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Um Autor de Quinta #49

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta  da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

 

Shan Sa

Shan Sa nasceu em 26 de outubro de 1972 em Pequim (China) e é uma autora francesa (pois apesar da nacionalidade, mora na França há muito tempo e seus livros foram publicados lá em língua francesa), caligrafista e pintora, já tendo feito exibições em Paris, Nova York e Shanghai.

Shan Sa nasceu Yan Ni, o pseudônimo Shan Sa foi retirado de um poema da Dinastia Tang do poeta Bai Juyi. Com 7 anos ela começou a escrever poemas e a estudar caligrafia chinesa e pintura chinesa tradicional. Aos 10 anos ela publicou sua primeira coletânea de poesias e ganhou seu primeiro prêmio em um concurso nacional de poesias com 12 anos. Com 14 anos, ela tornou-se o membro mais jovem da Associação de Escritores de Pequim (Beijing Writer’s Association). Continuar lendo

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A Jogadora de Go (Shan Sa)

O local escolhido por Shan Sa para contar sua história é a Manchúria, que está localizada na parte externa da Grande Muralha da China e estava na zona de influência japonesa na época da história (entre as décadas de 20 e 30). Na Praça dos Mil Ventos, um local de encontro dos apreciadores do jogo de Go. Dois jovens estão destinados a terem seus destinos cruzados, ela uma jovem manchu de 16 anos e única mulher admitida no círculo dos apreciadores do jogo e ele, um jovem soldado japonês que faz parte das forças de ocupação japonesa no território chinês.

A autora optou por uma narrativa em primeira pessoa, seus personagens narradores são a Jogadora de Go e o Soldado Japonês. Eles não são nomeados, mas ao contrário do afastamento que podemos pensar que isso causaria. A falta de nomes nos torna mais próximos, como se fossemos nós os protagonistas. Shan Sa penetra e disseca o mundo psicológico de seus personagens e nos leva junto em sua viagem. Com capítulos alternados e curtos vai nos apresentando retratos da vida da jogadora e do soldado. Quadro a quadro ela delineia o cotidiano brutal da ocupação do país da jovem manchu, as missões diárias do soldado japonês e as escolhas que permearam suas vidas e os trouxeram até o presente. Utilizando o Go como metáfora e estopim para os eventos narrados, ela nos familiariza por um lado com o pensamento político da jogadora, sua busca pela liberdade e o desabrochar para o amor e por outro com a obediência servil, a crença na pátria e os infortúnios que marcaram a vida do soldado. Duas visões distintas sobre a mesma situação: o japonês que vê sua nação como superior à China e a chinesa que vê os japoneses como usurpadores de sua liberdade e de seu país. Duas visões destinadas a se encarar… Continuar lendo

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