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Piano Vermelho (Josh Malerman)

Em Caixa de Pássaros, Malerman soube trabalhar muito bem o medo do impalpável, daquilo que não se pode ver, simplesmente porque vê-lo pode sanar sua curiosidade, mas também levá-lo à morte. Em Piano Vermelho, novamente o medo do desconhecido entra em cena, mas o sentido explorado é outro. Agora não temos mais de usar vendas, mas garantir um protetor auricular pode ser uma boa ideia.

A história começa com um paciente acordando em um hospital. O soldado Philip Tonka é considerado um sobrevivente sem precedentes, ficou em coma durante 6 meses e seus ferimentos são inexplicáveis. O que aconteceu com ele? E com seus companheiros de missão? O Exército irá querer respostas. O que Philip poderá revelar?

“As perguntas virão. Philip sabe disso. Perguntas sobre a África e sobre a origem do som. Perguntas sobre o restante do pelotão, sobre os Danes, sobre o que Philip ouviu e o que gravou lá. Perguntas mais malucas, também. Tipo: quem levou Ross? Quem levou os outros? E para onde? E por que você parece tão assustado, soldado Tonka, com essas perguntas tão simples?

As perguntas virão.

E, quando vierem, que parte Philip vai poder contar?

Que parte vai revelar? ” (Página 25)

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Quem era ela (J.P. Delaney)

O que você estaria disposto a abandonar para ter a chance de recomeçar em um novo lugar? Você estaria disposto a abdicar de tudo o que adquiriu ao longo de sua vida para morar em um lugar high tech, uma casa linda e minimalista, considerada uma obra-prima da arquitetura londrina? Para morar na n°01 da Folgate Street há uma lista imensa de cláusulas restritivas que proíbem muitas coisas. Bastou apenas conhecer uma dessas proibições para ter a certeza de que eu nunca moraria ali. Proibir livros? Sem chance! Mas para Emma, e mais tarde, para Jane, essas e tantas outras proibições não as fizeram perder a vontade de tentar reconstruir suas vidas naquela casa onde o “supérfluo” não tem lugar, a beleza está por toda a parte e a segurança está acima de todas as coisas.

“Talvez esse seja o verdadeiro objetivo das Regras, como já as apelidamos. Talvez o arquiteto não seja um maníaco por controle preocupado com a possibilidade de bagunçarmos sua bela casa. Talvez seja algum experimento de moradia. ” (Emma – Página 23)

A primeira moradora que nos é apresentada é Emma. Ela e o namorado Simon estão procurando uma nova casa para morar depois de assaltantes terem invadido a casa anterior, quando Emma estava sozinha, e a ameaçado com uma faca.

A segunda moradora é Jane que está procura de um novo lugar que a ajude a superar a dor recente de ter perdido alguém e que lhe permita reconstruir sua vida. Continuar lendo

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A Casa de Hades (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quarto livro da série Os Heróis do Olimpo e pode haver spoilers dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros veja os links no final desta resenha.

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“Ao vê-los reunidos no Tártaro, Percy se sentiu tão desamparado quanto as almas no Rio Cócito. E daí que era um herói? E daí que realizara feitos corajosos? O mal sempre estava presente; regenerando-se, fervilhando sob a superfície. Percy não passava de um pequeno estorvo para aqueles seres imortais. Eles só precisavam esperar.” Página 373.

A Casa de Hades é o penúltimo livro da série Os Heróis do Olimpo e fazendo jus ao papel que carrega, ele traz toda a carga dramática inerente a uma aventura que está cada vez mais difícil e na qual os níveis de esperança estão cada vez mais baixos. Após os eventos derradeiros do livro anterior, não dava para esperar outra coisa. Os semideuses já sabiam que chegar às Portas da Morte seria uma tarefa hercúlea, mas não contava que a jornada para dois deles fosse ser mais árdua e um tanto quanto impossível, afinal, atravessar o Tártaro e atingir as Portas da Morte pelo outro lado é uma tarefa que extrai até a última gota de esperança de Annabeth e Percy. É desesperador, sombrio e doloroso. Mas, aqui do outro lado as coisas não estão muito melhores. Os ânimos dos outros semideuses estão abalados pela separação dos dois amigos, as forças de Gaia transformam-se em empecilhos cada vez mais maiores, e todos, sem exceção, são obrigados a enfrentar seus monstros no armário e provarem-se como merecedores dessa missão, não para os outros, mas para si mesmos. Continuar lendo

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