Arquivo da tag: Camila Fernandes (tradução)

Caraval (Stephanie Garber)

Caraval é um lugar mágico e é também um jogo. Mestre Lenda do Caraval, o responsável pela empreitada, antigamente levava seu mágico espetáculo por todo o Império e suas ilhas conquistadas. Mas, após misteriosos eventos que culminaram na morte de uma mulher que participava do jogo, Mestre Lenda restringiu os espetáculos à sua ilha particular e conseguir um convite para participar não é fácil.

As irmãs Scarlett e Donatella vivem na pequena ilha de Trisda, governada por seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde pequena Scarlett sonha conhecer o Mestre Lenda e começou a enviar cartas para ele aos dez anos de idade. Sete anos depois, a garota agora já de casamento marcado (arranjado pelo pai) envia uma última carta, de despedida. E é claro que dessa vez ela tem sua resposta e com direito a convites para que ela e Donatella participem do Caraval. Mas, ir ao Caraval pode colocar o casamento de Scarlett em risco, e, mesmo que ele tenha sido engendrado por seu pai, ela enxerga nele a chance de salvar a si e sua irmã faz garras sádicas do pai. Mas, Donatella é da opinião de que o risco é válido e de que elas podem escapar do pai por si mesmas e de quebra, conhecer o mágico e misterioso Caraval. Ao aportarem na ilha de Caraval, Donatella desaparece e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível. Mas, para isso ela terá de jogar o Caraval. Ela terá apenas cinco noites para encontrar sua irmã e vencer essa jornada. Continuar lendo

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172 Horas na Lua (Johan Harstad)

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“Seu recém-descoberto respeito por Armstrong e Aldrin apenas cresceu. Nenhuma palavra parecia capaz de captar a beleza e a lugubridade deste lugar. Mas eles haviam conseguido. Especialmente Aldrin. Ele saíra do módulo e comunicara à Terra as únicas palavras possíveis. Magnífica. Magnífica desolação. ” (Página 132)

172 horas na Lua, do norueguês Johan Harstad, foi publicado originalmente em 2012 e este ano a Novo Conceito decidiu publicar o livro no Brasil. Eu confesso que não sou muito fã de livros com uma vibe meio de terror, mas o fato de Harstad ter situado sua história na Lua, fazendo um resgate da era de ouro das viagens espaciais e as campanhas da Nasa, foi algo que me deixou curiosa e me fez pedir o livro para avaliação.

A trama de Harstad tem início em 2010 quando um grupo de alto escalão do governo norte-americano decide que quer realizar novas expedições à Lua, mais especificamente à estação lunar DARLAH2, nunca antes utilizada. Os interesses são escusos e envolvem uma misteriosa entidade avistada durante a última missão ao satélite terrestre. Mas, para mascarar os reais interesses e atrair a atenção da mídia, eles decidem “vender o projeto” como uma espécie de viagem a uma Disney high-tech, leia, enviar adolescentes à Lua junto com os astronautas! E eles decidem fazer disso um concurso internacional. Aliás, o site da inscrição citado no livro, realmente existe e acredito que deva ter sido funcional (aceitando as inscrições e tudo o mais) na época do lançamento do livro. E é assim, que em 2018, conhecemos a norueguesa Mia, a japonesa Midori e o francês Antoine, os três jovens escolhidos para viver essa aventura. Continuar lendo

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Fragmentados (Neal Shusterman)

Fragmentados

Fragmentados é daqueles livros que você começa a ler sem maiores pretensões: “ah, mais uma distopia, deve ser legal…”, mas, de repente se vê imerso em uma história repleta de reflexões políticas, sociais e éticas e tudo isso em uma história com um ritmo frenético, personagens interessantes e uma trama que te fisga desde o início.

Na Terra futura imaginada por Shusterman, houve uma Segunda Guerra Civil conhecida como “Guerra de Heartland”. Foi um conflito longo e sangrento entre os grupos “Pró-Vida” e “Pró-Escolha” – é, se você logo lembrou das discussões recentes sobre aborto e a ingerência da bancada religiosa na vida de toda a sociedade, você não está muito longe do cerne utilizado por Shusterman para criar a sua história. A diferença, é que no mundo imaginado por Shusterman, a “Lei da Vida” foi criada para satisfazer ambos os grupos e assim acabar com a guerra. E é aqui que Shusterman escancara o quão longe podemos ir em prol dos próprios interesses, ainda que as perspectivas não sejam nenhum um pouco razoáveis. Isso porque, a Lei da Vida declara que a vida humana é intocável desde o momento da concepção até que a criança complete 13 anos. Dos 13 aos 18 anos, os adolescentes podem ser “abortados” retroativamente, basta um dos pais ou o responsável por ela assim o determinar. A única condição é que a vida desses jovens “tecnicamente” (por pura e simples determinação da lei) não tenha fim. Assim, eles são encaminhados para campos de colheita, onde serão fragmentados e então, “viverão” aos pedaços nas vidas de outras pessoas. Nenhum pedaço é desperdiçado e a prática é extremamente comum e aceita pela sociedade. Continuar lendo

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