Brasil participa da criação de um monumento no Parque da Paz na DMZ e você pode ajudar

A World Jongie Jupgi Organization (Organização Internacional de Dobradura Coreana) em uma ação pela união do povo coreano e pela unificação das Coreias, irá criar um monumento no Parque da Paz na DMZ.

O que é a DMZ?

A DMZ ou Zona Desmilitarizada divide a península coreana em Norte e Sul e foi criada após o término da Guerra da Coreia em 1953. Ela se estende por toda a fronteira entre as Coreias, incluindo sete cidades e distritos (cerca de 238 km de comprimento), com uma largura de 4 km. Durante muito tempo foi limitada por cercas, mas atualmente se transformou em um destino turístico.

Continuar lendo

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Simplesmente aleatório

A Profecia das Sombras (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série As Provações de Apolo (The Trials of Apollo). Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

 

O segundo livro da série As Provações de Apolo já começa em ritmo frenético. No final do livro anterior, após Lester/Apolo e os outros semideuses salvarem o oráculo do Bosque de Dodona, uma profecia carimba de vez o passaporte de Apolo para o mundo das missões perigosas e nenhum reconhecimento (para seu eterno desgosto) dos semideuses. Aqui, já o reencontramos em viagem na companhia de Leo Valdez, Calipso e é claro, no dragão mecânico de Leo, Festus. Na busca pelo oráculo da vez, os garotos vão parar em Indiana e ali Lester descobre que o próximo integrante do Triunvirato é alguém que já teve muita importância para ele no passado e que ele não será o único “fantasma” que terá de enfrentar.

Com Lester atingindo plenamente o status quo de semideus, ao menos no que diz respeito a colocar a vida em risco para fazer um favorzinho a um deus, o deus do sol começa a perceber muitas das injustiças cometidas pelos deuses.

“Alguns metros à frente, um semideus desconhecido estava imóvel no chão. (…). Eu não sabia de que lado ele estava, mas isso não importava. Fosse como fosse, sua morte era uma perda terrível e desnecessária. Eu estava começando a achar que talvez as vidas dos semideuses não eram tão descartáveis quanto nós, deuses, gostávamos de acreditar. ” (Página 293)

Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras, Resenhas da Núbia

Leia Mulheres: Fantasia

Olha mais uma coluna precisando ser resgatada das camadas de pó…

Vamos ver se agora eu consigo mantê-la atualizada. Desta vez vamos falar sobre mulheres e fantasia. Quando falamos em livros de fantasia é comum nos atermos aos nomes de autores masculinos, ou porque eles têm maior visibilidade e um histórico mais antigo de publicação ou porque, infelizmente, algumas pessoas associam fantasia de qualidade à autores masculinos como se as mulheres não pudessem produzir excelentes obras também (xô preconceito!). A lista de autoras que se enveredam pelo mundo das palavras e criam mundos e personagens fantásticos não é pequena, mas hoje trago apenas uma pequena contribuição. Cinco autoras que merecem ser conhecidas porque gosta do gênero. Já aviso de antemão que a ausência da Ursula K Le Guin é proposital (afinal, se Tolkien é considerado o pai da fantasia, Le Guin bem pode ser a matriarca), mas é que eu guardei ela para a lista de sci-fi!

Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Leia Mulheres, Lendo aleatoriamente

Mais do que isso (Patrick Ness)

Ainda não conhecia o Patrick Ness, mas depois de ter lido Mais do que isso fiquei com vontade de ler suas outras obras, além do famoso Sete minutos depois da meia-noite (que já virou filme), outros livros dele também já foram publicados aqui. Ness é um escritor de ficção juvenil premiado e é conhecido pelo tom sombrio e pela prosa perturbadora de suas histórias. Monstros, cidades distópicas, guerras, um pouco de ficção científica e o que há além da morte, são temas frequentes em suas tramas. Em Mais do que isso não é diferente. Começamos essa história nos minutos finais e agonizantes da vida de Seth, com direito a uma descrição bastante pungente da situação. Algum tempo depois Seth acorda na casa onde viveu durante a infância, em outro continente. Ele está vivo? Como, se ele está certo de que morreu e seus momentos finais ainda estão vívidos na memória?

“Dá a impressão de ser real. Certamente ao toque, e definitivamente ao cheiro. Mas é também um mundo que apenas parece tê-lo dentro dele, então, o quanto dele pode ser real? Se essa é apenas uma velha lembrança empoeirada na qual ele está preso, talvez não seja nem mesmo um lugar, talvez seja apenas o que acontece quando seus minutos finais de morte passam a ser uma eternidade. O lugar da pior época de sua vida, congelado para sempre, deteriorando-se sem nunca morrer de verdade. ” (Página 72)

Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Editora Novo Conceito, Editoras Parceiras, Resenhas da Núbia

TAG – Perfil Literário

Foto (modificada): Gaelle Marcel

Ressuscitando mais uma TAG, essa eu também vi no blog Momentum Saga, mas originalmente ela foi criada pelo Sem Serifa. Bom, originalmente parece ter sido do Who’s Geek, mas não consegui encontrar o post original.

1 – Qual seu estilo de livro favorito?

Eu não tenho um estilo de livro favorito, ou pelo menos não só um. Eu tento diversificar minha leitura, mas acabou frequentemente às voltas com um romance histórico, um romance policial, um livro de fantasia (amo os juvenis!) ou um livro de divulgação científica. Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Lendo aleatoriamente, TAGs

Alerta de Risco – contos e perturbações (Neil Gaiman)

Apesar de Gaiman ser mais conhecido por suas graphic novels (ou pelo menos era assim quando anos atrás eu descobri o autor), o conheci por meio de seus romances. E ainda que tenha planos de ler toda sua obra, ainda não me aventurei pelos quadrinhos. Por outro lado, depois de ter adorado a leitura dos contos do Ted Chiang (veja a resenha de História da sua vida e outros contos), decidi conhecer o lado mais minimalista do Gaiman e pegar sua coletânea de contos Alerta de Risco para ler. O livro traz 24 contos, que representam, a miscelânea de vertentes exploradas pelo autor em suas obras. Há fantasia, terror, histórias de vingança e de amor, de ficção científica e de superstições, contos de fadas e investigativos. Em prosa curta, prosa longa e até mesmo em poemas. Em comum, todos eles compartilham essa mescla de fantasia e realidade e que podem até mesmo provocar perturbações, efeito que Gaiman fez questão de frisar em sua introdução.

“Essas histórias me perturbaram e assombraram meus sonhos – os noturnos e os diurnos -, provocando em mim preocupação e incômodo em níveis profundos, mas também me ensinaram que, ao ler ficção, eu só descobriria os limites de minha zona de conforto se saísse dela. (…)

Ainda há coisas que me perturbam profundamente quando encontro essas histórias, seja na internet, no texto ou no mundo. Nunca se tornam mais fáceis, nunca deixam de fazer meu coração bater mais forte, nunca me permitem escapar ileso. No entanto, elas me ensinam, abrem meus olhos e, se me machucam, o fazem de maneira que me leva a pensar, crescer e mudar. ” (Páginas 10 e 11)

Se eu for falar de cada um dos contos, esse texto pode ficar deveras cansativo. Então, peço licença para pontuar aqueles que mais marcaram a leitura de Alerta de Risco. A começar pelo primeiro conto, na verdade um poema. Fazendo uma cadeira fala sobre o processo de escrita e serve como um pontapé inicial para a proposta de Gaiman em sua coletânea. No segundo conto, Um labirinto lunar, Gaiman explora o (seu?) fascínio por atrações de beira de estrada, algo que ele já havia feito antes em Deuses Americanos. O conto é também uma homenagem ao escritor Gene Wolfe. Detalhes de Cassandra brinca com a dualidade entre o real e o imaginário e como o fato de que uma história sempre tem dois lados. Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras

Um Autor de Quinta #102

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile .

Quase deixamos a coluna ser soterrada em camadas de poeira novamente…

Quero falar para vocês hoje sobre uma autora que conheci por suas obras sobrenaturais (e minha experiência não foi das melhores), mas que só ganhou minha admiração quando se aventurou pelo universo de Star Wars. Aliás, é dela um dos melhores livros do novo cânone da saga. É sério, se você é fã da saga e se aventura pelos livros também, não deixe de conferir Estrelas Perdidas da Claudia Gray.

Claudia Gray

 

Foto: Melissa Vincent – Del Rey/Random House

Claudia Gray é o pseudônimo utilizado pela autora americana Amy Vincent. Amy Vincent trabalhou como advogada e em 2003 ajudou no desmantelamento de um cartel internacional de contrabando de diamantes, o que levou muita gente a acreditar que o uso do pseudônimo poderia ser para se proteger dos integrantes remanescentes do cartel (o que a própria autora já desmentiu). Na verdade, o uso do pseudônimo não é para esconder seu passado dramático ou sombrio, para fornecer uma áurea de mistério, ou porque ela não ache seu nome real vendável, mas porque ela pensou que seria divertido escolher seu próprio nome, que foi baseado em uma de suas minisséries favoritas I, Claudius.

Desde criança ela sonhava em se tornar uma estabelecida autora de romances, mas a carreira como escritora só começaria efetivamente em 2008, quando ela publicou o primeiro volume da série Evernight pela HarperCollins. Atualmente Claudia mora em Nova Orleans e se dedica integralmente à escrita. Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Um Autor de Quinta

Agora e para sempre, Lara Jean (Jenny Han)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no terceiro e último livro da série Para todos os garotos que já amei e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

Tudo começou com cinco cartas de amor, ou melhor dizendo, cartas de despedida para os garotos que Lara Jean já amou. Eram só para ela, mas depois que foram indevidamente enviadas, o mundo de Lara Jean não foi mais o mesmo. Ela, que se acostumou a mascarar seus sentimentos, teve de enfrentá-los (e todas as consequências decorrentes disso) e descobri-los. No primeiro livro acompanhamos o desenrolar de sua paixonite de longa data pelo amigo Josh (namorado de sua irmã mais velha) e seu namoro de mentira com Peter, que acabou lhe reservando grandes surpresas. Mas, mais do que isso nos encantamos pelas irmãs Song, especialmente a Kitty. O segundo volume era para ter sido o capítulo final, e se tivesse sido, arrisco dizes que teríamos nos despedido de Lara Jean e de tantos outros bons personagens com um gosto agridoce, mais acre que doce. Não é que ele seja ruim, só não conseguiu fazer jus às expectativas geradas pelo primeiro. Que bom que Han arriscou fazer uma nova tentativa e escrever uma nova despedida para Lara Jean. É isso que Agora e para sempre, Lara Jean é, uma despedida e um presente de Han para os fãs da série. Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras, Resenhas da Núbia

História da sua vida e outros contos (Ted Chiang)

Não sou muito de ler contos. Sempre dei preferência aos romances na hora de escolher minhas leituras e foi por isso que o lançamento do livro de contos do Ted Chiang passou despercebido. É bem provável, que se não tivessem feito o filme A Chegada (baseado em um dos contos da coletânea) e eu não tivesse ficado com vontade de vê-lo, nunca teria dado uma chance para a coletânea. Ainda não vi o filme, mas a obra de Ted Chiang com certeza me fez prestar mais atenção às coletâneas de contos. Agora até mesmo posso dizer que concordo com o que Neil Gaiman escreveu na introdução de sua própria coletânea de contos Alerta de Risco – contos são como “as mais puras e mais perfeitas criações possíveis: nos melhores, nenhuma palavra era desperdiçada. Um autor fazia um gesto com a mão e subitamente surgia um mundo, pessoas, ideias. Um início, um meio e um fim que nos levavam aos confins do universo e nos traziam de volta” (Alerta de Risco, página 12). E é isso que Ted Chiang faz muito bem (em alguns muito melhor) nos oito contos que compõem esta coletânea. Contos que no total ganharam nove importantes prêmios, dentre eles o Nebula, o Hugo e o Locus, e nos quais, ele trabalha muito bem a ciência, mesmo que muitas vezes ela adquira um tom bastante fantasioso. Leitura mais do que recomendada para os fãs de ficção-científica. É realmente uma pena que Chiang seja conhecido por escrever com pouca frequência. Agora, para apresentar História da sua vida e outros contos com mais detalhes, acho melhor falar mais especificamente sobre cada um dos contos.

A torre da Babilônia, o primeiro conto da coletânea, também foi o primeiro conto publicado por ele, em 1990. O conto é inspirado no mito da Torre de Babel. Na versão de Chiang, a torre já atingiu a abóbada do céu e agora mineradores terão de escavá-la de modo a permitir que a torre continue a crescer. É mais fantasioso que científico, mas há muitos elementos de ciência ali. E mesmo os disparates, são congruentes com o mundo construído pelo autor e antigas teorias (como a geocêntrica) hoje refutadas. Eu nunca imaginaria que o mito da Torre de Babel poderia render um conto de sci-fi, mas Chiang conseguiu unir os dois temas muito bem. E com uma conclusão realmente sagaz. De quebra, ele também carregou seu conto com um grande teor filosófico e até mesmo ético. Até onde podemos ir pelo conhecimento? Estamos preparados para encarar o desconhecido? Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras

O Rei Corvo (Maggie Stiefvater)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no quarto e último livro da série A Saga dos Corvos e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

 

É sempre uma sensação agridoce terminar uma série. É triste porque é chegada a hora de despedir-se de personagens com os quais você sonhou junto, sofreu junto e nutriu esperanças, e ao mesmo tempo, é bom descobrir como as situações duvidosas se resolveram, qual era aquele segredo que o autor lhe escondeu desde o início e o futuro dos personagens. Se a conclusão faz jus a todo o resto da história, melhor ainda! Chegou a hora de me despedir dos garotos corvos, de Blue Sargent e toda a sanidade transvestida em loucura da Rua Fox 300.

A Saga do Corvos me apresentou Maggie Stiefvater e sua escrita única. Uma narrativa fluída, personagens complexos e uma trama repleta de informações: magia, ocultismo, mitologia, fatos históricos; todas devidamente explicadas e introduzidas de forma harmoniosa à trama. Stiefvater nos entregou uma quadrilogia com inúmeros personagens (nenhum esquecível, ainda que uns tenham sido mais marcantes que outros) e uma boa quantidade de tramas paralelas, que no fim se uniram para nos entregar uma saga que mais do que romance trouxe à tona discussões sobre crenças, sobre vida e morte, escolhas, oportunidades, aceitação e amizade. Talvez esteja aqui a maior força de sua história. Ao não focar no lado romântico da trama (tática adotada comumente nos livros do gênero), Maggie abriu espaço para que todos os personagens tivessem voz, crescessem perante os olhos do leitor e tivessem tanta importância quanto Blue e Gansey nessa jornada. Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia