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O Forte – Bernard Cornwell

Durante a Guerra da Independência dos EUA, tropas britânicas foram enviadas ao estado de Massachusetts com o objetivo de construir uma fortificação que seria a base da Marinha Real Britânica, para diminuir os ataques de corsários na região. O major McLean leva seus 700 homens a Majabigwaduce e começa a construir o Forte George. Pouco tempo depois, as forças rebeldes do estado se organizam e partem em uma campanha para expulsá-los.

Do lado britânico, além de Mc Lean, temos o —— Mowat e o tenente John Moore, que viria a revolucionar o exército britânico. Os rebeldes contam com Solomon Lovell, Peleg Wadsworth, Dudley Saltonstall e Paul Revere, este último famoso por sua cavalgada noturna avisando da chegada dos ingleses. E logo aprendemos que Lovell e Saltonstall não se dão bem, e que Paul Revere se ressente todos e não gosta de receber ordens.

Após explorar os detalhes de cada uma das campanhas, os dois exércitos estão frente a frente. O que eles vão fazer ficará para sempre registrado nas páginas da história. Este livro é bastante diferente dos outros livros do autor. Aqui, ele foca bastante nos detalhes dos bastidores dos dois lados da batalha, normalmente, sabemos mais ou menos a mesma coisa que o herói (Sharpe, Uhtred, Thomas ou Derfel). Se por um lado os vários nomes possam deixar o leitor confuso, por outro, a não ser que você já saiba quem ganhou, a história retém seu suspense. Continuar lendo

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Moriarty (Anthony Horowitz)

Moriarty

Anthony Horowitz faz parte do exclusivo rol, na verdade apenas ele e o autor Andrew Lane (da série O Jovem Sherlock Holmes), a ter autorização oficial da Conan Doyle Estate Ltd – entidade que administra a protege a obra do escritor – para revisitar o universo sherlockiano e os personagens criados por Conan Doyle. Sua primeira incursão, foi com o romance A Casa de Seda publicado no Brasil pela Editora Zahar. Ali, Watson em sua velhice e após a morte de Holmes, decide prestar uma última homenagem ao amigo e narrar os acontecimentos de um antigo caso. Agora, em Moriarty, Horowitz toma como ponto de partida o emblemático confronto de Holmes e seu nêmesis Moriarty em Reichenbach Falls, que culminou na queda dos dois na cachoeira suíça. O intuito de Doyle era “aposentar” seu mais famoso personagem, mas acabou tendo de voltar atrás e ressuscitá-lo devido ao clamor dos fãs. É a incerteza deste momento que Horowitz explora em seu romance. “Alguém realmente acredita no que aconteceu nas cataratas de Reichenbach?” Holmes morreu? Moriarty está morto?

A Scotland Yard envia para a cidadezinha suíça, o inspetor e grande admirador das técnicas de Holmes, Athelney Jones. A visita oficial era para ser uma mera cortesia da instituição que muitas vezes recebeu ajuda do famoso detetive para encerrar suas investigações, mas Jones encontra em Meiringen o detetive norte-americano – da Agência de Detetives Pinkerton – Frederick Chase, que traz à tona um novo caso. A morte de Moriarty deixou um grande espaço no submundo do crime, espaço que um gênio do crime do outro lado do Atlântico está determinado a ocupar. E é assim, que Jones se vê envolvido em uma investigação, muito maior e mais perigosa, na companhia de Chase. Continuar lendo

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A Outra Rainha – Philippa Gregory

No ano de 1568, Maria “Rainha dos Escoceses” Stuart está na Inglaterra para procurar o apoio de sua prima, Elizabeth I, para reconquistar o trono da Escócia, usurpado por seu meio-irmão, James Stuart. Numa Inglaterra recém convertida ao protestantismo, a presença de uma potencial herdeira católica inspira a parcela da população que não quer abandonar sua fé. Ela também é considerada a rainha ideal pela Igreja Católica e pelos reis católicos da França e Espanha, e eles estão dispostos a apoiar os católicos ingleses a sublevar sua rainha.

Dividida entre querer ajudar sua prima e o medo de ser trocada por ela, Elizabeth pede a seus leais súditos George e Bess (Elizabeth) Talbot que hospedem Maria enquanto ela decide o que fazer com a rainha sem trono. Inicialmente, o casal se sente honrado de receber uma hóspede real. No entanto, os gastos de manter uma hóspede digna e a óbvia atração que George sente por Maria começam a dividir os dois. Continuar lendo

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O Mapa de Vidro (S. E. Grove)

mapa de vidro

“Tornou-se evidente que, em um momento terrível, as várias partes do mundo se separaram. Elas se desprenderam do tempo. Girando livremente em diferentes direções, cada pedaço do mundo fora lançado em uma era diferente. Quando aquele momento passou, os pedaços ficaram espalhados, tão perto espacialmente uns dos outros como sempre estiveram, mas irremediavelmente separados pelo tempo. Ninguém sabia a idade real do mundo, ou qual das eras causara a catástrofe. O mundo como o conhecíamos havia se partido, e um novo mundo tomara seu lugar. Nós chamamos esse momento de Grande Ruptura. ” (Página 18)

E é assim que tem início o mundo imaginado por S. E. Grove. Partindo do mundo real, conhecido por todos nós, ela moldou um mundo fantástico, no qual ficção e fatos históricos caminham lado a lado e fornecem um arcabouço bastante robusto e muito bem trabalhado por ela. Para quem preza pelos detalhes, a trama é um prato cheio, e às vezes até beira a demasia. Política, história, geografia, sociologia e religião são explorados ao máximo, o que poderia até ter tornado a história cansativa, mas a trama é tão bem conduzida e os personagens interessantes que acabam compensando a abundância de informações em alguns momentos. Continuar lendo

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Conquistador – Conn Iggulden

Este livro continua a história dos cãs dos mongóis após Gengis. Como disse na resenha do quarto livro, na questão da sucessão, se o cã deixou instruções, a nação as verá realizadas. Infelizmente, o cã morreu e não disse quem ele queria que o seguisse. Intrigas, promessa e jogos políticos coloca um dos netos de Gengis no poder como supremo cã. Mas sem o apoio de todos os primos, os príncipes da nação, será que isso dura?

A questão da sucessão é o tema central do livro, a narrativa é baseada nas reações das personagens. As conquistas territoriais também são exploradas, e dessa vez, os territórios sung e árabes são os alvos principais: Kublai é enviado ao primeiro, e seu irmão Hulegu, ao segundo. Conn Iggulden escreve de maneira que faz com que décadas transcorram em meras páginas, especialmente se ele acha que nesse tempo não ocorreu nada digno de nota. E a única indicação de que passou algum tempo é uma fala ou outra de uma personagem.

Isso torna a narrativa bastante fluida (inclusive, já vi pessoas preferindo o Conn ao Bernard Cornwell justamente por isso), mas eu sinto que perde um pouco da parte histórica do romance histórico. Não muda que eu ADOREI a leitura, mas é um ponto a ser comentado. Continuar lendo

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Sr. Daniels (Brittainy C. Cherry)

sr-daniels

“Ela sorriu quando citei Shakespeare, mas ainda havia tristeza na curva de seus lábios. Ela sofria de algum tipo de dor, e eu vi que aquilo a consumia – da mesma forma que minha tristeza estava acabando comigo. E nada nem ninguém poderia impedir que isso acontecesse.

Uma parte de mim não queria que aquilo acabasse. Uma parte de mim achava que eu merecia o sofrimento. Mas juro que não conseguia acreditar que aquela menina merecesse estar tão triste. No fundo eu esperava que algum dia alguém pudesse fazê-la sorrir sem aquelas curvas de tristezas nos lábios. ” (Página 49)

Ashlyn acaba de perder a irmã gêmea para a leucemia. Além da imensa perda com a qual precisa lidar, ela também tem que aprender a conviver com o pai, já que sua mãe determinou que ela deveria partir para Edgewood no Wisconsin para morar com ele. O detalhe é que o relacionamento com o pai é praticamente inexistente e se restringia à telefonemas de aniversário e cartões de natal. E então, Ashlyn parte de trem para Edgewood levando consigo uma caixa repleta de cartas deixadas pela irmã.

O primeiro encontro de Ashlyn com Daniel foi no trem indo para Wisconsin. É na estação de trem que eles têm seu primeiro contato e Daniel lhe convida para ir vê-lo tocar com sua banda no bar do Joe. E aí, basta um encontro, a descoberta de uma admiração mútua por Shakespeare e a partilha da dor provocada por perdas irreparáveis, para que atração seja imediata. O que Ashlyn não esperava, era encontrar Daniel na escola onde ela irá cursar o último ano do ensino médio e onde seu pai é vice-diretor, muito menos no papel de Sr. Daniels, seu professor de inglês! E sem conseguirem resistir um ao outro, eles embarcam em um relacionamento secreto. É preciso cuidado para ninguém descobrir e sangue frio para passar por algumas situações. E como se não bastasse isso, Daniel também precisa lidar com situações problemáticas do seu passado. Continuar lendo

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Beleza Perdida (Amy Harmon)

Beleza Perdida

Quando vi que estavam “vendendo” o livro da Amy Harmon como uma releitura de A Bela e a Fera, não me empolguei muito. A premissa de cinco garotos que vão para a guerra e apenas um retorna, desfigurado, e passa a se isolar de todos, sendo o isolamento vencido pela mocinha que sempre fora apaixonada por ele, prometia um romance bem água com açúcar, então, já havia me preparado para não esperar nada além disso. E sim, Beleza Perdida tem muito romance, mas Harmon adicionou ao romance uma pitada (bem grande) de drama e alguns personagens bem carismáticos. No fim das contas, o romance passa a ser coadjuvante em meio à tantas outras tramas, e isso, na verdade, é muito bom.

“E então eles se foram, através do mar, para um mundo de calor e areia, um mundo que não existia de verdade, pelo menos não para Fern. E talvez não existisse para o povo de Hannah Lake, simplesmente porque era longe demais, desconectado demais de qualquer coisa que eles conheciam. E a vida continuou como antes. A cidade fez orações, amou, sofreu e viveu. (…) E o relógio continuou a correr calmamente. ” (Página 99)

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Benefício na Morte (Robin Cook)

beneficio na morte

Robin Cook é um autor bastante conhecido entre os que gostam de thrillers médicos, mas, apesar de já ter lido algumas sinopses de livros seus, ainda não tinha tido contato com a escrita do autor. Nem com thrillers médicos para falar a verdade, embora os romances e thrillers policiais e as séries com componentes médico-legais estejam entre meus gêneros favoritos. Após a leitura de Benefício na Morte, ficou comprovado que ambientar um romance investigativo em um hospital/laboratório de pesquisa – e o componente laboratório de pesquisa tem bastante espaço, o que desconfio foi o que acabou me fisgando de vez – pode ser tão interessante quanto àqueles que se passam nas delegacias e institutos médicos legais.

Em Benefício na Morte, Cook explora o campo das pesquisas médicas versus o mundo corporativo especializado em explorar o sofrimento de pacientes terminais e/ou doenças crônicas que diminuem e muito a expectativa de vida.

Pia Grazdani é estudante do quarto ano de medicina na Universidade de Columbia e está para começar o seu doutorado com o famoso geneticista molecular (e aparentemente intragável) Dr. Tobias Rothman. O cientista que ganhou um Prêmio Nobel por seu trabalho com cepas virulentas de salmonelas, está desenvolvendo um trabalho pioneiro de organogenia em colaboração com o Dr. Yamamoto. Uma pesquisa que promete revolucionar o campo dos transplantes e da saúde pública. Continuar lendo

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Uma História de Amor e TOC (Corey Ann Haydu)

amor e toc

“Podemos ser loucos, mas existe uma lógica por trás até mesmo das coisas mais loucas que fazemos. ” (Página 237)

Já tem um bom tempo que Bea não sabe o que é ser uma garota normal. Semanalmente ela tem consultas com a Dra. Pat, que tenta ajudá-la com suas obsessões e compulsões. Mas, fica difícil quando o alvo mais recente de sua obsessão frequenta o mesmo consultório e terapeuta que ela. Bea foi diagnosticada com Transtorno Obsessivo Compulsivo, mas a obsessão dela não é tão “banal” (se é que podemos chamar qualquer obsessão de banal) quanto lavar as mãos inúmeras vezes, colecionar objetos estranhos, comer sempre nos mesmos lugares, ou fazer atividades em uma determinada ordem. Sua obsessão é um pouco mais comprometedora e na maioria das vezes (e com razão) é mal interpretada. Bea é uma stalker de caras. Daquelas que quando fica obcecada por alguém, começa a segui-lo (para certificar-se de que ele esteja bem), anotar os mínimos detalhes da vida do alvo em seu caderno, e, como no caso do alvo mais recente, até mesmo entreouvir partes de suas sessões de terapia.

Para ajudá-la com o TOC, a Dra. Pat decide fazê-la participar de sessões de terapia em grupo. Ali, ela reencontra/conhece Beck, o garoto que ela ajudara durante um blecaute em uma festa escolar, um cara sarado e com obsessão compulsiva por lavar as mãos e frequentar academias. Bea tem quase certeza de que apenas outra pessoa tão ferrada quanto ela, seria capaz de entendê-la e permanecer ao seu lado mesmo com todos os seus defeitos. Será Beck essa pessoa? Será que ele conseguirá superar suas obsessões e ceder um pouco mais de tempo para Bea? Será que ela conseguirá parar de stalkear sua atual obsessão e redirecionar (de forma menos acentuada de preferência) sua atenção? Continuar lendo

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Um Amor de Cinema – Victoria Van Tiem

Durante toda a sua vida, Kensington Shaw se sentiu uma estranha em sua própria casa, ela chegou até a demitir a mãe, por acreditar que ela não estava cumprindo seu papel. Quando seu namorado, Bradley, a pede em casamento, ela finalmente vê uma chance de conseguir pontos com sua mãe. Infelizmente, no mesmo almoço, sua cunhada, Ren, anunciou que está grávida, e a novidade de Kenzi perdeu todo o seu impacto. Como se tudo isso não bastasse, ela recebe a notícia de que seu emprego depende de ela conseguir conquistar o mais recente cliente da empresa de publicidade em que ela (e Bradley) trabalham.

Ela só não esperava que fosse seu ex-namorado, Shane Bennett, fosse o tal cliente. Ele ameaça trocar de agência a não ser que Kenzi aceite viver com ele os momentos de dez comédias românticas, que teoricamente serviriam para inspirá-la no projeto. Começamos a acompanhar Kenzi enquanto ela vive momentos icônicos da telona, e sua vida parece que vira filme de verdade, com direito a traição, gravidez escandalosa, amizades falsas, vovós sábias e muito mais. A lista de filmes ajuda Kensi a se redescobrir, a perceber que está vivendo a vida para contentar a mãe, e não a si mesma, e lhe dá a coragem de que precisa para recomeçar. Continuar lendo

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