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O Forte – Bernard Cornwell

O Forte

Durante a Guerra da Independência dos EUA, tropas britânicas foram enviadas ao estado de Massachusetts com o objetivo de construir uma fortificação que seria a base da Marinha Real Britânica, para diminuir os ataques de corsários na região. O major McLean leva seus 700 homens a Majabigwaduce e começa a construir o Forte George. Pouco tempo depois, as forças rebeldes do estado se organizam e partem em uma campanha para expulsá-los.

Do lado britânico, além de Mc Lean, temos o —— Mowat e o tenente John Moore, que viria a revolucionar o exército britânico. Os rebeldes contam com Solomon Lovell, Peleg Wadsworth, Dudley Saltonstall e Paul Revere, este último famoso por sua cavalgada noturna avisando da chegada dos ingleses. E logo aprendemos que Lovell e Saltonstall não se dão bem, e que Paul Revere se ressente todos e não gosta de receber ordens.

Após explorar os detalhes de cada uma das campanhas, os dois exércitos estão frente a frente. O que eles vão fazer ficará para sempre registrado nas páginas da história. Este livro é bastante diferente dos outros livros do autor. Aqui, ele foca bastante nos detalhes dos bastidores dos dois lados da batalha, normalmente, sabemos mais ou menos a mesma coisa que o herói (Sharpe, Uhtred, Thomas ou Derfel). Se por um lado os vários nomes possam deixar o leitor confuso, por outro, a não ser que você já saiba quem ganhou, a história retém seu suspense. Continuar lendo

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A Presa de Sharpe (Bernard Cornwell)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quinto livro (ordem cronológica) da série As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu e a Mari achamos de outros livros da série, confira os links no final desta resenha.

APresadeSharpe

Depois da Batalha de Trafalgar, eu confesso que esperava reencontrar um Sharpe mais feliz. Com algum dinheiro no bolso, uma posição efetiva como soldado nos Fuzileiros e, quem sabe, o amor de Lady Grace. Mas, a leitura deste quinto volume mostrou que se Cornwell pode deixar a vida de seu protagonista árdua e melancólica, ele o irá fazê-lo sem meias medidas. É assim que reencontramos Sharpe em 1807 (dois anos depois de Trafalgar): vagando solitário e sem dinheiro pelas ruas de Londres, desenganado com o amor e cansado de tentar ser um bom soldado e não reconhecerem o seu valor. Será o fim de sua carreira como oficial? Se ele pudesse ter vendido sua patente talvez fosse, mas como até isso lhe foi negado, restou ao acaso o papel de reunir velhos companheiros de batalhas indianas e garantir a Sharpe uma missão. Acompanhar o nobre oficial John Lavisser à Dinamarca. Lavisse irá propor um suborno ao príncipe herdeiro dinamarquês e quem sabe trazer a Dinamarca para o lado inglês e impedir uma guerra. Cabe a Sharpe mantê-lo a salvo dos franceses. Mas, se tem uma coisa que aprendemos com os livros anteriores é que sempre há um traidor e, se ele não é Haskewill (ainda estou me perguntando aonde o bendito foi parar e quando irá dar as caras novamente), será alguém bem próximo a Sharpe. Lavisser é claro, não é muito difícil perceber isso. Sharpe foi escolhido como substituto ao antigo soldado designado para proteger Lavisser e que acabou assassinado, e não demora para o nobre oficial tentar livrar-se de Sharpe também, mas é claro que não dá certo e agora é Sharpe que parte em seu encalço (por toda a Dinamarca) para desmascará-lo e fazê-lo pagar pela traição. Continuar lendo

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A Batalha de Sharpe – Bernard Cornwell

Atenção! Esta resenha é sobre o 12° livro da série “As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas”, e pode conter spoilers sobre os acontecimentos dos livros anteriores. Para ler as resenhas de alguns dos demais livros da série, clique aqui: O Tigre de Sharpe (1°); O Triunfo de Sharpe (2°); A Fortaleza de Sharpe (3°) – Núbia; O Ouro de Sharpe (9°); A Fuga de Sharpe (10°)A Fúria de Sharpe (11°) – Mari.

Capa A Batalha de Sharpe AG V2_Layout 1

Após ouvir os barulhos de uma batalha, Sharpe e seus homens se perdem nas montanhas entre Portugal e a Espanha. Eles se deparam com um vilarejo massacrado e encontram alguns soldados franceses, os quais Sharpe manda matar por conta dos atos horrendos que eles estavam praticando. Quando o general desses homens, Loup (lobo), se depara com o que Sharpe fez, ele e o capitão decidem se odiar e destriur mutuamente.
Enquanto isso, Wellington tem outro problema: para ajudar a campanha contra Napoleão, ele precisa ser declarado generalíssimo do exército espanhol – o que lhe daria o poder de comandá-los melhor. No seu caminho estão os espanhois, que querem evitar dar esse poder a um inglês. Os espanhois dão o comando da Real Compañía Irlandesa, os guardas do Rei espanhol, a Wellington, acreditando que ele vai maltratar os homens e vão poder usar isso como exemplo de que não se pode confiar nos ingleses. Continuar lendo

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Conquistador – Conn Iggulden

Conquistador

Este livro continua a história dos cãs dos mongóis após Gengis. Como disse na resenha do quarto livro, na questão da sucessão, se o cã deixou instruções, a nação as verá realizadas. Infelizmente, o cã morreu e não disse quem ele queria que o seguisse. Intrigas, promessa e jogos políticos coloca um dos netos de Gengis no poder como supremo cã. Mas sem o apoio de todos os primos, os príncipes da nação, será que isso dura?

A questão da sucessão é o tema central do livro, a narrativa é baseada nas reações das personagens. As conquistas territoriais também são exploradas, e dessa vez, os territórios sung e árabes são os alvos principais: Kublai é enviado ao primeiro, e seu irmão Hulegu, ao segundo. Conn Iggulden escreve de maneira que faz com que décadas transcorram em meras páginas, especialmente se ele acha que nesse tempo não ocorreu nada digno de nota. E a única indicação de que passou algum tempo é uma fala ou outra de uma personagem.

Isso torna a narrativa bastante fluida (inclusive, já vi pessoas preferindo o Conn ao Bernard Cornwell justamente por isso), mas eu sinto que perde um pouco da parte histórica do romance histórico. Não muda que eu ADOREI a leitura, mas é um ponto a ser comentado. Continuar lendo

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Rebelde – Bernard Cornwell

Quer uma maneira melhor de terminar o excelente ano que foi 2014 do que com a resenha de um livro pelo qual aguardei uns bons 5 anos para ler? Explico: quase todas as séries escritas por Bernard Cornwell já vieram para o Brasil, mas a Editora Record nunca dava notícia de publicar As Crônicas de Starbuck, lançadas originalmente na década de 1990. Bom, finalmente chegou e eu tive o prazer de ler.

Os Estados Unidos estão divididos: os estados do norte e os do sul não concordam com a maneira que o país deve ser governado, e a situação chegou ao ponto em que a guerra é iminente. É nesse cenário que Nathaniel “Nate” Starbuck chega à capital da Virgínia, após abandonar os estudos em Yale para ficar com uma mulher. Nate é salvo da turba por Washington Faulconer, pai de seu melhor amigo – Adam, e é convidado a se juntar ao exército que ele está formando. Continuar lendo

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Morte dos Reis – Bernard Cornwell

Quando Uhtred é vítima de uma emboscada momentos antes de ser enviado para negociar a paz entre os reinos cristãos, ele prontamente desconfia de que os líderes dinamarqueses Cnut e Sigurd vão se esforçar para impedir que o acordo seja selado. De fato, antes mesmo que chegue aos salões de Eohric, outra emboscada lhe aguarda. Boatos de uma bruxa profetiza chegam a Uhtred, e ele viaja para conhece-la e saber o que ela está dizendo.
Sete reis morrerão,

Uhtred de Bebbanburg, sete reis e as mulheres que você ama. Este é o seu destino. O filho de Alfredo não governará e Wessex morrerá, o saxão matará o que ele ama e os dinamarqueses ganharão tudo, e tudo mudará e tudo será o mesmo que sempre foi e sempre será.

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Sangue dos Deuses – Conn Iggulden

Atenção! Esta resenha trata do quinto livro da série O Imperador de Conn Iggulden e pode trazer spoilers do enredo dos livros anteriores. Para ler a resenha dos livros anteriores, clique: Os Portões de Roma, A Morte dos Reis, Campo de Espadas e Os Deuses da Guerra.

 

Sangue dos Deuses

Júlio César foi morto. Este deve ser um dos momentos mais conhecidos da história, e sua fala a seu melhor amigo “Até tu, Brutus?” é famosa. O assassinato de um dos maiores líderes de Roma, liderado por seu melhor amigo foi retratado de diversas maneiras diferentes ao longo da história. E agora, Conn Iggulden retoma sua série para contar o que aconteceu aos homens por trás do crime.

“Neste dia, nos Idos de Março, Roma foi libertada de um opressor. Que a notícia voe daqui para todas as nações. César está morto e a República foi restaurada. Que as sombras de nossos pais se regozijem. César está morto e Roma está livre”.

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Os Deuses da Guerra – Conn Iggulden

Atenção! Esta resenha trata do quarto livro da série O Imperador de Conn Iggulden e pode trazer spoilers do enredo dos livros anteriores. Para ler a resenha dos livros anteriores, clique: Os Portões de Roma, A Morte dos Reis e Campo de Espadas

 

Os Deuses da Guerra

A morte de Crasso oficializa o fim do Primeiro Triunvirato, composto por ele, Júlio César e Pompeu. Este declara que Júlio é inimigo de Roma, com medo que o general volte da Gália e tome a cidade. Às margens do rio Rubicão, Júlio e seus companheiros decidem que vão enfrentar o ditador e tirar Roma de sua influência. Quando é informado dos planos de César, Pompeu reúne o Senado e parte para a Grécia, seguido por Júlio que deixa Marco Antônio como cônsul cuidando de Roma.

“Então é melhor correr de volta e dizer que César está vindo. Está a duas, talvez três horas atrás de mim. Está trazendo de volta a República, garoto, e eu não ficaria no caminho dele.”

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A Fúria de Sharpe – Bernard Cornwell

Atenção! Esta resenha é sobre o 11° livro da série “As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas”, e pode conter spoilers sobre os acontecimentos dos livros anteriores. Para ler as resenhas de alguns dos demais livros da série, clique aqui: O Tigre de Sharpe (1°); O Trinfo de Sharpe (2°); A Fortaleza de Sharpe (3°) – Núbia; O Ouro de Sharpe (9°); A Fuga de Sharpe (10°) – Mari.

Traição, suborno, assassinato. É assim que começa A Fúria de Sharpe. Em uma Espanha dividida pelas tropas britânicas e francesas, as diferentes facções políticas espanholas têm opiniões diferentes sobre qual exército devem apoiar: aqueles que preferem a monarquia acham que devem colaborar com os franceses na esperança de Napoleão lhes devolver seu rei, enquanto que quem se inspirou pelo discurso da Revolução Francesa, e acha que o povo deve governar ao povo, sem os desejos de um rei absolutista, ajudam os ingleses. Teoricamente, no entanto, os espanhóis são aliados dos ingleses, embora alguns dos líderes de seu exército sejam a favor dos franceses. Continuar lendo

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1356 – Bernard Cornwell

Atenção! Este post trata do livro 1356, que embora não seja da série “A Busca do Graal”, se passa alguns anos depois do último livro da série, O Herege.  Assim, esta resenha pode conter spoiler da trama dos livros da série.

Em 1356, os boatos de que uma relíquia religiosa foi encontrada começam a se espalhar pela França. Isso seria considerado normal para aqueles tempos, cheios de falsas relíquias e peregrinações indo de encontro àquelas consideradas verdadeiras. Mas a relíquia em questão não é o dedo de um santo, ou um pedaço da cruz onde Jesus foi crucificado. Os boatos falam da espada que São Pedro usou no Getsêmani, quando os romanos foram buscar Jesus para a crucificação. A espada, La Malice (francês para a malícia), seria indestrutível, tornaria seu dono praticamente invencível e significaria que Deus apoiava o lado em posse da relíquia. O que no meio da Idade Média era tudo que um rei precisava saber antes de se lançar à guerra.

Claro que, durante a Guerra dos Cem Anos, o período em que este livro se passa, não faltavam motivos para a Inglaterra e a França lutarem entre si. O rei da Inglaterra, Eduardo, reivindicava para si o trono da França, ocupado por Carlos de Valois. E, motivado por essa reinividicação, todos os anos viam navios ingleses despejando arqueiros e homens de arma na costa da França, que aos poucos era dominada. No entanto, depois da derrota em Calais (descrita na trilogia “A Busca do Graal”), o moral do exército francês está bastante baixo, e Carlos de Valois reluta em lançar seu exército na luta contra os inimigos.

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