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Bienal do Livro São Paulo 2012

Amanhã começa a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Eu e a Núbia estaremos lá nos dias 17 e 18 – vamos finalmente nos conhecer, depois de dois anos blogando juntas. Quem esbarrar com a gente, ganha um lindo marcador do blog. Porque estamos felizes a este ponto =D

Diferentemente da Bienal do Rio do ano passado, este ano a Bienal contará com poucos autores internacionais, infelizmente. Mas as editoras planejaram diversas atividades para compensar esta falta. Vamos colocar abaixo todas as programações das editoras, para todo mundo conseguir organizar o que quer fazer, além de outras informações importantes.

Datas e horários de funcionamento

09 a 19 de agosto:

  • 09 a 18, das 10h às 22h
  • 19, das 10 às 20h (entrada até às 18h)

Observação: dia 09 é apenas para profissionais do livro e eles pedirão credenciais.

Localização

A Bienal vai acontecer no Pavilhão de Exposições do Anhembi, localizado à Avenida Olavo Fontoura, 1209 em São Paulo.

O local conta com estacionamento, mas os organizadores planejaram ônibus circulares saindo de DUAS estações de metro:

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A Fúria dos Reis (George R. R. Martin)

*Atenção, esta resenha pode conter spoiler do enredo do livro anterior da série. Já leu as resenhas do primeiro livro? Você poder ler a minha opinião sobre Guerra dos Tronos aqui e a opinião da Mari aqui.

Estamos de volta a Westeros, o verão finalmente terminou e a fidelidade dos Sete Reinos ao rei do Trono de Ferro também. Com a morte do Rei Robert, seu filho Jofrey assume o trono com Cersei sendo a rainha regente. Mas, com as dúvidas acerca da paternidade do garoto e os eventos transcorridos após a execução de Ned Stark acusado de traidor. Renly Baratheon (irmão mais novo de Robert) se autodeclara rei de Westeros, Stannis Baratheon vê-se como herdeiro legítimo do trono e lutará por ele e no norte, Rob Stark é coroado rei por seus vassalos. A disputa pelo poder está cada vez mais forte e os envolvidos não medem esforços para mantê-lo, aumentá-lo ou consegui-lo. Seja através de intricadas tramas sendo tecidas nos bastidores dos reinos, por meio de forças misteriosas e magia desconhecida que aporta em Westeros, ou através de batalhas sangrentas. Ardis, mistérios e espadas são o que temos em A Fúria dos Reis.

O início da narrativa de Martin nesse segundo volume é inquietante, novos personagens são introduzidos, nos são mostrados os destinos de velhos conhecidos e as mudanças empreendidas por Tyrion em Porto Real como mão do rei são de deixar qualquer um que desgoste minimamente de Cersei bem alegre. A história segue ágil e prometia seguir assim, mas em algum momento Martin perdeu o ritmo e com eles perdemos o afã por saber os acontecimentos vindouros. A impressão que tive é que o autor estava receoso de encerrar os acontecimentos do livro, em várias partes ele delonga-se demais na narrativa, para quê, por exemplo, citar todos os navios de cem remos na batalha em Porto Real? A estratégia virou uma ladainha de nomes, prontamente esquecidos pelo leitor já no próximo parágrafo. Foco Martin, a qualidade de um livro não é medida pela quantidade de páginas, se elas não forem bem aproveitadas a enrolação fica evidente e o leitor cansado. Continuar lendo

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A Game of Thrones (George R. R. Martin)

Leia o que a Núbia achou do livro aqui

Ao norte da muralha que divide o mundo habitável do selvagem, uma expedição cruza com criaturas que parecem saídas de histórias de terror. Ao sul desta muralha, um rei perdeu seu conselheiro mais fiel e está viajando para convencer seu melhor amigo a tomar este posto. E do outro lado do mar, um casamento é feito com o objetivo de reconquistar um trono roubado. É assim que começa esta história épica.

Logo vamos ficando familiarizados com as personagens principais, suas famílias, costumes e credos. Conhecemos Eddard Stark (fica aqui a declaração de amor pelo Sean Bean, que o interpreta na adaptação da HBO), sua esposa Catelyn e seus seis filhos: Robb, Sansa, Arya, Bran, Rickon e Jon (este último é bastardo).

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A Guerra dos Tronos (George R. R. Martin)

Já aviso de antemão que não farei comparações entre As Crônicas de Gelo e Fogo (série da qual A Guerra dos Tronos é o primeiro volume) e O Senhor dos Anéis seguindo os passos equivocados da Veja e só lamento que muitos acreditem e concordem com o que foi posto ali. Martin e Tolkien só tem em comum a ficção fantástica, cada qual com suas características e estilos. Se sou fã de Tolkien por tudo que ele representou e ainda representa para a literatura fantástica, me tornei fã de Martin por mostrar que o gênero segue firme e forte e que novas vertentes sempre podem ser exploradas garantindo boas obras.

Martin em sua obra nos apresenta Westeros, um grande continente situado no extremo oeste do mundo, composto por Sete Reinos que mantem fidelidade ao Rei, que governa do Trono de Ferro situado na cidade Porto Real. As Terras do Sul são caracterizadas pelas altas temperaturas e fauna e flora extravagante e as Terras do Norte são sempre companheiras do frio constante e de invernos extremamente cruéis. Ao norte o reino termina na grande Muralha, que mantém (ou pelo menos tenta) a Floresta Assombrada e todas as criaturas que nela habitam longe das terras situadas ao sul de sua barreira.

“Todas as casas nobres tinham as suas palavras. Lemas de família, pedras de toque, espécies de orações, que alardeavam honra e glória, prometiam lealdade e verdade, juravam fé e coragem. Todas, menos a dos Stark. O inverno está para chegar, diziam as palavras Stark. Refletiu sobre como aqueles nortenhos eram um povo estranho, e já não era a primeira vez que o fazia.” Continuar lendo

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Jane Austen: A Vampira – Michael Thomas Ford

 

Jane Austen a Vampira_capa

Quando eu ouvi falar deste livro pela primeira vez, achei que o autor foi um oportunista, que aproveitou o lançamento de Orgulho e Preconceito e Zumbis para lançar outro livro relacionando Jane Austen ao mundo sobrenatural. Eu estava hesitante em ler, apesar de ser apaixonada por Jane e gostar bastante de livros de vampiro. Como eu estava errada!

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A Menina Que Não Sabia Ler (John Harding)

Quando li sobre este livro a primeira vez, devido ao título do mesmo, pensei que o foco da história seria na relação de Florence, a protagonista, com os livros… mas, é como digo, as traduções dos títulos muitas vezes deixam a desejar e podem nos levar à conclusões errôneas. Qual a lógica em traduzir o título original Florence and Giles para A Menina Que Não Sabia Ler? Sim, há a relação de Florence com os livros e isso de certa forma influencia a história, mas mais do que isso o livro é um romance psicológico, sobrenatural e de mistério. Dá para perceber a predileção de Harding por Poe (vide às constantes citações de suas obras) e Henry James. Nota-se que Harding tentou imprimir em sua obra a mesma incerteza em que James nos deixa em A Outra Volta do Parafuso. Até que ponto os acontecimentos narrados por Florence são verdadeiros? Até que ponto só são frutos de sua imaginação?

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