Arquivo da tag: autobiografia

Colecionando Textos #64

 

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Colecionando Textos #63

 

 

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Colecionando Textos #62

 

 

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Autobiografia (José Luís Peixoto)

Autobiografia, do escritor português José Luís Peixoto, foi enviado em julho de 2019 pela TAG Curadoria. Um livro ainda não publicado, um romance dentro de um romance – o que chamamos de metaliteratura, para comemorar o aniversário de cinco anos do clube de leitura. Quando os assinantes começaram a receber as suas caixinhas e a ler o livro, criou-se um burburinho em torno da obra, não necessariamente dos bons. Ainda hoje é considerada uma obra controversa, muitos até mesmo tendo abandonado a leitura. Então, foi sem expectativas que peguei Autobiografia para ler e até mesmo com um pouco de receio, já que a trama faz uma homenagem à José Saramago e por só ter lido um livro do mesmo, achei que talvez não captasse todas as nuances da narrativa e as conversas da obra de Peixoto com as de Saramago. Talvez realmente não tenha captado (e a revista da TAG ajudou muito nessa leitura), mas ei, o que posso dizer é que foi uma leitura envolvente e surpreendente e com uma grande carga filosófica.

A trama toda se passa em pouco mais de um ano, entre 1997 e 1998. José é um jovem escritor às voltas com a tarefa de escrever um segundo romance, de mostrar para si mesmo e para os outros não ser escritor de um livro só. Enleado em sua busca pessoal, recebe um pedido do editor, queria lhe encomendar uma biografia de Saramago. José acaba aceitando o trabalho e o projeto o coloca em constantes encontros com o outro José, o Saramago. Que parece nutrir um interesse especial pelo protagonista. A partir daí, em meio a tramas circulares, timelines não lineares e narrativas partilhadas, Peixoto mescla a realidade e ficção e dá vida a uma história imagética e rica em possibilidades. Continuar lendo

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Eu Sou Malala (Malala Yousafzai)

“Há um ano saí de casa para ir à escola e nunca mais voltei. Levei um tiro de um dos homens do Talibã e mergulhei no inconsciente do Paquistão. Algumas pessoas dizem que não porei mais os pés em meu país, mas acredito firmemente que retornarei. Ser arrancada de uma nação que se ama é algo que não se deseja a ninguém. ” (Página 11)

No dia 09 de outubro de 2012, no Vale do Swat, no Paquistão, Malala que nessa época já defendia abertamente o direito de meninas terem acesso à educação, sofreu um ataque perpetrado pelo Talibã. Depois daquele dia Malala não voltou mais para casa, não retornou mais ao Paquistão*. Agora, como cidadã do mundo, destinada a carregar na alma a saudade de seu país, Malala se tornou porta voz pelo direito à educação para todos e todas, no mundo inteiro. Principalmente das meninas que historicamente são sistematicamente silenciadas e diminuídas. Eu Sou Malala, publicado antes dela ser agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, traz as suas memórias, da infância no Vale do Swat, aos momentos de terror do atentado, até os momentos de fé e sua recuperação no Reino Unido. Continuar lendo

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Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola (Maya Angelou)

 

Eu sei por que o pássaro canta na gaiola é o primeiro de uma série de livros autobiográficos escritos por Maya Angelou. Angelou, nascida Marguerite Anne Johnson, foi uma escritora, poetisa, jornalista, cantora, dançarina, atriz, roteirista…. Foi a primeira mulher negra a escrever para uma produção de Hollywood, foi ativista dos direitos civis e teve participação ativa em muitos governos presidenciais dos Estados Unidos. Talvez, só talvez, você não saiba quem foi Maya Angelou, mas é bem provável que já tenha entrado em contato com alguns de seus versos mais conhecidos:

“Você pode me inscrever na história

Com as mentiras amargas que contar

Você pode me arrastar no pó,

Ainda assim, como pó, vou me levantar. ”

(trecho de Still I Rise, tradução de Francesca Angiolillo)

A edição publicada pela TAG – Experiências Literárias em parceria com a editora Astral Cultural, traz o prefácio escrito pela Oprah Winfrey em 2015, o livro foi publicado originalmente em 1969. As palavras da Oprah demonstram bem a representatividade que a obra teve para tantas garotas negras que cresceram sob o jugo do racismo e da falta de oportunidades. A história de Maya, traumática e cerceada pela segregação racial, infelizmente refletiu a história de muitas outras garotas, mas a resiliência e o inconformismo de Maya também serviram de incentivo para muitas delas se sentirem empoderadas para lutarem suas próprias batalhas. Continuar lendo

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Para Poder Viver (Yeonmi Park)

“Ao longo de minha jornada, vi os horrores que seres humanos podem infligir uns aos outros, mas também testemunhei atos de ternura e bondade e sacrifício nas piores circunstâncias imagináveis. Sei que é possível perder parte de sua humanidade para sobreviver. Mas também sei que a centelha de dignidade humana nunca se extingue por completo e que, se lhe forem dados o oxigênio da liberdade e o poder do amor, poderá voltar a crescer.

Esta é a história das escolhas que fiz para poder viver. ” (Página 18)

Para Poder Viver é o livro autobiográfico da norte-coreana Yeonmi Park. Nascida em uma família que caiu em desgraça perante o governo, de uma vida confortável (na medida do possível) acabou na miséria. O desespero provocado pela fome, pelas condições insalubres de moradia e pelo regime ditatorial norte-coreano, levou primeiro a sua irmã mais velha, e depois ela e sua mãe, a fazerem a arriscada travessia do Rio Yalu, que separa Hyesan (sua cidade natal) de Chaingbai, e se aventurarem na China. Uma jornada que começa perigosa e se torna desesperadora. É aqui que Yeonmi descobre o poder da resiliência e encontra dentro de si a força necessária para enfrentar as dificuldades. Da Coreia do Norte até a chegada e o asilo político na Coreia do Sul, houveram o desapontamento com os líderes de sua nação, o terror de ter tido o pai preso e enviado para um dos piores campos de trabalho forçado, a esperança do retorno dele para casa, o desalento da situação familiar cada vez mais crítica perante a sociedade, o anseio por algo que não se sabe bem o que é, o terror de ter a liberdade (tão próxima) retirada de suas mãos e um novo tipo de encarceramento, a fuga (quase suicida) pelo deserto e o reencontro com a esperança. Continuar lendo

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Persépolis (Marjane Satrapi)

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Depois de um tempo me dedicando às graphic novels mais fofinhas e coloridas, decidi que era chegada a hora de partir para uma com um tema mais sóbrio e Persépolis, que já estava há um bom tempo na estante, foi a escolhida, marcando assim a minha estreia em dois nichos dos quadrinhos: as graphic novels autobiográficas e os quadrinhos iranianos.

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Marjane Satrapi nasceu em Rasht, no Irã, em 1969. Aos dez anos se viu obrigada a usar o véu islâmico e a frequentar uma escola só para garotas. Ela vivenciou a derrubada do Xá em 1979 por meio de uma revolução popular que posteriormente acabou se transformando em um regime ditatorial. Com a violência perpetrada pelo regime cada vez mais frequente e a guerra contra o Iraque contribuindo para fazer ainda mais vítimas, Marjane ficou cada vez mais revoltada contra o sistema. E isso só foi possível porque a garota apesar de não ter a cultura do país renegada de sua educação, foi criada em um ambiente bastante aberto às discussões políticas e sociais e à cultura ocidental. Uma educação progressista que a tornou naturalmente questionadora e a colocou em rota de colisão contra o governo, motivo pelo qual os pais tiveram que a enviar para morar no exterior durante uma grande parte de sua adolescência. Depois de retornar ao Irã, onde concluiu seus estudos, Marjane mudou para a França onde atua como autora e ilustradora. Foi ali, na França, que ao ser questionada sobre sua história por seus amigos, surgiu Persépolis. Uma obra autobiográfica escrita em francês e publicada originalmente em quatro volumes, que foram traduzidos e reunidos em um volume único pelo selo Quadrinhos na Cia da editora Companhia das Letras (a obra também foi publicada no formato original de quatro volumes). Continuar lendo

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