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Corpus Delicti – Um Processo (Juli Zeh)

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Quando Corpus Delicti foi lançado aqui no Brasil logo me chamou a atenção. Um sistema totalmente amparado pelo conhecimento científico. A humanidade que goza da saúde perfeita em detrimento de sua autonomia individual. Uma sociedade sem guerras, doenças, fome…, mas, com um controle supremo do Estado. Demorei séculos para lê-lo e rolou um pouco de arrependimento de não o ter feito antes, porque a obra de Juli Zeh, apesar de distópica, tem uma ressonância na realidade que assusta. Em tempos de boom sobre a genômica pessoal e variações do tema. Basta extrapolar um pouco as fronteiras e a sociedade de Zeh bem poderia ser factível.

“Ali nada mais fede. Ali ninguém escava, nada lança fumaça, não se derruba e não se queima; ali uma humanidade que enfim se mostra calma e tranquila cessou de combater a natureza e assim também de combater a si mesma. ” (Página 13)

Para atingir esse nível de bem-estar social tudo é controlado pelo Estado. Níveis de cafeína na corrente sanguínea, quantidade de exercícios semanais, exames médicos periódicos, etc. Tudo é monitorado e julgado pelo Estado. O indivíduo que imputa danos ao seu corpo deve arcar com as sanções impostas a ele. Nessa sociedade não há espaço, na realidade não há direito, para sentir pudor. Nada referente ao indivíduo é de cunho privado. Tudo sancionado pelo que o governo denomina de o Método. Continuar lendo

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A Presa de Sharpe (Bernard Cornwell)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quinto livro (ordem cronológica) da série As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu e a Mari achamos de outros livros da série, confira os links no final desta resenha.

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Depois da Batalha de Trafalgar, eu confesso que esperava reencontrar um Sharpe mais feliz. Com algum dinheiro no bolso, uma posição efetiva como soldado nos Fuzileiros e, quem sabe, o amor de Lady Grace. Mas, a leitura deste quinto volume mostrou que se Cornwell pode deixar a vida de seu protagonista árdua e melancólica, ele o irá fazê-lo sem meias medidas. É assim que reencontramos Sharpe em 1807 (dois anos depois de Trafalgar): vagando solitário e sem dinheiro pelas ruas de Londres, desenganado com o amor e cansado de tentar ser um bom soldado e não reconhecerem o seu valor. Será o fim de sua carreira como oficial? Se ele pudesse ter vendido sua patente talvez fosse, mas como até isso lhe foi negado, restou ao acaso o papel de reunir velhos companheiros de batalhas indianas e garantir a Sharpe uma missão. Acompanhar o nobre oficial John Lavisser à Dinamarca. Lavisse irá propor um suborno ao príncipe herdeiro dinamarquês e quem sabe trazer a Dinamarca para o lado inglês e impedir uma guerra. Cabe a Sharpe mantê-lo a salvo dos franceses. Mas, se tem uma coisa que aprendemos com os livros anteriores é que sempre há um traidor e, se ele não é Haskewill (ainda estou me perguntando aonde o bendito foi parar e quando irá dar as caras novamente), será alguém bem próximo a Sharpe. Lavisser é claro, não é muito difícil perceber isso. Sharpe foi escolhido como substituto ao antigo soldado designado para proteger Lavisser e que acabou assassinado, e não demora para o nobre oficial tentar livrar-se de Sharpe também, mas é claro que não dá certo e agora é Sharpe que parte em seu encalço (por toda a Dinamarca) para desmascará-lo e fazê-lo pagar pela traição. Continuar lendo

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O Estranho Caso do Cachorro Morto (Mark Haddon)

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A literatura sem dúvidas tem se tornado mais inclusiva (ainda que haja ainda um longo caminho pela frente), o que é muito bom, pois ao nos colocar (leitores) na vida do outro, contribui para nos tornar mais empáticos às situações enfrentadas por ele e colabora para romper preconceitos, ou ao menos, amenizá-los.

Desde que o autismo se tornou uma condição mais conhecida do público em geral — e não duvido que os livros, séries e filmes possam ter contribuído muito para isso — o interesse em compreender mais sobre esse distúrbio só tem aumentado. E a literatura tem ressoado esse interesse. Temos livros mais técnicos, obras escritas por autistas e livros com protagonistas autistas. E as temáticas abordadas são bem amplas. Temos romance (com protagonistas adultos), romances policiais e toda uma gama de obras voltadas ao público jovem que vão dos dramas escolares até os dramas familiares envolvendo grandes tragédias. O romance de Mark Haddon pode até ser apenas mais um, mas tem seus méritos. Quer seja pelo desenvolvimento de seu protagonista, quer seja pelo fato de ter sido publicado lá em 2004, quando o assunto nem estava tão em voga assim.

Em O Estranho Caso do Cachorro Morto conhecemos Christopher John Francis Boone, um garoto de quinze anos que têm Síndrome de Asperger, uma forma de autismo. Christopher sabe de cor todos os países e suas capitais, sabe também todos os números primos até 7.507. Gosta de animais, não entende nada de relações humanas, não suporta ser tocado, não consegue mentir e não entende metáforas ou piadas. Continuar lendo

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Sharpe em Trafalgar (Bernard Cornwell)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quarto livro (ordem cronológica) da série As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu e a Mari achamos de outros livros da série, confira os links no final desta resenha.

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“(…) Sharpe fitou a silhueta negra da torre e mais uma vez desejou que não estivesse partindo. Gostara da Índia, que se revelara um paraíso para guerreiros, príncipes, mercenários e aventureiros. Ali Sharpe encontrara riqueza, lutara em suas colinas e fortalezas antigas, e fora promovido. Na Índia deixava amigos e amantes, e alguns inimigos em suas sepulturas. E estava trocando este lugar pelo quê? Pela Grã-Bretanha, onde ninguém o esperava, e em cujas colinas não cavalgavam aventureiros, e onde tiranos não espreitavam por trás de ameias vermelhas. ” (Página 44)

Depois de exemplares descrições de batalhas em terra, Cornwell pede licença neste para se embrenhar pelos mares e trazer uma batalha naval para o foco da narrativa. Após flechas, arcos, bestas, espadas, escudos, mosquetes e canhões, é chegada a vez dos navios e todo o seu poderio bélico de suas bordadas de artilharia. Depois da batalha da Fortaleza de Gawilghur, o alferes Richard Sharpe foi efetivamente transferido para o batalhão de fuzileiros, o que também significa que ele deixará a Índia, uma viagem bem longa por mar até a Grã-Bretanha. Então, Cornwell que não é bobo, deu um jeitinho de colocar Sharpe em rota por Trafalgar na época da famosa batalha naval, e a sorte de Sharpe que sempre o coloca no lugar certo mesmo nas horas mais impróprias, lhe garante um lugar à bordo de um importante vaso de guerra de setenta e quatro canhões. Junta-se a isso alguns personagens de opiniões bastante contundentes, um comandante que não se apega a títulos e prefere admirar a bravura de um bom soldado à patentes, alguns traidores e a presença ilustre do almirante Horatio Nelson e temos todos os elementos que tornaram Sharpe em Trafalgar um leitura bastante interessante.

O comboio anual de navios britânicos está prestes a partir de Bombaim em direção à Grã-Bretanha. Mas, antes de Sharpe embarcar no Calliope, ele precisa resolver alguns negócios pendentes, afinal, ninguém tenta passar a perna em Richard Sharpe e permanece incólume. E, para sorte de Sharpe, mais do que um acerto de contas, tal ato faz com ele caia nas graças do comandante da Marinha Joel Chase. Cornwell garante assim o estabelecimento de uma amizade que permitirá a reviravolta na situação precária na qual o alferes se encontrará pouco tempo depois. Isso porque o Calliope trouxe tanta sorte quanto azar à Sharpe. No Calliope ele caiu de amores por Lady Grace, a esposa de um figurão político insuportável, e foi “vendido”, pelo capitão do navio, juntamente com toda a tripulação e o tesouro que carregam, para piratas franceses da nau Revenant. E agora, tudo o que Sharpe quer é evitar que suas perdas materiais sejam grandes, proteger Lady Grace e se vingar. E uma ajuda do comandante Joel Chase vem bem a calhar. Chase resgata o Calliope das mãos dos franceses, traz Sharpe para bordo do Pucelle e parte em perseguição ao Revenant. Uma perseguição que acaba indo parar em uma batalha náutica! O Revenant se junta às esquadras francesa e espanhola e o Pucelle se junta à britânica sob o comando da nau capitânia de Nelson. Continuar lendo

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Moriarty (Anthony Horowitz)

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Anthony Horowitz faz parte do exclusivo rol, na verdade apenas ele e o autor Andrew Lane (da série O Jovem Sherlock Holmes), a ter autorização oficial da Conan Doyle Estate Ltd – entidade que administra a protege a obra do escritor – para revisitar o universo sherlockiano e os personagens criados por Conan Doyle. Sua primeira incursão, foi com o romance A Casa de Seda publicado no Brasil pela Editora Zahar. Ali, Watson em sua velhice e após a morte de Holmes, decide prestar uma última homenagem ao amigo e narrar os acontecimentos de um antigo caso. Agora, em Moriarty, Horowitz toma como ponto de partida o emblemático confronto de Holmes e seu nêmesis Moriarty em Reichenbach Falls, que culminou na queda dos dois na cachoeira suíça. O intuito de Doyle era “aposentar” seu mais famoso personagem, mas acabou tendo de voltar atrás e ressuscitá-lo devido ao clamor dos fãs. É a incerteza deste momento que Horowitz explora em seu romance. “Alguém realmente acredita no que aconteceu nas cataratas de Reichenbach?” Holmes morreu? Moriarty está morto?

A Scotland Yard envia para a cidadezinha suíça, o inspetor e grande admirador das técnicas de Holmes, Athelney Jones. A visita oficial era para ser uma mera cortesia da instituição que muitas vezes recebeu ajuda do famoso detetive para encerrar suas investigações, mas Jones encontra em Meiringen o detetive norte-americano – da Agência de Detetives Pinkerton – Frederick Chase, que traz à tona um novo caso. A morte de Moriarty deixou um grande espaço no submundo do crime, espaço que um gênio do crime do outro lado do Atlântico está determinado a ocupar. E é assim, que Jones se vê envolvido em uma investigação, muito maior e mais perigosa, na companhia de Chase. Continuar lendo

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A Outra Rainha – Philippa Gregory

No ano de 1568, Maria “Rainha dos Escoceses” Stuart está na Inglaterra para procurar o apoio de sua prima, Elizabeth I, para reconquistar o trono da Escócia, usurpado por seu meio-irmão, James Stuart. Numa Inglaterra recém convertida ao protestantismo, a presença de uma potencial herdeira católica inspira a parcela da população que não quer abandonar sua fé. Ela também é considerada a rainha ideal pela Igreja Católica e pelos reis católicos da França e Espanha, e eles estão dispostos a apoiar os católicos ingleses a sublevar sua rainha.

Dividida entre querer ajudar sua prima e o medo de ser trocada por ela, Elizabeth pede a seus leais súditos George e Bess (Elizabeth) Talbot que hospedem Maria enquanto ela decide o que fazer com a rainha sem trono. Inicialmente, o casal se sente honrado de receber uma hóspede real. No entanto, os gastos de manter uma hóspede digna e a óbvia atração que George sente por Maria começam a dividir os dois. Continuar lendo

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A Batalha de Sharpe – Bernard Cornwell

Atenção! Esta resenha é sobre o 12° livro da série “As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas”, e pode conter spoilers sobre os acontecimentos dos livros anteriores. Para ler as resenhas de alguns dos demais livros da série, clique aqui: O Tigre de Sharpe (1°); O Triunfo de Sharpe (2°); A Fortaleza de Sharpe (3°) – Núbia; O Ouro de Sharpe (9°); A Fuga de Sharpe (10°)A Fúria de Sharpe (11°) – Mari.

Após ouvir os barulhos de uma batalha, Sharpe e seus homens se perdem nas montanhas entre Portugal e a Espanha. Eles se deparam com um vilarejo massacrado e encontram alguns soldados franceses, os quais Sharpe manda matar por conta dos atos horrendos que eles estavam praticando. Quando o general desses homens, Loup (lobo), se depara com o que Sharpe fez, ele e o capitão decidem se odiar e destriur mutuamente.
Enquanto isso, Wellington tem outro problema: para ajudar a campanha contra Napoleão, ele precisa ser declarado generalíssimo do exército espanhol – o que lhe daria o poder de comandá-los melhor. No seu caminho estão os espanhois, que querem evitar dar esse poder a um inglês. Os espanhois dão o comando da Real Compañía Irlandesa, os guardas do Rei espanhol, a Wellington, acreditando que ele vai maltratar os homens e vão poder usar isso como exemplo de que não se pode confiar nos ingleses. Continuar lendo

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Sr. Daniels (Brittainy C. Cherry)

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“Ela sorriu quando citei Shakespeare, mas ainda havia tristeza na curva de seus lábios. Ela sofria de algum tipo de dor, e eu vi que aquilo a consumia – da mesma forma que minha tristeza estava acabando comigo. E nada nem ninguém poderia impedir que isso acontecesse.

Uma parte de mim não queria que aquilo acabasse. Uma parte de mim achava que eu merecia o sofrimento. Mas juro que não conseguia acreditar que aquela menina merecesse estar tão triste. No fundo eu esperava que algum dia alguém pudesse fazê-la sorrir sem aquelas curvas de tristezas nos lábios. ” (Página 49)

Ashlyn acaba de perder a irmã gêmea para a leucemia. Além da imensa perda com a qual precisa lidar, ela também tem que aprender a conviver com o pai, já que sua mãe determinou que ela deveria partir para Edgewood no Wisconsin para morar com ele. O detalhe é que o relacionamento com o pai é praticamente inexistente e se restringia à telefonemas de aniversário e cartões de natal. E então, Ashlyn parte de trem para Edgewood levando consigo uma caixa repleta de cartas deixadas pela irmã.

O primeiro encontro de Ashlyn com Daniel foi no trem indo para Wisconsin. É na estação de trem que eles têm seu primeiro contato e Daniel lhe convida para ir vê-lo tocar com sua banda no bar do Joe. E aí, basta um encontro, a descoberta de uma admiração mútua por Shakespeare e a partilha da dor provocada por perdas irreparáveis, para que atração seja imediata. O que Ashlyn não esperava, era encontrar Daniel na escola onde ela irá cursar o último ano do ensino médio e onde seu pai é vice-diretor, muito menos no papel de Sr. Daniels, seu professor de inglês! E sem conseguirem resistir um ao outro, eles embarcam em um relacionamento secreto. É preciso cuidado para ninguém descobrir e sangue frio para passar por algumas situações. E como se não bastasse isso, Daniel também precisa lidar com situações problemáticas do seu passado. Continuar lendo

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Benefício na Morte (Robin Cook)

beneficio na morte

Robin Cook é um autor bastante conhecido entre os que gostam de thrillers médicos, mas, apesar de já ter lido algumas sinopses de livros seus, ainda não tinha tido contato com a escrita do autor. Nem com thrillers médicos para falar a verdade, embora os romances e thrillers policiais e as séries com componentes médico-legais estejam entre meus gêneros favoritos. Após a leitura de Benefício na Morte, ficou comprovado que ambientar um romance investigativo em um hospital/laboratório de pesquisa – e o componente laboratório de pesquisa tem bastante espaço, o que desconfio foi o que acabou me fisgando de vez – pode ser tão interessante quanto àqueles que se passam nas delegacias e institutos médicos legais.

Em Benefício na Morte, Cook explora o campo das pesquisas médicas versus o mundo corporativo especializado em explorar o sofrimento de pacientes terminais e/ou doenças crônicas que diminuem e muito a expectativa de vida.

Pia Grazdani é estudante do quarto ano de medicina na Universidade de Columbia e está para começar o seu doutorado com o famoso geneticista molecular (e aparentemente intragável) Dr. Tobias Rothman. O cientista que ganhou um Prêmio Nobel por seu trabalho com cepas virulentas de salmonelas, está desenvolvendo um trabalho pioneiro de organogenia em colaboração com o Dr. Yamamoto. Uma pesquisa que promete revolucionar o campo dos transplantes e da saúde pública. Continuar lendo

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Rebelde – Bernard Cornwell

Quer uma maneira melhor de terminar o excelente ano que foi 2014 do que com a resenha de um livro pelo qual aguardei uns bons 5 anos para ler? Explico: quase todas as séries escritas por Bernard Cornwell já vieram para o Brasil, mas a Editora Record nunca dava notícia de publicar As Crônicas de Starbuck, lançadas originalmente na década de 1990. Bom, finalmente chegou e eu tive o prazer de ler.

Os Estados Unidos estão divididos: os estados do norte e os do sul não concordam com a maneira que o país deve ser governado, e a situação chegou ao ponto em que a guerra é iminente. É nesse cenário que Nathaniel “Nate” Starbuck chega à capital da Virgínia, após abandonar os estudos em Yale para ficar com uma mulher. Nate é salvo da turba por Washington Faulconer, pai de seu melhor amigo – Adam, e é convidado a se juntar ao exército que ele está formando. Continuar lendo

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