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Os Prós e os Contras de Nunca Esquecer (Val Emmich)

“As pessoas acham que eu não devia sentir falta das coisas porque tenho a lembrança delas guardada na caixa do meu cérebro, mas essas lembranças só me fazem sentir mais falta das coisas. É por isso que foi tão difícil agir normalmente hoje no restaurante, enquanto todo mundo bebia daquelas taças chiques: porque eu estava vendo a vovó Joan de verdade, sentada à mesa com a gente. Eu queria falar com ela sobre a minha música, mas não podia porque ela não estava ali . ” (Página 192)

Síndrome da memória autobiográfica altamente superior, lembrar-se com detalhes de tudo o que viveu, é assim com Joan a protagonista de Val Emmich em Os prós e os contras de nunca esquecer. Mas, a garotinha de 10 anos carrega consigo um grande medo, o de ser esquecida. Gavin, o outro protagonista dessa história, acabou de perder o grande amor de sua vida e as lembranças dele ainda machucam. Ambos começam essa história em lados opostos dos Estados Unidos, mas a trama não demora a convergir.  Gavin cantava na banda do pai de Joan, e Sidney, o marido de Gavin, era o melhor amigo desde sempre da mãe dela. E é claro que o casal se oferece para receber Gavin em casa e ajudá-lo nesse momento em que a perda ainda é tão recente. Joan, apesar de entender o sentimento de perda, está com outras preocupações em mente. Como compor uma música que a torne famosa (e inesquecível) e quem sabe evitar no processo que o pai tenha de fechar o estúdio de gravação, seu paraíso infinito particular. E é claro que Joan quer a ajuda de Gavin, mas tem de convencê-lo a ajudar. Continuar lendo

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Caixa de Pássaros (Josh Malerman)

Caixa de Pássaros

Quando soube sobre o livro do Josh Malerman, confesso que não me interessei muito em lê-lo. Isso porque Caixa de Pássaros transmite uma vibe muito forte de história de terror. E eu e histórias de terror simplesmente não combinamos. Principalmente se a história for repleta de mortes violentas (na maioria das vezes sem sentido algum) e sangue jorrando para todo o lado. E bem, a promessa de algo lá fora que provocava a morte das pessoas lembrava muito um romance de King para o meu gosto. Mas aí, comecei a ler alguns comentários sobre a obra e a curiosidade venceu o receio original. Comecei a perceber que mais do que uma história de terror, a obra de Malerman prometia um drama psicológico, um certo ar de distopia e muito mais suspense que terror. Pronto, bastou para que eu decidisse conferir o livro. E o melhor, foi que não me decepcionei, nem um pouco.

“Malorie sabe que quatro anos podem facilmente virar oito. Oito se tornarão doze em um instante. E então as crianças serão adultas. Adultos que nunca viram o céu. Nunca olharam por uma janela. O que doze anos vivendo como gado fariam com suas cabeças? Será que há um momento em que as nuvens do céu passam a existir apenas em suas mentes e o único lugar onde os filhos se sentirão à vontade será atrás do tecido negro das vendas?” (Página 9)

Há alguma coisa lá fora, mas Malorie está decidida a enfrentá-la hoje junto com seus filhos, Garoto e Menina, em busca de um lugar onde possam recomeçar a vida longe desse terror. A história começa com a fuga dela e das crianças desse lugar devastado. E depois retorna no tempo para quase cinco anos atrás, quando Malorie ainda estava grávida e o terror apenas começava. Indo e voltando no tempo, Malerman vai traçando os rumos dessa história dramática. Continuar lendo

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