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Temporada de Acidentes (Moïra Fowley-Doyle)

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A Irlanda é conhecida por seu rico folclore e pela grande importância que a sorte (ou a falta dela) tem na vida das pessoas. Em seu livro de estreia, Moïra Fowley-Doyle utiliza de forma interessante todo esse arcabouço criando um romance imagético e leva as últimas consequências a importância da sorte. Afinal, por que trabalhar alguns eventos esporádicos de má sorte se você pode tornar azarado um mês inteiro? Por que não retroceder e instituir uma temporada inteira de azar que se repete ao longo dos anos?

“É a temporada de acidentes: acontece todos os anos na mesma época. Um período em que ossos quebrados, cortes e hematomas são frequentes. (…)

Resumindo: apertamos os cintos, pois sabemos que o pior está por vir. Nunca saímos de casa sem pelo menos três camadas de roupa. Temos medo da temporada de acidentes. Temos medo da facilidade com que os acidentes se transformam em tragédias. Já passamos por muitas. ”

(Página 15)

Desde que Cara se entende por gente, e antes disso, sua família se torna vulnerável a todo tipo de acidentes durante o mês de outubro. Este ano a temporada de acidentes segue cobrando dividendos dos Morris, mas desta vez será diferente. O passado será remexido, cicatrizes (e não somente as físicas) serão relembradas, haverá o prenúncio de uma grande tragédia, mas também sobrará espaço para a amizade e o amor. Continuar lendo

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Isla e o Final Feliz (Stephanie Perkins)

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“Queria que Josh olhasse para mim do mesmo jeito que olha para os próprios desenhos, porque então ele veria que há algo a mais em mim além da timidez, assim como vejo que há muito mais nele além de preguiça. ” (Página 11)

Logo que fiquei sabendo que o terceiro livro da série Anna and Friends escrita pela Stephanie Perkins seria dedicado a Isla e Josh, confesso que não havia me animado tanto. Oi! Seria a conclusão de uma série e depois do charmoso St. Clair e a cinéfila Anna, e toda a extravagância de Lola e as peculiaridades de Crickett, não imaginava que um garoto que poderia ser considerado avoado e uma garota que só sabia ruborizar de vergonha, poderiam angariar torcedores para sua história de amor. Mas é justamente isso que Isla e Josh fazem. Bastou um encontro fortuito regado à analgésicos (e só para deixar claro, depois de uma cirurgia para arrancar os sisos) e chuva, para que estes dois nos tornassem espectadores cativos desse relacionamento.

Depois de termos nos despedido da SOAP (School of America in Paris) em Anna e o Beijo Francês, e nos aventurado pelas ruas do bairro do Castro em São Francisco em Lola e o Garoto da Casa ao Lado, Perkins nos convida a uma ponte aérea Nova York-Paris (sim, eis a SOAP novamente) para uma nova história de amor e uma despedida de nossos velhos conhecidos. Continuar lendo

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A Lista (Cecelia Ahern)

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 “Esmagada e espremida, esgotada e desmoralizada, vendo tudo ser arrancado dela, Kitty refletiu que isso era o que ela causara a Colin Maguire, enquanto os repórteres se chocavam contra ela. Ela continuou caminhando, um passo à frente do outro; era tudo o que conseguia fazer. Queixo empinado, não sorria, não chore, não caia, caminhe. ” (Página 37)

Kitty Logan tem 32 anos, é jornalista e não está vivendo uma boa fase em sua vida. Kitty foi responsável por uma matéria que acabou se tornando um escândalo, destruiu a vida de pessoas e agora está sendo processada. Para piorar, Constance sua amiga e mentora há mais de dez anos, está muito doente. Em uma de suas últimas conversas com a amiga, Kitty pergunta a Constance se houve uma história que ela sempre quis escrever e nunca o fez. Constance pede para Kitty pegar um arquivo intitulado “Nomes” e retornar ao hospital para que ela lhe conte sobre o que se trata. Mas, Kitty não tem tempo de saber mais sobre a história da amiga. Constance morreu, seu emprego na TV foi para o espaço e o emprego na revista fundada por Constance está por um fio, seu melhor amigo perdeu a paciência com ela e seu namorado a deixou.

Poderia ser considerada uma coitada, mas a verdade é que tirando a tragédia da perda da amiga, todas as outras perdas ocorreram em decorrência dos seus atos. Então, Ahern não nos vende sua protagonista como a coitada sofredora que precisa dar a volta por cima, e reside aí o maior acerto desta obra. Kitty é a mulher que fez escolhas erradas, agiu errado (e muito) e que agora precisa repensar seus atos e se reencontrar sem ter o alicerce que sempre esteve ao seu lado para o que desse e viesse, sua miga Constance. Mais real, impossível. Continuar lendo

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Se Eu Ficar + Para Onde Ela Foi (Gayle Forman)

Já fazem bem uns três anos a primeira vez que li Se Eu Ficar da Gayle Forman. Inclusive, já tem resenha dele aqui no blog [confira aqui]. Mas, quando fiquei sabendo que o filme finalmente seria lançado e que a Novo Conceito iria publicar uma nova edição no Brasil, sabia que teria que conferir. Então, esta resenha é um pouco diferente porque como já havia resenhado Se Eu Ficar, não fazia sentido escrever uma nova resenha, mas ao mesmo tempo não podia me privar de tecer comentários sobre a nova edição e a experiência de releitura. Assim, decidi fazer uma resenha dupla e falar de Se Eu Ficar e sua continuação Para Onde Ela Foi.

Já aviso que não irei me delongar em discorrer sobre a trama de Seu Eu Ficar, para mais detalhes confira a resenha antiga no link acima.

se eu ficar

Sinopse: Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

A nova edição da Novo Conceito foi publicada quase que simultaneamente ao lançamento do filme, e todo o trabalho de editoração e divulgação da obra pautou-se sobre este fato. Desde a capa, que confesso que apesar de não curtir capas de filmes, gostei muito, até a inclusão de transcrições de conversas entre Gayle e os atores que interpretaram os protagonistas, no final do livro. O trabalho gráfico interno ficou muito bonito, e tirando alguns errinhos de concordância, a tradução da Amanda Moura ficou muito boa e nada aquém da edição já publicada anteriormente. Continuar lendo

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