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Chico Bento – Pavor Espaciar (Gustavo Duarte)

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Desde que eu descobri as graphic novels do selo Graphic MSP, as histórias que tive maior vontade de ler, eram as adaptações da turma do bairro do Limoeiro (o meu núcleo favorito ever) e a do Chico Bento. Laços foi uma homenagem muito bonita e saudosista feita pelos irmãos Cafaggi. Pavor Espaciar, do Gustavo Duarte, foi publicada em 2013, mas só consegui conferir agora, depois de sua reedição. E, apesar de toda a ansiedade para ter o volume em mãos, não estava esperando tanto da história, pois havia lido algumas resenhas negativas que diziam que o Gustavo Duarte não fazia jus ao personagem, reclamando da ausência de texto… Foi com um pé atrás que comecei essa história, mas o traço limpo e bastante expressivo de Duarte, sua história simples e de certa forma tão ligada às crendices das cidades do interior e as mil referências espalhadas pelas páginas, garantiram uma leitura bastante divertida.

Do núcleo do Chico Bento, Gustavo Duarte decidiu fazer um recorte e criar uma história na qual Chico, Zé Lelé, Torresmo e Giselda fossem os personagens em destaque. Com isso, os pais do Chico têm apenas uma pequena aparição, e outros conhecidos nossos (como a Rosinha) nem dão as caras. E isso é um porém, que espero que uma nova HQ do Chico poderia sanar. Mas, voltando a história… Continuar lendo

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Astronauta – Singularidade (Danilo Beyruth)

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“…. Estou sempre procurando algo, mas não sei bem o quê. A maioria das pessoas imagina o espaço como um imenso vazio. Eu o vejo como ele é: um lugar repleto de descobertas para serem feitas. ”  (Página 27)

Em Astronauta – Singularidade, Danilo Beyruth dá continuação à história apresentada em Magnetar. No primeiro volume Beyruth utilizou um episódio de “naufrágio” no espaço para enfocar a solidão tão característica do personagem, e rememorar os eventos da sua infância e as escolhas que o Astronauta teve de fazer por causa de sua carreira. Agora, em Singularidade, reencontramos o Astronauta passando por avaliações psicológicas que irão determinar se ele poderá continuar em seu posto. E é claro, há uma nova missão: investigar um buraco negro, mas não sozinho! Ele irá acompanhado da doutora responsável por sua avaliação e um tripulante do país responsável pelo seu resgate na malfadada missão anterior. Continuar lendo

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Piteco – Ingá (Shiko)

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A corruptela do nome científico Pythecanthropus erectus deu origem ao nome do personagem criado por Mauricio, Piteco, em 1963 para um jornal da cidade de Bauru. E, quando falamos do Piteco, a memória da infância puxa aquelas histórias que tinham como foco a Thuga e sua corrida eterna atrás do amor do Piteco, fato que sempre me fez torcer o nariz para as histórias do homem da Idade da Pedra, Logo, Piteco – Ingá não era uma das revistas do selo Graphic MSP que eu estava ansiosa para conferir, mas, li tantos elogios à releitura do Shiko e a revista teve um sucesso de vendas tão grande, que acabei não resistindo à curiosidade. E a releitura de Shiko, história, arte e cor, produziu um trabalho surpreendente, que me fez ter outro olhar sobre os personagens e concluiu maravilhosamente o primeiro ciclo do selo Graphic MSP.

Shiko é nordestino, nasceu no sertão paraibano, e trouxe sua origem como inspiração para criar essa história. A Pedra do Ingá, inspiração para o pontapé inicial dessa história e que também a nomeia, realmente existe e está localizada no Agreste da Paraíba. Além disso, Shiko também utiliza elementos de lendas brasileiras como o Boitatá e a Caipora, e elementos míticos andinos como o Camazotz, um morcego gigante. Continuar lendo

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Persépolis (Marjane Satrapi)

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Depois de um tempo me dedicando às graphic novels mais fofinhas e coloridas, decidi que era chegada a hora de partir para uma com um tema mais sóbrio e Persépolis, que já estava há um bom tempo na estante, foi a escolhida, marcando assim a minha estreia em dois nichos dos quadrinhos: as graphic novels autobiográficas e os quadrinhos iranianos.

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Marjane Satrapi nasceu em Rasht, no Irã, em 1969. Aos dez anos se viu obrigada a usar o véu islâmico e a frequentar uma escola só para garotas. Ela vivenciou a derrubada do Xá em 1979 por meio de uma revolução popular que posteriormente acabou se transformando em um regime ditatorial. Com a violência perpetrada pelo regime cada vez mais frequente e a guerra contra o Iraque contribuindo para fazer ainda mais vítimas, Marjane ficou cada vez mais revoltada contra o sistema. E isso só foi possível porque a garota apesar de não ter a cultura do país renegada de sua educação, foi criada em um ambiente bastante aberto às discussões políticas e sociais e à cultura ocidental. Uma educação progressista que a tornou naturalmente questionadora e a colocou em rota de colisão contra o governo, motivo pelo qual os pais tiveram que a enviar para morar no exterior durante uma grande parte de sua adolescência. Depois de retornar ao Irã, onde concluiu seus estudos, Marjane mudou para a França onde atua como autora e ilustradora. Foi ali, na França, que ao ser questionada sobre sua história por seus amigos, surgiu Persépolis. Uma obra autobiográfica escrita em francês e publicada originalmente em quatro volumes, que foram traduzidos e reunidos em um volume único pelo selo Quadrinhos na Cia da editora Companhia das Letras (a obra também foi publicada no formato original de quatro volumes). Continuar lendo

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Astronauta – Magnetar (Danilo Beyruth)

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“No mar, me dediquei a desfrutar desse exercício de descobrir a proximidade por meio da distância. E, de quando em quando, só por prazer, de o inverter. Aos leitores desse solitário Astronauta, em que Danilo Beyruth reinterpreta o clássico de Mauricio de Sousa, desejo que desfrutem do mesmo prazer.” (Amyr Klink – navegador e escritor)

Astronauta – Magnetar marca o lançamento do selo Graphic MSP e por se tratar de um personagem de menos visibilidade entre tantos outros criados pelo Mauricio, não parece ser uma escolha óbvia para marcar o début de um selo que tem por objetivo apresentar releituras dos personagens do Mauricio. Quando criança, lembro que as histórias do Astronauta não figuravam entre as minhas favoritas. Ainda assim, nunca deixava de ler as histórias daquele cara que passava tanto tempo sozinho no espaço e que muito esporadicamente voltava a Terra para visitar seus pais e a garota por quem era (é) apaixonado, Ritinha. Mas, as histórias do Astronauta sempre tiveram um tom mais adulto, mais melancólico e filosófico, que você só passa a curtir quando mais velho. E todas essas características combinaram muito bem com o enfoque dado por Danilo Beyruth em sua releitura do personagem. O enfoque é na solidão enfrentada pelo personagem, sua escolha de carreira e o que ela representou para as outras partes de sua vida, e o espaço, seus fenômenos físicos e seus mistérios.

Apesar da história se passar quase que totalmente no espaço, Beyruth não deixa de resgatar a infância do Astronauta, seu relacionamento com o avô, com os pais e com a Ritinha e interliga-os muito bem em sua trama. Aqui, o Astronauta está em uma missão para coletar mais informações sobre um curioso corpo celestial, o Magnetar. O tema Magnetar foi sugerido por Eduardo Cypriano do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciência Atmosférica da USP, durante a consultoria que ele prestou a Beyruth. E no geral, os conhecimentos astrofísicos foram respeitados, mas, algumas licenças poéticas tiveram que ser feitas em prol da fluidez da história. Essas incongruências perante as leis da física, a gente releva que é para melhor aproveitar a história, e o melhor é que elas nos são justificadas pelo próprio Beyruth em nota no final da hq contendo um glossário bastante elucidativo dos temas trabalhados. Mas, voltando a trama. Durante sua missão, o Astronauta enfrenta problemas que acabam deixando-o à deriva no espaço e colocando sua vida em risco. Continuar lendo

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Bidu – Caminhos (Eduardo Damasceno & Luís Felipe Garrocho)

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Depois de ter me encantado com o trabalho do Vítor e da Lu Cafaggi em Laços, estou mais do que decidida a conferir todos os outros álbuns da coleção Graphic MSP (o do Penadinho acabou de ser publicado!). Sei que com essa meta em mente, seria mais lógico ter pegado Astronauta – Magnetar como próxima leitura, já que ele foi a primeira história publicada pelo selo, mas, não consegui resistir ao cãozinho azul.

Bidu foi o primeiro personagem criado por Maurício (foi o primeiro a ter uma revista própria também) e já nasceu na companhia do seu parceiro Franjinha. Então, o que foi proposto para Damasceno e Garrocho, foi recontar uma parte da história dos dois personagens que não havia sido explorada antes. A trama é simples, a história de como um garotinho encontrou seu melhor amigo, de como um cãozinho de rua encontrou um lar. Mas, ao focá-la no ponto de vista do Bidu, ganhou uma nova faceta. Continuar lendo

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Turma da Mônica – Laços (Vitor Cafaggi & Lu Cafaggi)

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Em 2009, para comemorar os 50 anos da carreira do Mauricio de Sousa, foi lançado o álbum MSP 50, no qual 50 autores do Brasil inteiro reinterpretaram os personagens criados pelo Mauricio. Vitor Cafaggi participou dessa coletânea com uma história do Chico Bento e da Rosinha. Com uma qualidade que chamou a atenção do Mauricio.

Com todo o sucesso que o MSP 50 teve, não demorou para que um novo projeto envolvendo releituras fosse lançado. Surgiu assim o selo Graphic MSP. Neste novo projeto, os artistas convidados têm mais páginas para se aventurarem no universo do Mauricio. O primeiro volume do selo foi Astronauta – Magnetar feito pelo Danilo Beyruth (que pretendo ler em breve) e publicado em outubro de 2012. Turma da Mônica – Laços é o segundo volume, publicado em maio de 2013. Continuar lendo

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The Lightning Thief Graphic Novel (Rick Riordan)

Já é praxe que, quando um livro faz sucesso, ele em pouco tempo vai virar uma história em quadrinhos (graphic novel). Com a série Percy Jackson e os Olimpianos, do Rick Riordan, não foi diferente.

Essa história foi adaptada por Robert Venditti, Atilla Futaki e José Villarrubia. Como eu já comentei em outros posts de graphic novels, eu gosto bastante de quando o traço é mais delicado, como na GN de Outlander, ou Crepúsculo. No entanto, apesar disso, eu gostei bastante do traço usado por Atilla. De um modo geral, a história é bem agitada, e se os quadros ficassem muito detalhados, eu acho que ia ficar muita informação em uma página só. As personagens ficaram um pouco “brutas” (afinal, são crianças de 11-13 anos e olha o Percy na capa, parece ter mais!), mas isso é um detalhe que não chega a atrapalhar a diversão do livro.

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Sense and Sensibility Graphic Novel

Já falei da Graphic Novel de Orgulho e Preconceito adaptada pela Nancy Butler aqui. Gostei demais da primeira adaptação que eu li e mal pude esperar para ler outra.

Razão e Sensibilidade é bastante diferente da adaptação de Orgulho e Preconceito. A diferença mais gritante é o traço. Enquanto o de O & P foi trazido à vida por Hugo Petrus, R & S tem os traços de Sonny Liew. Os traços deles são bastante diferentes: enquanto o de Hugo é mais delicado e sério, o de Sonny é mais caricato – lembra aquelas caricaturas (as bem feitas) que a gente faz aleatoriamente no shopping.

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Saturday Rehab #47

THEY TRIED TO MAKE ME GO TO REHAB BUT I SAID ‘NO, NO, NO’
TOTALMENTE BASEADA NO WEDNESDAY REHAB DA LÍVIA DO WISHING A BOOK, VIM AQUI ME COMPROMETER A DIMINUIR AS COMPRAS DE LIVROS. PELO MENOS ATÉ EU DIMINUIR BASTANTE A PILHA DE LIVROS “PARA LER”.

Bom sábado a todos! Já compraram o presente de Dia das Mães? Eu comprei um massageador para a minha. E não tem problema eu falar aqui porque minha mãe não lê o blog hahaha.

A semana Scott Westerfeld acabou, infelizmente. Tivemos post de esmalte, promoção, resenha, autor de quinta e música! UFA! A promoção ainda está valendo hein!

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