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Um Autor de Quinta #102

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile .

Quase deixamos a coluna ser soterrada em camadas de poeira novamente…

Quero falar para vocês hoje sobre uma autora que conheci por suas obras sobrenaturais (e minha experiência não foi das melhores), mas que só ganhou minha admiração quando se aventurou pelo universo de Star Wars. Aliás, é dela um dos melhores livros do novo cânone da saga. É sério, se você é fã da saga e se aventura pelos livros também, não deixe de conferir Estrelas Perdidas da Claudia Gray.

Claudia Gray

 

Foto: Melissa Vincent – Del Rey/Random House

Claudia Gray é o pseudônimo utilizado pela autora americana Amy Vincent. Amy Vincent trabalhou como advogada e em 2003 ajudou no desmantelamento de um cartel internacional de contrabando de diamantes, o que levou muita gente a acreditar que o uso do pseudônimo poderia ser para se proteger dos integrantes remanescentes do cartel (o que a própria autora já desmentiu). Na verdade, o uso do pseudônimo não é para esconder seu passado dramático ou sombrio, para fornecer uma áurea de mistério, ou porque ela não ache seu nome real vendável, mas porque ela pensou que seria divertido escolher seu próprio nome, que foi baseado em uma de suas minisséries favoritas I, Claudius.

Desde criança ela sonhava em se tornar uma estabelecida autora de romances, mas a carreira como escritora só começaria efetivamente em 2008, quando ela publicou o primeiro volume da série Evernight pela HarperCollins. Atualmente Claudia mora em Nova Orleans e se dedica integralmente à escrita. Continuar lendo

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Princesa das Águas (Paula Pimenta)

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Princesa das Águas é o terceiro volume da série de releituras de contos de fadas/princesas que a Paula Pimenta está publicando pela Galera Record. E, juntamente com a história da DJ Cinderela, a história da nadadora Arielle Botrel está entre as minhas favoritas. Ouso dizer que até mesmo superou a da primeira trama publicada. Os personagens são carismáticos, o alívio cômico ao drama é garantido e, a vilã fez uma boa participação, daquelas de provocar raiva. Todos elementos mais do que bem-vindos em um “conto de fadas”. Afinal, um final feliz sem muitos percalços e sem um desenvolvimento crível do romance dos protagonistas não convence, e, felizmente em Princesa das Águas a Paula Pimenta soube trabalhar isso muito bem, produzindo uma narrativa leve, fluída e envolvente.

Arielle Botrel tem 16 anos e é uma das promessas da natação nas Olimpíadas: da qual ela participará pela primeira vez. Filha de um campeão mundial de natação e de uma famosa cantora que morreu de complicações em seu parto, ela também tem cinco irmãs mais velhas que compõem a girl band “Mermaid Sisters”. Uma empreitada da qual ela adoraria fazer parte, se ela não se culpasse pela morte da mãe.

“Claro que ela perguntou se eu também gostaria de cantar, mas mesmo com 7 anos eu já sabia que não poderia fazer aquilo sem que meu pai ficasse sabendo… E eu realmente não queria magoá-lo, fazendo com que ele lembrasse da minha mãe. Então apenas balancei a cabeça e disse que preferia nadar. Foi aí que meu destino foi selado. Troquei os palcos pelas piscinas, os holofotes pelas raias, as melodias pelos treinos e os perfumes pelo constante cheiro de cloro.

E o mais incrível é que por bastante tempo eu fui feliz assim… ” (Página 13)

Como nadadora e como filha caçula, a vida de Arielle é bastante regrada e superprotegida, mas a garota vive tentando dar suas escapadas (que nem sempre dão certo) e em uma dela acaba se deparando com Erico, o atleta queridinho da Suíça e que irá balançar o coração dessa nadadora.

Quando soube que a história se passaria durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, fiquei curiosa para saber como a Paula iria colocar o amor no ar, pois em meio a tantas competições ia ficar meio difícil trabalhar todos os elementos da história que serviu de inspiração. Mas, ela foi criativa em sua solução: uma prévia das Olimpíadas com direito a muitos reality shows dos quais não vou falar muito para não estragar a surpresa. Só vou dizer que isso permitiu que Arielle pudesse tentar conquistar seu príncipe sem poder utilizar sua voz, que as maquinações da vilã fizeram jus à sua contraparte da animação (mesmo sem os poderes) e que inúmeras pistas sobre novas princesas foram deixadas no ar. Continuar lendo

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Uma História de Amor e TOC (Corey Ann Haydu)

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“Podemos ser loucos, mas existe uma lógica por trás até mesmo das coisas mais loucas que fazemos. ” (Página 237)

Já tem um bom tempo que Bea não sabe o que é ser uma garota normal. Semanalmente ela tem consultas com a Dra. Pat, que tenta ajudá-la com suas obsessões e compulsões. Mas, fica difícil quando o alvo mais recente de sua obsessão frequenta o mesmo consultório e terapeuta que ela. Bea foi diagnosticada com Transtorno Obsessivo Compulsivo, mas a obsessão dela não é tão “banal” (se é que podemos chamar qualquer obsessão de banal) quanto lavar as mãos inúmeras vezes, colecionar objetos estranhos, comer sempre nos mesmos lugares, ou fazer atividades em uma determinada ordem. Sua obsessão é um pouco mais comprometedora e na maioria das vezes (e com razão) é mal interpretada. Bea é uma stalker de caras. Daquelas que quando fica obcecada por alguém, começa a segui-lo (para certificar-se de que ele esteja bem), anotar os mínimos detalhes da vida do alvo em seu caderno, e, como no caso do alvo mais recente, até mesmo entreouvir partes de suas sessões de terapia.

Para ajudá-la com o TOC, a Dra. Pat decide fazê-la participar de sessões de terapia em grupo. Ali, ela reencontra/conhece Beck, o garoto que ela ajudara durante um blecaute em uma festa escolar, um cara sarado e com obsessão compulsiva por lavar as mãos e frequentar academias. Bea tem quase certeza de que apenas outra pessoa tão ferrada quanto ela, seria capaz de entendê-la e permanecer ao seu lado mesmo com todos os seus defeitos. Será Beck essa pessoa? Será que ele conseguirá superar suas obsessões e ceder um pouco mais de tempo para Bea? Será que ela conseguirá parar de stalkear sua atual obsessão e redirecionar (de forma menos acentuada de preferência) sua atenção? Continuar lendo

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O Livro das Princesas (Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate e Patrícia Barboza)

o livro das princesas

Quando soube do projeto da Galera Record de reunir algumas autoras para recontar contos de fadas, fiquei interessada. Principalmente, porque a Paula Pimenta era uma das autoras escolhidas e não é segredo para ninguém que gosto muito dos trabalhos dela. O livro foi lançado, o tempo passou e demorei para adquiri-lo e quando o fiz, demorei para lê-lo. Não foi à toa que acabei lendo primeiro o livro “Princesa Adormecida” da Paula, parte de um outro projeto que teve sua origem aqui. E, mesmo tendo me decepcionado um pouco com a história de Áurea, ainda assim estava curiosa para conferir a história da tal DJ Cinderela que foi elogiada por muitos.

Mas, discorrendo mais sobre o Livro das Princesas, ele traz quatro histórias tendo como protagonistas personagens inspiradas nos contos de A Bela e a Fera, Cinderela, A Bela Adormecida e Rapunzel. E com um prefácio de uma das princesas fictícias mais conhecidas da atualidade: Mia Thermopholis. Continuar lendo

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Princesa Adormecida (Paula Pimenta)

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Princesa Adormecida é o primeiro livro de uma série de releituras de contos de fadas que serão publicadas pela Paula Pimenta pela Galera Record. A ideia surgiu após o sucesso do seu conto “Princesa Pop”, uma releitura da história da Cinderela publicada na antologia O Livro das Princesas (e que eu ainda não li!). Parece ser consenso que a história favorita do livro é a criada pela Paula, e isso em um livro que também conta com contos da Meg Cabot, Lauren Kate e Patricia Barboza. Todas as resenhas que li sobre o livro elogiam muito a história da heroína DJ, e conhecendo o trabalho da Paula de seus outros livros é claro que iniciei a leitura com expectativas altas. Então, foi um pouco frustrante não encontrar a narrativa tão característica da Paula que me conquistou lá em Fazendo Meu Filme. Não que a história seja ruim, Áurea/Anna é uma boa protagonista e a narrativa da Paula ainda guarda os elementos tão presentes em seus outros textos: música, o amor pelos animais; além disso, o papel primordial do celular na história acrescentou um charme a mais. Mas sinto que faltou um quê a mais, sobretudo faltou um maior investimento na trama e no desenvolvimento dos personagens. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #89

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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David Levithan

David nasceu no dia 07 de setembro de 1972 em Short Hills, Nova Jersey, EUA. Ele graduou-se em 1994 em Inglês e Ciência Política pela Brown University. Aos 19 anos Levithan começou um estágio na Scholastic Corporation onde começou a trabalhar na série The Baby-sitters Club. Ele também publicou adaptações literárias das produções cinematográficas como A Múmia (The Mummy), 10 Coisas que eu Odeio em Você (10 Things I Hate About You) e Nota Máxima (The Perfect Score). Continuar lendo

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Todo Dia (David Levithan)

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“O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender.

Todo dia sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa.

Sempre foi assim.”

Todo dia A acorda em um corpo diferente, uma vida diferente que exige que ele se adapte rapidamente. Sempre foi assim, ele não sabe como isso funciona e após inúmeras teorias frustradas, parou de tentar entender. Suas únicas certezas? Todas as pessoas que A habita tem sua idade e nunca é a mesma pessoa duas vezes. O passado e o futuro também não lhe pertencem, somente o presente pode ser vivido e apenas através do corpo de outrem. Durante 24h uma nova vida se descortina e A se atem às suas regras para conseguir levar adiante essa existência singular: nunca se apegar e jamais interferir. Dezesseis anos sendo assim foram um bom treino, A geralmente não erra mais, não coloca mais a vida dos hospedeiros em risco e nem interfere em suas vidas…

Só que no dia 5.994 A acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada Rhiannon e pela primeira vez em muito tempo sente vontade de descobrir mais sobre uma pessoa do círculo de relacionamentos de um hospedeiro. Após ter aprendido a duras penas não se importar em criar relações duradouras, A esquece isso por causa dessa garota. Ao analisar e perceber que o relacionamento de Justin e Rhiannon está muito errado e que o garoto não é capaz de fazê-la feliz, A percebe que se importa com isso mais do que deveria e mesmo sabendo ser errado A dá a Rhiannon um dia como Justin nunca daria a ela. E pela primeira vez, A não queria ter de ir embora, pela primeira vez ele não queria esquecer… Continuar lendo

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Resultado – Promoção “Diários de Stefan – Origens”

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Bom dia pessoal!

E hoje tem resultado da promoção valendo 1 exemplar do livro Diários de Stefan – Origens (LJ Smith).

O Sorteio foi realizado pelo Rafflecopter e tivemos 270 inscrições:

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E a ganhadora do livro é a Carolina Cristina!

Parabéns Carolina!!!

Um e-mail foi enviado e você tem até 48h para responder com os seus dados para que possamos enviar seu prêmio.

Obrigada à todos que participaram.

E só lembrando que este mês ainda temos a primeira edição do Top Comentarista valendo um exemplar do livro Bruxos & Bruxas (James Patterson). Não deixem de participar!

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Um Autor de Quinta #86

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

john green

John Green

John Michael Green nasceu no dia 24 de agosto de 1977 em Indianápolis, Indiana. Ele passou boa parte da infância em Orlando, Flórida e também morou em Birmingham (Alabama), Nova Iorque e Chicago. Atualmente, ele mora com a esposa, Sarah, e seus filhos, Henry e Alice, em Indianápolis.

Green é bacharel em Inglês (com ênfase nas obras de Mark Twain) e Estudos Religiosos (principalmente islamismo) pelo Kenyon College. Depois de concluída a faculdade, Green passou cinco meses trabalhando como aprendiz de capelão em um hospital infantil. Ele tinha a intenção de se tornar um ministro episcopal, chegou até mesmo a se matricular na Divinity School da Universidade de Chicago, mas não chegou a assistir às aulas. Suas experiências em trabalhar em um hospital infantil com crianças enfrentando doenças fatais, mais tarde serviriam de inspiração para a história de A Culpa é das Estrelas.

Durante a época em que morou em Chicago, Green trabalhou como resenhista literário para a revista Booklist. Foi durante esse período que ele escreveu seu primeiro romance, Looking for Alaska (Quem é você, Alasca?). O livro foi publicado pela Dutton Children’s Book em 2005 e Green ganhou o Prêmio Michael L. Printz da American Library Association pelo “melhor livro do ano para adolescentes”. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #84

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

 Suzanne Collins

Suzanne Collins

Suzanne Collins nasceu em 10 de agosto de 1962, em Hartford, Connecticut, EUA. Filha de um oficial da força aérea americana, Suzanne mudava-se com a família constantemente, vivendo em lugares como o Alabama, Nova York e Bruxelas. Em 1985, ela graduou-se pela Universidade de Indiana com “double major” em Drama e Telecomunicações, e depois adquiriu o grau de mestre em escrita dramática pela Universidade de Nova York. Em 1991, Suzanne começou a trabalhar escrevendo roteiros de televisão para programas infantis. Ela já trabalhou em muitos programas para o canal Nickelodeon, incluindo o programa The Mystery Files of Shelby Woo e os indicados ao Emmy Clarissa Explains it All e Little Bear. Foi durante um de seus trabalhos na televisão, que conheceu o autor de livros infantis James Proimos, que lhe incentivou a fazer uma tentativa no mundo dos livros. Continuar lendo

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