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Coração? (Gail Carriger)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quarto livro da série O Protetorado da Sombrinha e pode haver spoilers dos livros anteriores. Para saber o que eu achei deles, confira os links no fim da resenha.

coracao

No penúltimos volume da série O Protetorado da Sombrinha reencontramos Alexia em seu último mês de gravidez, e, após a protagonista ter virado alvo ambulante de vampiros desesperados e ter recorrido ao último recurso de ir em busca dos templários para obter mais informações acerca do seu bebê, é claro que a curiosidade sobre a natureza dessa criança é o que esperamos ansiosamente desta vez, ainda mais quando as ameaças a Alexia parecem finalmente ter sido sanadas pelo plano bastante arguto de Lorde Akeldama. Mas, conhecendo Carriger como conhecemos é claro que não haveria um volume nessa série que não tivesse perseguições, complôs e ameaças, ainda que pela primeira vez elas não sejam direcionadas à Lady Maccon. Só que a ameaça pode até não ser direcionada à Alexia, mas a revelação do complô, feita por um fantasma enlouquecido diretamente à preternatural, a coloca no centro dessa investigação, afinal é a vida da Rainha que está sendo ameaçada!

“- Me recrutar? – gritou. – Sério mesmo? Que maravilha. E qual é o nome dessa sociedade secreta?

A preternatural hesitou e, em seguida, lembrando-se de uma frase que o marido usara em um momento de irritação, sugeriu, provisoriamente:

– O Protetorado da Sombrinha? ” (Página 113)

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Inocência? (Gail Carriger)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do terceiro livro da série O Protetorado da Sombrinha e pode haver spoilers dos livros anteriores. Para saber o que eu achei deles, confira os links no fim da resenha.

Inocência

“Lady Maccon também pensara nisso durante o chá com torradas. Se tinha de ir, buscaria informações. Se tinha de fugir, melhor fazê-lo de forma a provar sua inocência. Somente um país demonstrava ter conhecimentos significativos sobre preternaturais.

– Ouvi dizer que a Itália é uma beleza nesta época do ano. ” (Página 65)

Com o terceiro livro, a série O Protetorado da Sombrinha começa a se encaminhar para sua conclusão. Neste volume, Alexia continua intrépida, dona das próprias opiniões, não leva desaforo para casa e ainda diz umas boas verdades a quem precisa, e mesmo assolada pelos hormônios em sua condição mais que interessante, ela continua forte e determinada a esfregar os erros nas fuças de quem ousou colocar a sua reputação em dúvida. O pior é que nem dá para sentir pena de Lorde Maccon, porque ele mereceu.

Em Inocência? reencontramos Lady Maccon pouco depois dos eventos que colocaram seu casamento em suspenso, o que além de garantir a inconveniência dela ter de lidar com a mãe e as irmãs sob o mesmo teto, também ocasionou sua demissão do Conselho Paralelo da Rainha, a falta da proteção da alcateia e, o que é pior, mas em se tratando de Alexia, nem é tão novidade assim, a transformou em um alvo ambulante para joaninhas mecânicas homicidas e colocou vampiros perseverantes e bem armados em seu encalço. E, enquanto Lorde Maccon afoga suas mágoas em bebidas para lá de peculiares, Lorde Akeldama sai de Londres inesperadamente. Alexia está determinada a provar sua inocência e permanecer ilesa durante o processo e juntamente com o inabalável Floote e a misteriosa Madame Lefoux, ela foge para a Itália à procura dos misteriosos templários, que ao que parece sabem o bastante sobre preternaturais e talvez possam lhe explicar como sua atual condição foi possível. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #97

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

 

Foto: Robert Andruszko

Foto: Robert Andruszko

Gail Carriger

Gail Carriger é o pseudônimo de Tofa Borregaard. Gail nasceu na comunidade costeira de Bolinas, Marin County, Califórnia. Ela graduou-se pela Universidade de Oberlin em Ohio e obteve um mestrado de ciências em artefatos arqueológicos pela Universidade de Nottingham na Inglaterra em 2000, e um mestrado de artes em antropologia (com foco em arqueologia) pela Universidade da Califórnia de Santa Cruz em 2008.

Segundo a própria Gail, ela começou a escrever para suportar as agruras de ser criada na obscuridade por uma britânica expatriada e um rabugento incorrigível. Quando fugiu de sua cidade natal, acabou com vários diplomas de nível superior, uma afeição por cefalópodes e sapatos fantásticos, e um vício crônico por chá importado de Londres. Suas outras atividades incluem viajar pelo globo para participar de escavações arqueológicas (que tiveram que ser interrompidas, assim como as aulas, depois do enorme sucesso no campo literário), torturar estudantes de graduação com ciência (como se isso fosse tortura) e escrever resenhas de livros YA para o Horn Book Guide. Continuar lendo

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Almanova (Jodi Meadows)

Almanova

“Havia um milhão de almas; agora, porém, somos um milhão menos uma. Há cinco anos, o templo escureceu na noite em que Ciana faleceu. Nessa noite, quando Li deu à luz nossa filha, esperamos que ela reencarnasse. Em vez disso, as verdades sobre as quais fundamos nossa sociedade foram definitivamente postas em dúvida” páginas 7-8.

Em Range, por milhares de anos pessoas nascem, crescem e morrem, porém suas almas nunca são perdidas, em um ciclo contínuo as almas reencarnam conservando consigo as memórias e as experiências de vidas passadas. Mas essa continuidade foi quebrada na noite em que Ana nasceu. Naquele dia esperavam que a alma de Ciana reencarnasse na filha de Li e Menehem, mas a alma de Ciana foi perdida para sempre e sua alma substituída por outra, sem quaisquer memórias ou experiências, uma almanova. Aos cinco anos Ana percebeu que era diferente de todos, ela não sabia de nada, não trazia consigo conhecimentos prévios e para ela tudo era novo. Aos dezoito ela decide escapar da reclusão hostil imposta por Li e buscar mais informações sobre o quê ela é, o que sua condição acarretou para a alma de Ciana e se ela reencarnará.  Assim ela decide partir para a cidade de Heart, a capital de Range, sede do Conselho e onde todo o conhecimento da sociedade é preservado. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #93

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

halseanderson

Laurie Halse Anderson

Laurie nasceu em 23 de outubro de 1961 em Potsdam, Nova York (quase no Canadá!). Em 1981, Laurie graduou-se em Artes Liberais pela Faculdade Comunitária Onondaga e transferiu-se em 1984 para a Universidade de Georgetown, onde graduou-se em Letras e Linguística.

Durante anos Laurie sempre acalentou grande paixão pela escrita, mas a considerava apenas um hobby. Durante o segundo grau chegou a pensar em se tornar médica. Eventualmente decidiu arriscar e tornou-se repórter freelance e começou a escrever vários livros e a acumular várias cartas de rejeições. Seu primeiro livro – um romance infantil ilustrado –, Ndito Runs, foi publicado em 1996. Nesse mesmo ano também publicou Turkey Pox. Laurie também escreveu alguns trabalhos de não ficção para conseguir um dinheiro extra, um de seus trabalhos foi um livro infantil sobre a Arábia Saudita encomendado pela embaixada do país em Washington. Desde 1998, Laurie é escritora em tempo integral. Continuar lendo

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Passarinha (Kathryn Erskine)

capa-Passarinha

No dia 16 de abril de 2007, um atirador solitário assassinou 32 pessoas no Instituto Politécnico da Universidade da Virgínia e depois se suicidou. Esse ataque é considerado o maior massacre em uma universidade dos Estados Unidos. Foi esse episódio devastador que serviu de catalisador para Kathryn Erskine (que mora na Virgínia) criar uma história que falasse sobre como eventos desse tipo abalam nossas vidas e de como podemos lidar com eles, uma história que também servisse de grito de alerta, uma mensagem sobre como se pode ajudar a evitar a escalada da violência, simplesmente ouvindo e compreendendo o próximo. Também surgiu da necessidade de explicar como é para uma criança ser portadora de Asperger. A sua dificuldade de se fazer compreender e o trabalho que pode ser feito pela família e pela escola para ajudá-los. Foi assim que surgiu a protagonista Caitlin, uma garota de 10 anos, portadora de Asperger que de repente se vê privada da presença de seu irmão mais velho, assassinado em uma tragédia escolar, e tendo que lidar com o sentimento de perda que fez com que sua vida e a de seu pai desmoronasse.

Para Caitlin tudo é preto e branco, qualquer variação disso lhe dá uma baita sensação de recreio no estômago e uma vontade imensa de fazer bicho de pelúcia ou se aconchegar em seu esconderijo favorito. Era Devon, seu irmão mais velho, que entendia Caitlin, era por meio dele que o mundo fazia sentido a ela. Era ele que lhe ajudava a encarar o mundo e nesse novo mundo sem Devon, a comunicação está mais difícil. Com sua maneira peculiar de ver o mundo, Caitlin não percebe que está passando ao largo da perda recente e o pai vê-se de uma só vez privado de um filho e incapacitado de lidar com a filha. Entra em cena a Sra. Brook, terapeuta escolar de Caitlin, a adulta com quem mais ela fala atualmente e quem mais lhe incentiva no estabelecimento de novos relacionamentos. Continuar lendo

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Fale! (Laurie Halse Anderson)

Fale

Fale! (Speak) foi publicado originalmente em 1999 e marcou o début de Laurie na literatura juvenil. Também deu início a algo que seria recorrente na maioria de seus livros juvenis, a inclusão de temas considerados espinhosos e/ou tabus pela sociedade. Por que não um romance sobre transtornos alimentares? Depressão? Suicídio? Por que falar sobre estupro com adolescentes deveria ser considerado imoral, quando na maioria das vezes são eles as principais vítimas? É sobre este último assunto que trata Fale!. A história de uma garota que sofreu violência sexual e que buscou no silêncio um alento para superar o episódio, mas que ao longo da história precisa se reencontrar e na fala achar força, não para esquecer, mas para enfrentar seu algoz. Continuar lendo

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