a adrenalina de trabalhar sob o risco de ser pego seja uma busca inevitável para alguns (como o Poeta bem exemplifica em uma passagem), mas acho que assim perde-se o foco no que realmente é importante: a arte. Tendo isso em mente, sabia que era bom começar a leitura de Graffiti Moon sem esperar muito da história, afinal, havia o risco de nem mesmo rolar empatia com o personagem principal. Afinal, tinha todo esse lado da ilegalidade da arte com grafite que era impossível relevar. Mas a narrativa da Crowley é cativante e com uma história envolvente e ótimos personagens, ela conseguiu superar essa barreira e no fim, me vi acompanhando avidamente as aventuras de Lucy e Ed. Continuar lendo

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Almanova (Jodi Meadows)

Almanova

“Havia um milhão de almas; agora, porém, somos um milhão menos uma. Há cinco anos, o templo escureceu na noite em que Ciana faleceu. Nessa noite, quando Li deu à luz nossa filha, esperamos que ela reencarnasse. Em vez disso, as verdades sobre as quais fundamos nossa sociedade foram definitivamente postas em dúvida” páginas 7-8.

Em Range, por milhares de anos pessoas nascem, crescem e morrem, porém suas almas nunca são perdidas, em um ciclo contínuo as almas reencarnam conservando consigo as memórias e as experiências de vidas passadas. Mas essa continuidade foi quebrada na noite em que Ana nasceu. Naquele dia esperavam que a alma de Ciana reencarnasse na filha de Li e Menehem, mas a alma de Ciana foi perdida para sempre e sua alma substituída por outra, sem quaisquer memórias ou experiências, uma almanova. Aos cinco anos Ana percebeu que era diferente de todos, ela não sabia de nada, não trazia consigo conhecimentos prévios e para ela tudo era novo. Aos dezoito ela decide escapar da reclusão hostil imposta por Li e buscar mais informações sobre o quê ela é, o que sua condição acarretou para a alma de Ciana e se ela reencarnará.  Assim ela decide partir para a cidade de Heart, a capital de Range, sede do Conselho e onde todo o conhecimento da sociedade é preservado. Continuar lendo

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Metamorfose? (Gail Carriger)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série O Protetorado da Sombrinha e pode haver spoilers sobre os fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui.

metamorfose

Em Alma? Carriger nos apresentou Alexia Tarabotti, sua protagonista de língua bastante afiada, com um pendor por sombrinhas de bronze com ponteiras de prata, a única preternatural (uma pessoa sem alma capaz de anular o poder de qualquer um, seja ele vampiro, lobisomem ou fantasma) de que se tem notícia no reino da Rainha Vitória e que mais do que tudo almejava um cargo de investigadora no Departamento de Arquivos Sobrenaturais (DAS) para assim ter carta branca para meter seu bedelho nos assuntos misteriosos que parecem rondar os sobrenaturais. Depois de aventuras envolvendo sociedades científicas e de ter se tornado alvo de atenções indesejadas, Alexia acabou não conseguindo um cargo no DAS e acabou casada com Lorde Conall Maccon, o lobisomem Alfa da alcateia de Londres e dirigente do DAS. E é em sua vida de casada que reencontramos a agora Lady Maccon, uma vida de casada que envolve muitos prazeres na companhia do marido, mas que também lhe rende muitas dores de cabeça por ter que lidar com os problemas da alcateia. Além disso, agora Alexia é muhjah da Rainha, um cargo que lhe obriga a conviver com líderes sobrenaturais egocêntricos, mas que também lhe permite saber em primeira mão sobre acontecimentos envolvendo o mundo sobrenatural e fazer suas próprias investigações para o desassossego de Lorde Maccon e felicidade geral das leitoras que aprovam protagonistas proativas. Continuar lendo

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Passarinha (Kathryn Erskine)

capa-Passarinha

No dia 16 de abril de 2007, um atirador solitário assassinou 32 pessoas no Instituto Politécnico da Universidade da Virgínia e depois se suicidou. Esse ataque é considerado o maior massacre em uma universidade dos Estados Unidos. Foi esse episódio devastador que serviu de catalisador para Kathryn Erskine (que mora na Virgínia) criar uma história que falasse sobre como eventos desse tipo abalam nossas vidas e de como podemos lidar com eles, uma história que também servisse de grito de alerta, uma mensagem sobre como se pode ajudar a evitar a escalada da violência, simplesmente ouvindo e compreendendo o próximo. Também surgiu da necessidade de explicar como é para uma criança ser portadora de Asperger. A sua dificuldade de se fazer compreender e o trabalho que pode ser feito pela família e pela escola para ajudá-los. Foi assim que surgiu a protagonista Caitlin, uma garota de 10 anos, portadora de Asperger que de repente se vê privada da presença de seu irmão mais velho, assassinado em uma tragédia escolar, e tendo que lidar com o sentimento de perda que fez com que sua vida e a de seu pai desmoronasse.

Para Caitlin tudo é preto e branco, qualquer variação disso lhe dá uma baita sensação de recreio no estômago e uma vontade imensa de fazer bicho de pelúcia ou se aconchegar em seu esconderijo favorito. Era Devon, seu irmão mais velho, que entendia Caitlin, era por meio dele que o mundo fazia sentido a ela. Era ele que lhe ajudava a encarar o mundo e nesse novo mundo sem Devon, a comunicação está mais difícil. Com sua maneira peculiar de ver o mundo, Caitlin não percebe que está passando ao largo da perda recente e o pai vê-se de uma só vez privado de um filho e incapacitado de lidar com a filha. Entra em cena a Sra. Brook, terapeuta escolar de Caitlin, a adulta com quem mais ela fala atualmente e quem mais lhe incentiva no estabelecimento de novos relacionamentos. Continuar lendo

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Fale! (Laurie Halse Anderson)

Fale

Fale! (Speak) foi publicado originalmente em 1999 e marcou o début de Laurie na literatura juvenil. Também deu início a algo que seria recorrente na maioria de seus livros juvenis, a inclusão de temas considerados espinhosos e/ou tabus pela sociedade. Por que não um romance sobre transtornos alimentares? Depressão? Suicídio? Por que falar sobre estupro com adolescentes deveria ser considerado imoral, quando na maioria das vezes são eles as principais vítimas? É sobre este último assunto que trata Fale!. A história de uma garota que sofreu violência sexual e que buscou no silêncio um alento para superar o episódio, mas que ao longo da história precisa se reencontrar e na fala achar força, não para esquecer, mas para enfrentar seu algoz. Continuar lendo

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Alma? (Gail Carriger)

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Alma? é o primeiro livro da série The Parasol Protectorate Series (O Protetorado da Sombrinha no Brasil). A série já foi finalizada e conta com cinco livros, e este ano a Editora Valentina começou a publicar as aventuras de Alexia Tarabotti aqui no Brasil. E quem diria que a mistura de elementos steampunk com vampiros, lobisomens, fantasmas e, no caso da srta. Tarabotti, preternaturais poderia dar tão certo? Garriger mostra que sim, e cria uma sociedade vitoriana repleta de dirigíveis, sociedades científicas e bailes de gala e na qual os humanos e seres sobrenaturais aparentemente convivem em harmonia…

Alexia Tarabotti, por não ter o biótipo considerado ideal para os ingleses, já se considera uma solteirona de carteirinha e preza por sua independência, leia-se, fazendo o que bem quer na hora que lhe apetece e não levando desaforo para casa, sem papas na língua, na maioria de suas discussões, quase sempre é a última a ter a palavra. Ela também tem um pendor por sombrinhas de bronze com ponteiras de prata e vamos dizer que não é pelo lado estético que ela é apaixonada. Mas, além da tez morena e o nariz pronunciado, a protagonista também herdou do pai italiano, ou melhor, ela não herdou porque ele também não a tinha para transmitir. Alma. Isso mesmo, Alexia nascera sem alma. De acordo com o DAS – Departamento de Arquivos Sobrenaturais – ela é uma preternatural e todo sobrenatural de boa linhagem sabia que ela deveria ser evitada. Afinal, como uma sem alma ela é capaz de anular o poder de qualquer um, seja ele vampiro, lobisomem ou fantasma. Mas, então porque aquele vampiro desavisado e mal-educado lhe atacou? Foi tendo que lidar com esse novato que as coisas passaram dos limites e o vampiro acabou morto. Entra em cena então o carrancudo, pouco civilizado e muito lindo, Lorde Conall Maccon. Lorde Maccon é o Alfa dos lobisomens de Londres e investigador do DAS, e definitivamente, tem sérios problemas quando a srta. Tarabotti, por quem não consegue deixar de se sentir fascinado ao mesmo tempo em que vive tendo ânsias de esganá-la, está envolvida. E dessa vez a história é séria. Vampiros e lobisomens estão sumindo e muitos sobrenaturais acham que Alexia é a responsável. Agora eles precisam trabalhar juntos para resolver esse enigma e a tarefa acaba ficando muito mais divertida quando é temperada por um romance de soltar faíscas. Continuar lendo

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Nova Parceria: Editora Valentina!

Selo bandeira laranja

Hoje recebemos uma notícia maravilhosa, o blog foi selecionado para parceria com a Editora Valentina. É muito bom ver que estão gostando do trabalho que estamos fazendo aqui e que o blog está crescendo cada vez mais. Logo mais vocês poderão acompanhar por aqui as novidades da editora e ler resenhas de seus lançamentos.

Apesar do catálogo pequeno, já dá para perceber que A Valentina preza pela ecleticidade dos livros que publica, o que vem de encontro ao que propomos criar para o blog. Queremos compartilhar “randomicidades” literárias com uma gama diversificada de leitores. E esperamos que essa nova parceria nos ajude a manter essa diversidade. Continuar lendo

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