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As Sete Irmãs – Lucinda Riley

As Sete Irmãs

Maia D’Apliése é a mais velha de seis irmãs, todas adotadas por Pa Salt – um milionário excêntrico, e criadas por Marina, a babá/mãe adotiva contratada por ele. As meninas foram batizadas em homenagem às Plêiades, um conjunto de sete estrelas que compõe a constelação de Touro. Pa Salt dizia que essa era sua constelação favorita, e que foi por isso que escolheu os nomes, ao mesmo tempo que deixava um mistério no ar. Apesar de ser composta por sete estrelas, apenas seis meninas foram encontradas por Pa Salt: Maia, Ally (Alcyone), Star (Asterope), CeCe (Celeano), Tiggy (Taygette) e Electra. Merope nunca foi encontrada, e esse mistério ainda não foi explicado.

“Cada uma de nós havia sido escolhida por Pa Salt quando éramos bebês, adotadas pelos quatro cantos do globo e trazidas para viver sob sua proteção. E cada uma de nós, como Pa gostava de dizer, era especial, diferente… suas meninas. Ele nos batizou com o nome das Sete Irmãs, sua constelação favorita.”

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O Fundador (Aydano Roriz)

“Difícil era manter em segredo a origem daqueles artigos. E da boca de um marinheiro para outro, de uma taverna para outra, de um porto a outro, a notícia foi se espalhando. Espalhando-se e atraindo para o Brasil contrabandistas portugueses e espanhóis, navios corsários e os chamados entrelopos – mercadores aventureiros franceses que não tinham escrúpulo em afrontar o monopólio português assegurado pelo Papa”.

O pequeno trecho acima nos situa sobre o período que a obra retrata. Logo após o descobrimento das terras brasileiras, Portugal tratou de dividi-las em capitanias e “ceder” às terras à colonos que deveriam mantê-las, exportar matéria prima para o reino e protegê-las dos invasores. Quase meio século depois, o Brasil ainda era considerado uma terra selvagem, que pouco rendia ao reino a não ser pelo Pau-brasil (que inclusive era alvo de contrabandistas) e que só tornou a despertar o interesse da Coroa porque a França e a Espanha também estavam de olho nestas terras. Foi para evitar a perda das terras brasileiras que Antônio de Ataíde, conde de castanheira, convenceu o rei D. João III a conceder o cargo de governador geral do Brasil à Tomé de Souza. Um governador geral que teve a tarefa de construir uma cidade e garantir de vez a posse daquelas terras longínquas à Portugal. Continuar lendo

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Cira e o Velho (Walter Tierno)

Cira e o Velho é o primeiro livro do autor brasileiro Walter Tierno. A história pensada inicialmente para ser uma HQ, depois de quase 200 páginas de ilustrações prontas foi transformada em prosa e tenho que dizer que é uma prosa muito gostosa de se ler, com uma narrativa ágil, bem delineada e que prende a atenção do leitor. Com ilustrações do próprio autor, a história se passa no Brasil do final do século XVII. Em um Brasil que ainda está sendo conquistado pelos povos de além-mar, conhecemos a história de dois irmãos o cobra Norato e Maria Caninana, um pacto com o Senhor das Mentiras e as mortes decorrentes disso.

O autor dá vida a um narrador e utiliza a viagem deste em busca das histórias de Cira para contar a nós leitores uma lenda bem brasileira, com índios, escravos, bandeirantes e muitas criaturas folclóricas.

Maria Caninana e Norato são filhos de uma índia com uma cobra, ainda recém-nascidos presenciaram a morte da mãe, morte que marcou profundamente Caninana e que a tornou cruel. Para se vingar daquele que matou sua mãe, Caninana engendra um plano que envolve a si e seu irmão, esse plano envolve um pacto que exige um pagamento e para cumprir esse pagamento Caninana “contrata” os serviços do sertanista Domingos Jorge Velho. O sertanista sai então em busca dos últimos descendentes vivos de Norato para matá-los, entre eles Cira, filha de Norato com a bruxa Guaracy. Mas, o sertanista não contava que aquele trabalho não sairia conforme o planejado e que isso lhe traria muitos problemas no futuro, porque apesar da mãe de Cira ter morrido, ela sobreviveu e agora quer vingança.

A protagonista da história de Tierno não é lá muito carismática, mas não se pode negar que a moça tem atitude.  Vestindo uma roupa vermelha feita da pele despojada de seu pai e trazendo no ombro uma caveira, Cira parte no encalço de Domingos, lutando contra bandos de lobisomens, mboitatás, princesa de histórias antigas e chegando até Quilombo do Palmares. A aventura de Cira e sua fiel companheira Nhá nos permite desbravar um Brasil de muitas histórias, bichos e gente. Poderia até ser um típico romance regionalista, mas há muitas mortes e muita sede de vingança para caracterizarmos Cira e o Velho apenas assim. A obra acima de tudo é uma lenda bem contada.

“A força das lendas, dizem, está em quem as espalha”.

Para mais informações sobre a obra e o autor visite o site pessoal de Walter Tierno aqui.

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