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Cartas de Amor aos Mortos (Ava Dellaira)

Depois do que aconteceu com May, sua irmã mais velha. Laurel decidiu ir para uma nova escola cursar o Ensino Médio. Ela não queria ser alvo de olhares de pena e ter de responder a perguntas. Na nova escola, porém, ela é uma solitária. Com a morte de May, a família de Laurel desmoronou: a mãe foi embora; o pai está ausente mesmo estando por perto; e sobrou para Laurel passar a maior parte do tempo com a tia, que tenta compensar a perda de May com um controle mais rígido (ainda que falho) de Laurel. Talvez Laurel continuasse a levar uma vida escolar solitária, e uma vida familiar ausente de diálogos e se contentasse apenas em nutrir sentimentos platônicos pelo misterioso Sky, seu colega de escola. Mas, uma tarefa escolar foi a catalisadora de mudanças. A tarefa era simples. Escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel escreve. Na verdade, a partir de então ela lota seu caderno de cartas e mais cartas, mas não as entrega à professora.

Kurt Cobain, Judy Garland, Elizabeth Bishop, Janis Joplin, River Phoenix, Amelia Earhart, Amy Winehouse, Jim Morrison, John Keats, E.E. Cummings, Heath Ledger… Na companhia deles, Laurel tenta lidar com seu primeiro ano em uma escola nova e com sua família despedaçada. Por meio das cartas, ela começa a se abrir e se permitir a cultivar amizades na nova escola. Por meio das cartas ela rememora seus momentos com May e tenta entender o que aconteceu na noite que a irmã morreu. O que Laurel fez na noite em que May se matou? O que acontecia nas noites de sexta-feira? São respostas com as quais Laurel precisa se reconciliar. Continuar lendo

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Cartas a um jovem cientista (Edward O. Wilson)

cartas a um jovem cientista

“Todo mundo sonha acordado, como um cientista, de alguma forma. Fantasias elaboradas com disciplina são a grande fonte de todo o pensamento criativo. Newton sonhava, Darwin sonhava, você sonha. As imagens evocadas são a princípio vagas. Elas podem variar de formato e surgir ou desaparecer. Elas se tornam um pouco mais sólidas quando desenhadas em diagramas em blocos ou folhas de papel, e ganham vida à medida que se buscam e se encontram exemplos reais. ” (Página 31)

Provavelmente não há um biólogo do campo da zoologia, ecologia, e/ou evolução que não tenha ouvido algo sobre Edward O. Wilson. Em algum momento da graduação, você conheceu ou conhecerá um pouco mais sobre esse cientista, que escolheu estudar as formigas e que fez importantes contribuições nas áreas da sociobiologia, da biogeografia de ilhas e do comportamento das formigas. Mas, acima de tudo, pelo seu comprometimento em proteger a biodiversidade da Terra e em compartilhar o conhecimento científico por meio de diversos livros publicados, muitos deles, voltado ao público geral como o A Criação: como salvar a vida na Terra ou Diversidade da Vida.

Em Cartas a um Jovem Cientista, seu público é um pouco mais focal, mas ainda assim é abrangente no sentido de não se direcionar apenas aos aspirantes as carreiras científicas nas áreas biológicas, mas também em outras áreas da ciência como a química e a física. Escrito no formato de epístolas, Wilson compartilha vinte cartas sobre o amor pela ciência e o prazer pela descoberta. E Wilson tem muitas histórias para compartilhar. Histórias de quando era garoto e colecionava insetos, de quando passou um tempo interessado pelas serpentes na época que fora escoteiro, e de como acabou escolhendo as formigas para serem suas companheiras pelo resto de sua vida científica. Seus primeiros passos na academia, suas expedições em busca de seus graais, seu envolvimento com os projetos de seus orientados e sua dedicação para fornecer a eles todo o suporte necessário para o bom encaminhamento de suas pesquisas. Continuar lendo

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