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Estrelas Perdidas (Claudia Gray)

Claudia Gray é conhecida por seus romances YA (alguns não tão bem-sucedidos assim) e nunca imaginei que algum dia leria algo dela relacionado ao universo de Star Wars (e ela já escreveu mais um livro que logo será publicado por aqui!) mas, se tem algo que o universo expandido da franquia sempre permitiu foi a pluralidade de adaptações e formatos. E, há espaço para romances YA também, principalmente os que nada ficam a dever em termos de qualidade, boas tramas, narrativas envolventes, personagens cativantes e que fornecem informações e lançam pistas acerca do futuro do novo cânone.

Em Estrelas Perdidas acompanhamos a história de Ciena Ree e Thane Kyrell. Ambos nasceram no isolado planeta Jelucan na Orla Exterior, no mesmo ano do soerguimento do Império. Ela, pertencente a uma família descendente da primeira leva de colonizadores do planeta, os quais ocuparam os vales e vivem na pobreza. Ele, pertencente a uma abastada família da segunda leva de colonizadores. Oito anos após a queda da Velha República, Jelucan foi conquistada pelo Império e é nesse cenário de festa e demonstração do poderio aéreo imperial que ambos têm seu primeiro contato, motivados pelo sonho compartilhado de pilotarem as naves do Império. A partir daqui, acompanhamos a amizade crescente dos dois, os primeiros treinamentos de voo em conjunto (algo criticado pela família de ambos), os estudos preparatórios e a entrada na Academia Imperial. Mas, é lá naquela primeira apresentação dos dois (com direito a uma participação especial do Grão Moff Tarkin) que Gray deixa claro as principais diferenças entre Ciena e Thane, diferenças depois utilizadas muito apropriadamente por ela para fundamentar as escolhas dos personagens. Continuar lendo

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A Escolha (Kiera Cass)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no terceiro e último livro da trilogia A Seleção e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

a escolha

“Estava com raiva de Maxon, com raiva de seu pai, com raiva da Seleção e de tudo que vinha junto. Uma imensa frustração apertava meu peito, nada mais parecia fazer sentido e eu queria muito falar com as garotas sobre o que estava acontecendo.” Página 230.

A Escolha, volume final da trilogia iniciada com A Seleção, já chega com uma sinopse que só serve para confirmar que mesmo com todo o mimimi insuportável da América, a escolha já estava feita há muito tempo. A verdade é que a trilogia perdeu boa parte de seu encanto a partir do segundo livro. Fiquei esperando um aprofundamento nas questões políticas e sociais de Illéa que não veio e tive que aturar uma América indecisa ao extremo e um Maxon com atitudes desconcertantes e que não condiziam com o personagem que nos foi previamente apresentado. Então, comecei a leitura deste último volume sem esperar muita coisa, o que fez os acertos da Kiera renderem boas surpresas. Continuar lendo

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O Guarda (Kiera Cass)

o guarda

“Os laços que nos ligavam ainda estavam lá. Talvez frouxos pelo desgaste da Seleção, mas ainda presos.

‘Me diga que vai esperar por mim’, eu implorava.

Ela não respondeu, mas não perdi a esperança.

Não até ele aparecer, caminhando na direção dela, exalando charme, riqueza e poder. Estava acabado. Eu tinha perdido.”

 

A exemplo do espaço que foi dedicado à Maxon no conto O Príncipe, Kiera também reservou um espaço para Aspen nos mostrar um pouco do seu ponto de vista sobre o processo da Seleção e a perda “gradativa” de América.

Sendo bem sincera, com seu segundo livro da trilogia, Kiera conseguiu me decepcionar ao ponto de eu pegar birra por alguns personagens. As expectativas após ler A Seleção foram tão grandes, e o lenga-lenga em A Elite tão arrastado, que só decidi continuar acompanhando a série porque já tinha ido tão longe que tinha que saber como iria terminar. E, como já havia lido o conto de Maxon, resolvi arriscar no do Aspen também.

Diferentemente do conto de Maxon que se focou muito mais nos eventos pré-Seleção. A história de Aspen tem o ponto positivo (e único) de trazer ao nosso conhecimento o que A Elite falhou miseravelmente em transmitir. Mais informações sobre a política do Rei Clarkson e a atuação dos rebeldes. O conto funciona bem como uma ligação entre A Elite e o volume final da trilogia, mas não nos deixa no afã para iniciar logo a leitura de A Escolha.

A Editora Seguinte disponibilizou gratuitamente o e-book, que pode ser obtido nas principais lojas virtuais: [Amazon][Google Play][Kobo][Saraiva].

 

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Um Autor de Quinta #98

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile.

Jennifer Nielsen

Jennifer A. Nielsen

Jennifer nasceu e cresceu no norte de Utah, onde vive até hoje com o marido, os três filhos e um cachorro. Ela começou a escrever ainda na escola primária, sua primeira tentativa de escrever um romance foi durante a sexta série, quando escreveu sobre uma garota que ficava presa em seus sonhos. Ela até mesmo tentou entrevistar um chaveiro para pesquisar sobre fechaduras, mas quando ele descobriu que ela tinha apenas 11 anos encerrou a ligação e a história acabou ficando de lado e nunca foi terminada. Contudo as experiências não terminaram por aí, Jennifer continuou escrevendo histórias em cadernos. Histórias sobre um garoto que tentava vender a irmã irritante, de uma celebridade que ficava presa em uma pequena cidade, entre tantas outras que acabaram confinadas em uma caixa em seu guarda-roupa. Durante a escola, também se envolveu com teatro e participou de competições de debates.

Seu primeiro livro completo foi finalizado quando ela tinha 20 anos, mas era muito ruim e nunca chegou a ser publicado. Foi assim também com o segundo e o terceiro, apenas no quarto livro Jennifer percebeu que talvez estivesse escrevendo no gênero errado e voltou seus pensamentos para personagens mais juvenis, tendo que mudar sua forma de escrever também. Seu livro de estreia foi Elliot and the Goblin War publicado pela Sourcebooks em 2010. Este livro deu origem a série Underworld Chronicles. Mas, talvez seja a trilogia Ascendance a grande responsável por torná-la conhecida do grande público. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #95

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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James Dashner

James nasceu em 26 de novembro de 1972 em Austell, Geórgia (EUA). Ele é graduado pela Brigham Young University (Utah), instituição pela qual recebeu o grau de mestre em contabilidade. James chegou a trabalhar no campo das finanças, mas acabou deixando os números de lado para se aventurar pelo mundo das palavras, algo que ele sempre acalentou desde a infância. Suas obras são dirigidas ao público jovem e suas histórias versam sobre aventura, sobrevivência e ficção científica. Desde a publicação de seu primeiro livro, A Door in the Woods, publicado em junho de 2003 que James dedica-se exclusivamente à carreira de escritor. Em seu tempo livre, James gosta de ler (muito), assistir filmes e bons programas de TV e esquiar. Suas atividades extra-laborais inclusive, têm servido de inspiração para muitas de suas histórias. Sua obra mais conhecida, The Maze Runner, foi fortemente influenciada pelas obras O Jogo do Exterminador (Ender’s Game – Orson Scott Card) e O Senhor das Moscas (William Golding). Continuar lendo

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A Elite (Kiera Cass)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do segundo livro da trilogia A Seleção e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

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“Tempo. Eu vinha pedindo muito tempo ultimamente.

Tenho a esperança de que se tivesse tempo suficiente, tudo ia se resolver.”

Restaram só seis garotas na disputa pelo coração de Maxon. O fim da disputa está cada vez mais próximo, mas as dúvidas são cada vez maiores. America está com o coração dividido entre Aspen e antiga vida que ele representa e Maxon, talvez até pendesse mais para este último se o fato de aceitá-lo não implicasse em aceitar uma coroa que ela não tem certeza se é o que quer realmente. Maxon por sua vez notando a indecisão da amada (se é que isso é desculpa, eu acho que não) começa a colocar as asinhas para fora e experimentar tudo o que a Seleção pode lhe oferecer, o que é bom frisar, é bastante incongruente com tudo o que conhecemos do personagem até aqui (principalmente depois da leitura de O Príncipe). Aspen continua Aspen, não é preciso dizer mais nada. Continuar lendo

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O Príncipe (Kiera Cass)

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“Repeti mentalmente suas palavras. Todo esse tempo eu pensei que a escolha seria feita pelo acaso ou então pelo destino… E era apenas o meu pai.”

O Príncipe traz o ponto de vista de Maxon e mostra o outro lado da vida no castelo. O lado regido com mãos de ferro por seu pai, que lhe exige subordinação total, sem nenhuma oportunidade de ter e de defender suas próprias opiniões e sem a existência de uma relação mais estreita entre pai e filho, tão almejada pelo príncipe.

A história começa no aniversário de 19 anos de Maxon, momento a partir do qual ele pode participar da organização do evento que irá escolher sua futura noiva e rainha de Illéa. Na festa, conhecemos Daphne, filha do rei da França e amiga de infância de Maxon. A garota não quer que ele aceite a Seleção. Ao que parece o afeto dela pelo rapaz é mais profundo que o dele por ela, o que acabou me surpreendendo porque lendo a sinopse do conto eu imaginava que seria justamente o contrário e que esse amor não correspondido seria a trama central da história narrada no conto. Daphne serve mais como um banho de água fria que acorda Maxon para os interesses Reais na Seleção, evento que antes ele julgava idôneo, mas que cada vez mais se mostra como a oportunidade do rei atingir seus interesses. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #72

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta  da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Kiera Cass

Kiera nasceu em 19 de maio de 1983 (achei em alguns lugares 1981 e como no site da autora ela só diz que é uma orgulhosa criança dos anos 80 prefiro correr o risco de diminuir a aumenta a idade) na Carolina do Sul, EUA. Durante o ensino médio ela foi uma dançarina experiente, um obstinado lustre no teatro e participou de um coral de câmera que tirou o terceiro lugar em uma competição nacional. Sua grande ambição nessa época era o teatro e chegou a ir para a Coastal Carolina University fazer um curso de teatro musical. Poderia ter permanecido na Carolina, se ela não tivesse decidido seguir um certo garoto e acabado em uma nova universidade e um novo estado, o que Kiera classifica como sendo um fantástico erro. Ela acabou na Radford University onde optou por especializar-se em Música, depois Comunicação e então, História que acabou sendo sua escolha final, para poder terminar o curso logo e poder voltar para casa. O que nunca chegou a acontecer já que acabou permanecendo na Virgínia (em Blacksburg) depois de se casar com o Sr. Cass, onde vive até hoje com ele e os dois filhos.

Para enfrentar um momento difícil em 2007, ela decidiu escrever uma história na qual sua personagem tivesse que lidar com seus problemas. A história acabou não sendo terminada, pois a ideia do que viria a se tornar seu primeiro romance (The Siren) tomou conta da sua cabeça. Romance este que ela publicou de forma independente em 2009.

“Once I started writing, I felt like an idiot. How had I not known I loved this all along? Seriously. Dancing, singing, acting, history… it’s all just story telling. And I love it.”

(Kiera Cass)

A Seleção, o romance que alavancou sua carreira e tornou-a conhecida para o mundo foi finalizado em 2010 e publicado pela HarperTeen em 2012. Continuar lendo

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A Seleção (Kiera Cass)

A Seleção

Em um futuro (sei lá quão distante) os EUA deixaram de existir como o conhecemos hoje. Na última grande guerra o país foi derrotado e ficou sob o poder da China durante muito tempo, até que revoluções conseguiram restaurar um pouco de sua soberania. Foi assim que surgiu Illéa. Desta vez sob um regime monárquico, com a sociedade dividida em um sistema de castas para lá de incongruente e com mobilidade social praticamente nula, tirando algumas raras oportunidades, bastante dificultadas pela burocracia, como o serviço ao exército e o casamento. E com o príncipe chegando à maioridade é chegada a hora da Seleção, o evento televisionado para todo país e que representa a oportunidade de qualquer garota libertar-se das amarras de sua condição social e ser alçada a um novo mundo de joias e vestidos ao lado do príncipe Maxon, como futura rainha de Illéa. É essa oportunidade que a mãe de America quer agarrar com unhas e dentes, só que a garota não está nem um pouco animada com a ideia.

America Singer, ou Meri, é uma artista da casta cinco e vê nessa oportunidade sua separação de Aspen, o rapaz por quem é apaixonada e que é de uma casta inferior a sua, e seu confinamento em um palácio que vive sob constantes ataques dos rebeldes. Ela não tinha a intenção de participar da seleção, mesmo que para isso tivesse que vencer uma verdadeira batalha contra sua mãe.  Mas, quando o pedido parte de Aspen, que parece não estar preparado para levar um relacionamento mais sério com alguém de uma casta superior a sua, ela se inscreve e acaba sendo uma das 35 selecionadas para a disputa pelo coração do príncipe. Continuar lendo

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