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Um Autor de Quinta #105

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile.

 

 

Liane Moriarty

Não é segredo para ninguém que eu gosto muito das histórias da Liane Moriarty. Ela publicou livros direcionados tanto para o público adulto quando para o infantil. No Brasil apenas os direcionados para o público adulto foram publicados, já tive a oportunidade de ler três (dos quatro publicados no Brasil) deles e sempre terminei a leitura surpreendida. Com a forma como Liane consegue transformar fatos do cotidiano e histórias de pessoas comuns em tramas surpreendentes, com o espaço que ela concede às vozes femininas primando sempre pela diversidade, e como essa mistura toda no final acaba rendendo tramas repletas de dramas, romance e até mesmo um pouco de romance investigativo e suspense. Liane faz parte do grupo de autoras que me fazem ficar de olho em seus próximos lançamentos. Continuar lendo

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O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares (Ransom Riggs)

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Quando o primeiro volume da série do Ransom Riggs foi lançado, confesso que não havia me animado em conferir a história de suas crianças peculiares. Mas aí o livro ganhou uma adaptação cinematográfica (estreia agora em setembro) com direção do Tim Burton e foi o que bastou para colocar a história de Riggs em evidência novamente. Com o trailer de divulgação e a promessa da publicação dos demais volumes da série rapidamente (e a Intrínseca cumpriu!) finalmente decidi conferir essa história. Para ser bem sincera, o fato é que haverá um filme que quero muito assistir e há uma obra literária por trás, meu TOC literário simplesmente não me deixaria queimar uma etapa e partir direto para a telona.

Jacob Portman cresceu ouvindo as histórias extraordinárias do avô. A principal versava sobre como ele fugira de monstros na Polônia e fora acolhido em um orfanato mágico, protegido por uma ave, em uma ilha no País de Gales. Essa história vinha acompanhada de estranhas fotografias de seus moradores. Quando era pequeno Jacob se deleitava nessas histórias, ao crescer começou a achar que nada havia de fantasioso nelas e que as narrativas serviam apenas para mascarar os horrores da Segunda Guerra que marcaram a vida do avô. Até o dia que o avô fora atacado e antes de morrer lhe fez prometer que encontraria a Ilha, o orfanato e a ave. A única forma de Jacob ficar seguro. Na ilha Jacob tem seus primeiros contatos com as crianças peculiares. Jovens com características (melhor dizendo poderes) que as tornam únicas e no mundo real incompreendidas e caçadas. Eis um claro discurso sobre aceitar as diferenças e a crítica velada ao preconceito e às atitudes extremas que ele pode levar. Alguns podem achar piegas, lugar comum, mas o discurso encaixa-se perfeitamente à trama, e que bom que Riggs não se privou de fazê-lo. Continuar lendo

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O Dragão de Gelo (George R. R. Martin)

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“Adara gostava do inverno mais do que tudo, pois quando o mundo esfriava, o dragão de gelo aparecia.

Ela nunca teve muita certeza se era o frio que trazia o dragão de gelo ou o dragão de gelo que trazia o frio.” (Página 13)

O Dragão de Gelo (The Ice Dragon) é um conto infantil publicado originalmente em 1980 na antologia Dragons of Light editada por Orson Scott Card. Desde então, foi republicada duas outras vezes: em 2007 com ilustrações de Yvonne Gilbert, e em 2014 com ilustrações do artista espanhol Luis Royo. E foi esta última edição que a Leya trouxe para o Brasil.

A trama de Martin gira em torno de Adara, uma garotinha que nasceu durante o frio rigoroso e seu melhor amigo, o temido dragão de gelo. Poderíamos dizer que Adara nasceu naquele inverno famoso nas histórias da Velha Ama de Guerra dos Tronos. Este pequeno conto se passaria então, muito tempo antes dos eventos da série mais famosa de Martin, contudo são só suposições, já que não há confirmação por parte do autor de que a história se passaria no mesmo mundo de GOT. E, tirando os dragões e algumas referências a um rei em uma terra mais ao sul e rebeldes no longínquo norte, não há nada mais que relacione as duas obras. Não vá então com muita sede ao pote, atrás de dicas, ou quaisquer vislumbres da trama adulta. Dragão de Gelo é apenas um conto infantil e como tal, está repleto de metáforas e lições de moral. Nem por isso é menos interessante. Continuar lendo

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A Dança dos Dragões (George R. R. Martin)

*Atenção, este livro é o quinto da série As Crônicas de Gelo e Fogo e esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. Quer saber o que nós achamos dos livros anteriores? No final da resenha disponibilizo os links.

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Com a leitura de A Dança dos Dragões, tomamos conhecimento dos acontecimentos ocorridos em paralelo aos narrados em O Festim dos Corvos e temos vislumbres do que aconteceu depois e do que provavelmente virá a partir daí. Se O Festim dos Corvos focou-se em Porto Real, nas disputas por poder dos Greyjoy, nas batalhas empreendidas pelos Lannister e em alguns jovens lobos sedentos por vingança. Agora temos mais detalhes dos acontecimentos na Muralha e além dela, das previsões do Senhor da Luz, dos planos de Stannis, do paradeiro de Tyrion e de como ele pode ter influenciado uma decisão que poderá provocar ainda mais derramamento de sangue em Westeros e da indecisão de Daenerys e das armações sendo tramadas nas Terras Livres. Continuar lendo

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O Festim dos Corvos (George R. R. Martin)

*Atenção, este livro é o quarto da série As Crônicas de Gelo e Fogo e esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. Quer saber o que nós achamos dos livros anteriores? No final da resenha disponibilizo os links.

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“Os sonhos de lobo eram bons. Neles, ela era rápida e forte, perseguindo as presas com a alcateia atrás de si. Era o outro sonho que odiava, aquele em que tinha duas pernas em vez de quatro patas. Neste, andava sempre à procura da mãe, aos tropeções, por uma terra devastada repleta de lama, sangue e fogo.” página 434.

 

A conclusão do terceiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo (A Tormenta de Espadas) até agora é o que possui um dos melhores finais. Soube dosar bem toda a carnificina característica das obras de Martin com o lado sobrenatural que começou a dar mostras de como pode tornar essa história ainda mais dramática. Foi daquelas conclusões de te deixar no afã doentio pela continuação. Ao escolher ceifar boa parte de seus personagens, Martin também encerra um ciclo e suscita dúvidas sobre os rumos que a história irá tomar. É de se esperar portanto que o leitor parta para a leitura do quarto livro da série com a expectativas lá em cima, o que infelizmente pode desapontar os mais afoitos.

Felizmente como já havia sido avisada de que este talvez fosse me desapontar um pouquinho, iniciei a leitura de O Festim dos Corvos com expectativas baixas e ciente de que o tamanho colossal do livro pudesse contribuir para que ela fosse ainda mais demorada. Ainda assim me surpreendi. Sabe o final eletrizante do livro antecessor? Suas consequências mais imediatas ficaram relegadas ao segundo plano. Só está presente por meio de dicas esparsas ao longo da leitura e nos permite um vislumbre apenas nos capítulos derradeiros. Isso porque Martin, prolixo que é, acabou prolongando-se demais na narrativa, o que o obrigou dividir um único livro em dois. Isso mesmo, O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões (livros quatro e cinco respectivamente) podem ser entendidos como uma obra única. Como Martin mesmo frisa na nota ao final do livro, ao se deparar com a enormidade do livro que tinha em mãos ele tinha duas alternativas: contar metade da história para todos os personagens, ou contar a história toda para metade deles e depois retomar a história para a outra metade; ele escolheu a segunda. Foi assim que O Festim dos Corvos acabou focando-se nos conluios, tramas e armações de Porto Real, na disputa pela Cadeira de Pedra do Mar dos Greyjoy, nas batalhas empreendidas pelos Lannister para manter seu poder e em alguns jovens lobos dispersos pelo reino e sedentos de vingança. Todos os outros acontecimentos: Muralha, Terras Livres, dragões, selvagens, corvos de três olhos, Senhor da Luz e etecetera ficam em suspenso, sendo retomados em A Dança dos Dragões. Continuar lendo

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A Storm of Swords – George R. R. Martin

Atenção! Esta resenha é sobre o terceiro livro da série “A Song of Ice and Fire”, e pode conter spoilers do enredo dos livros anteriores. A Núbia já resenhou este livro, aqui. Nós já resenhamos o primeiro livro da série aqui (eu) e aqui (Núbia), e o segundo aqui (eu) e aqui (Núbia).

Depois de enrolar um ano e meio, finalmente “peguei para ler” o terceiro livro da série mais comentada nas redes sociais. (As aspas serão explicadas em outro post). O livro começa com uma nota do autor comentando a cronologia da série. Com a adição de novos pontos de vista, a história vai ficando mais complexa com o passar dos capítulos, e isso faz com que no começo do terceiro livro, o autor tenha que contar um pouco do que aconteceu no mesmo tempo que a batalha descrita no final do segundo livro. Este é o segundo maior livro da série, sendo o quinto o maior, e a maior parte dos meus conhecidos que leram afirmam categoricamente que este é o melhor de todos. Continuar lendo

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A Clash of Kings – George R. R. Martin

Atenção! Esta resenha é sobre o segundo livro da série “A Song of Ice and Fire”, e pode conter spoilers do enredo do livro anteriore. A Núbia já resenhou este livro, aqui. Nós já resenhamos o primeiro livro da série aqui (eu) e aqui (Núbia).

Um cometa vermelho passa por cima do céu e pode ser visto por todos os cantos do reino. Ele marca a realização, no primeiro livro, de uma profecia antiga. E a guerra entre os reis continua. Um reino, três dragões e cinco reis são parte da mistura deste livro, junto de traições, egos, ambições, tratados e guerra.

Aqueles que estão lutando pelo trono fazem parcerias, promessas e reféns. Entre uma batalha e outra, vemos um Stark fugindo pelo mundo, e outro ainda tendo sonhos que se provam ser a verdade. Do outro lado do mar, uma pretendente ao trono luta para não morrer de fome com seus poucos súditos e poder tomar parte da grande disputa pelo poder. Além da muralha que separa o mundo em dois, os guerreiros encarregados de protege-lo tomam decisões drásticas na tentativa de conhecer melhor o perigo que estão para enfrentar. Continuar lendo

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A Tormenta de Espadas (George R. R. Martin)

*Atenção, este livro é o terceiro da série As Crônicas de Gelo e Fogo e esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. Quer saber o que nós achamos dos livros anteriores? No final da resenha disponibilizo os links.

 

Depois da leitura um tanto quanto decepcionante do segundo volume, Martin acerta novamente os ponteiros e nos brinda com a narrativa ágil com a qual nos conquistou no primeiro livro. E o melhor é que A Tormenta de Espadas traz tantas reviravoltas na trama, que não sobrou espaço para o autor se delongar em reminiscências sem propósitos, apesar das mais de 800 páginas!

Usando a licença que um livro estruturado em crônicas permite, Martin retoma alguns acontecimentos que estavam ocorrendo na mesma época dos acontecimentos derradeiros de A Fúria dos Reis (como a Batalha da Água Negra e a invasão de Winterfell) e que não puderam ter um destaque maior. Assim, ele fornece uma visão panorâmica ao leitor que descobre exatamente a situação vivida em cada recanto de Westeros e também nas Terras Livres. E enquanto esperamos o inverno que está para chegar – mas que ainda não resolveu mostrar as caras – acompanhamos todas as efervescências provocadas pela disputa do poder (que mais do que nunca faz suas vítimas) e pelos temíveis selvagens que resolvem que as terras além da Muralha não são boas o suficiente para eles (e não poderiam estar mais certos) e que colocam em xeque o trabalho de defesa da Patrulha da Noite… Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #45

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Bienal do Livro São Paulo 2012

Amanhã começa a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Eu e a Núbia estaremos lá nos dias 17 e 18 – vamos finalmente nos conhecer, depois de dois anos blogando juntas. Quem esbarrar com a gente, ganha um lindo marcador do blog. Porque estamos felizes a este ponto =D

Diferentemente da Bienal do Rio do ano passado, este ano a Bienal contará com poucos autores internacionais, infelizmente. Mas as editoras planejaram diversas atividades para compensar esta falta. Vamos colocar abaixo todas as programações das editoras, para todo mundo conseguir organizar o que quer fazer, além de outras informações importantes.

Datas e horários de funcionamento

09 a 19 de agosto:

  • 09 a 18, das 10h às 22h
  • 19, das 10 às 20h (entrada até às 18h)

Observação: dia 09 é apenas para profissionais do livro e eles pedirão credenciais.

Localização

A Bienal vai acontecer no Pavilhão de Exposições do Anhembi, localizado à Avenida Olavo Fontoura, 1209 em São Paulo.

O local conta com estacionamento, mas os organizadores planejaram ônibus circulares saindo de DUAS estações de metro:

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