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Um Autor de Quinta #62

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

Assignment ID:

Alan Bradley

Alan Bradley nasceu em 10 de outubro de 1938 em Toronto, mas cresceu em Cobourg, ambas as cidades localizadas em Ontário no Canadá. Bradley aprendeu a ler cedo, mas não foi um bom aluno, principalmente durante o ensino médio, quando preferia gastar seu tempo lendo no cemitério local. Após completar sua educação, ainda em Cobourg, trabalhou como engenheiro de rádio e televisão, desenhando e construindo sistemas eletrônicos. Em 1969 mudou-se para Saskatoon para assumir um cargo na Universidade de Saskatchewan, onde foi responsável por desenvolver um estúdio de radiodifusão.

Depois de mais de 25 anos dedicado à carreira de engenharia televisiva, em 1994 decidiu tentar uma carreira com a qual sempre sonhou e que vinha sendo incentivada pelos grupos de escrita e reuniões com os escritores de Saskatoon, tornar-se escritor. Ele se tornou o primeiro presidente da Saskatoon Writers e membro fundador da Associação de Escritores de Saskatchewan. Ele escreveu vários contos, principalmente histórias infantis, que foram lidos na Rádio CBC e publicados em revistas literárias, ao longo de nove anos dedicou-se a escrever roteiros e depois livros de não-ficção (Ms Holmes of Baker Street e The Shoebox Bible). Apenas em 2006 começou a escrever seu primeiro romance e quem poderia imaginar que uma personagem secundária dessa história iria ser a responsável pelo sucesso de seu criador algum tempo depois?

No final de 2006 – início de 2007, a esposa de Bradley soube através da Rádio CBC de uma competição literária organizada pela The Crime Writers’ Association do Reino Unido, responsável pela editora Orion Publishing Group. A competição exigia que os participantes enviassem uma sinopse e o primeiro capítulo de uma história envolvendo um assassinato e ela encorajou-o a escrever algo novo com a “menina do campo” uma personagem qualquer do romance no qual ele estava trabalhando. E assim, surgia Flavia de Luce e as quinze páginas que Bradley submeteu ao concurso seriam a base do que viria a se tornar The Sweetness at the Bottom of the Pie (e bem, agora está claro porque a história é ambientada na Inglaterra). Bradley ganhou o concurso e em junho de 2007 Bradley vendeu os direitos de três livros da série para a Orion na Inglaterra. Com 69 anos, pela primeira vez Bradley deixou a América do Norte e foi para Londres receber seu prêmio CWA Debut Dagger. Após o retorno, trabalhou nas premiadas quinze páginas e publicou seu primeiro romance em 2009 sobre uma garota apaixonada por química e que resolve vários crimes em uma vila inglesa na década de 50. Continuar lendo

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Flávia de Luce e o Teatro de Marionetes (Alan Bradley)

Esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série Flávia de Luce. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui. 

“Como era excitante pensar que, muito depois de o mundo ter terminado, tudo o que restasse de nossos corpos seria transformado em uma deslumbrante nevasca de poeira de diamante, soprada rumo à eternidade sob a luz vermelha de um sol moribundo.”

O que mais me surpreendeu na protagonista criada por Bradley foi seu pensamento afiado e sua grande paixão pela química. Flávia de Luce como quem não quer nada mostrou que seu poder de dedução não deixa nada a dever aos outros grandes detetetives e que com um punhado de intrepidez e falta de limites é impossível não descobrir as mentes por trás dos crimes. Já estava com saudades da pequena detetive-cientista e no segundo volume da série, Bradley mostra que sua heroína veio para ficar e nos deixa com ansiedade esperando por suas próximas aventuras.

Rupert Porson é um exímio fabricante e apresentador de marionetes, de muito sucesso em toda Inglaterra. Por aquelas coincidências do destino (será mesmo?) ele acaba indo parar em Bishop’s Lacey na companhia de sua assistente Nialla e uma van quebrada em frente ao pátio paroquial. Com o carro quebrado impedindo o prosseguimento da viagem, o vigário sugere que Rupert faça duas apresentações no Salão Paroquial e a Flávia coube o papel de cicerone da dupla. É assim que a garota começa a elaborar suas suposições, primeiro sobre o relacionamento de Rupert e Nialla, depois sobre o lado profissional de Rupert que acabou indo parar em Bishop’s Lacey porque brigou com seu produtor da BBC e acaba descobrindo uma intricada rede de relacionamentos envolvendo o artista.

Em Flávia de Luce e o Teatro de Marionetes, Bradley demora um pouco mais para entregar qual o mistério da vez, diferentemente da primeira aventura de Flávia o assassinato não ocorre logo nos primeiros capítulos e só depois nos são dadas as pistas. Neste segundo volume, as pistas são fornecidas desde o primeiro capítulo, o caso fez-se caso antes mesmo de existir e Flávia precisa retroceder nos eventos para decifrar a história por trás dessa nova tragédia. Continuar lendo

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