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Leia Mulheres: a importância de termos mulheres produzindo quadrinhos

Participo de alguns grupos do Facebook onde o foco das discussões é a literatura. Neste mês algumas postagens sobre livros escritos por mulheres acabaram aparecendo por lá, particularmente lembro-me de uma postagem feita por um rapaz no qual ele comenta a menor quantidade de escritoras que leu em comparação aos escritores no ano passado e como pretendia tentar diminuir essa defasagem este ano. Não foi a postagem dele que me surpreendeu, mas sim o comentário de um homem que enfatizou que estava muito surpreso com o fato das pessoas quererem ler mais autoras, ou ler tanto mulheres quanto homens, para ele o importante era o conteúdo apenas e que agora tudo era motivo para se instituir cotas (não vou nem comentar sobre o quão errado foi utilizar o sistema de cotas com tom de desmerecimento para estabelecer a comparação).

Será que o conteúdo realmente é importante para ele? O conteúdo de um livro, além da narrativa e da trama também passa pela construção dos personagens. E a construção de personagens femininas fortes, que não sejam utilizadas como meras muletas para o desenvolvimento dos protagonistas masculinos; de personagens que não sejam relegadas à objetos ou sejam hipersexualizadas; que tenham voz e que realmente tenham espaço na narrativa é uma parte muito importante do conteúdo dos livros e por mais que alguns autores consigam representar bem suas personagens femininas, muito do que ali é representado acaba sendo permeado por sua visão de mundo enquanto gênero historicamente dominante. Não há dúvidas, de que algumas representações do feminino só possam ser efetivamente alcançadas pela ótica feminina e isso para mulheres, garotas e meninas, que perfazem uma boa parcela da população de leitores, é muito importante. É importante ler e perceber como os pensamentos, as formas de encarar o mundo, os desafios enfrentados e as dúvidas encontram ressonância em nossa vida. A identificação do leitor com o personagem é uma parte fundamental da leitura e ao incentivarmos que mais autoras sejam publicadas e lidas, queremos que essa identificação seja mais efetiva. Que as meninas possam ler sobre mulheres determinadas, possam se inspirar por suas trajetórias, possam encontrar alento em uma história de superação que lhes dê ânimo para enfrentar os próprios problemas, que possam ler ali nas páginas aquelas vozes que durante tanto tempo permaneceram caladas. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #70

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Shannon Hale

Shannon nasceu em 26 de janeiro de 1974 em Salt Lake City, Utah, EUA.  Shannon descobriu o maravilhoso mundo das palavras ainda pequena, segundo sua mãe ela criava histórias e subornava os irmãos para transformá-las em minipeças teatrais. Com dez anos ela começou a escrever livros, em sua maioria histórias de fantasia com ela sendo a heroína.

Antes de se dedicar inteiramente à escrita, Shannon atuava em televisão e teatro, estudou durante um tempo no México e no Reino Unido e participou de um trabalho missionário não remunerado no Paraguai. A autora tem diploma de bacharel em Inglês pela Universidade de Utah e mestrado em escrita criativa pela Universidade de Montana. Atualmente Shannon vive com o marido e os quatro filhos em South Jordan, Utah.

Após inúmeras rejeições, teve seu primeiro livro publicado, The Goose Girl, em 2003. The Goose Girl constou na lista dos dez melhores livros infanto-juvenis da American Library Association e ganhou o prêmio Josette Frank. O livro que tanto foi rejeitado, foi publicado pela Bloomsbury, ganhou mais três continuações e além deles Shannon publicou outros livros de grande sucesso. Nas palavras da própria autora sobre a batalha para publicar seu primeiro livro.

“I think it goes to show that rejection doesn’t always mean “You stink!” It can mean, “You haven’t found your home yet. Keep looking.””

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Saturday Rehab #42

Faz tempo que eu não apareço para o Rehab. Como eu disse em outros posts, eu estou meio sem inspiração para ler… Vou começar um livro novo para ver se me animo novamente com a leitura…

Desrespeitei um pouco o Rehab, comprando uns Graphic Novels: o de Percy Jackson e o de Razão e Sensibilidade. Ambos são ótimos e a resenha logo aparecerá por aqui…

Vejamos como anda a Estante da Vergonha:


Novos
Emprestados/Presentes
Lendo
Lido
Castigo

É isso! Espero me animar nos próximos dias e tirar esses livros dessa estante logo!

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Pride and Prejudice Graphic Novel

Pride and Prejudice GN

Nos últimos tempos, tenho procurado adquirir Graphic Novels das minhas histórias favoritas. Já apresentei aqui o que eu achei das versões ilustradas de Crepúsculo (1 e 2), A Viajante do Tempo (The Exile), e Academia de Vampiros. Certo dia, passeando pelo Book Depository, deparei-me com a adaptação de Orgulho e Preconceito feita por Nancy Butler.

A capa versão tablóide chamou muito a minha atenção, assim como o traço usado para representar Lizzy. Eu já comentei que gosto mais dos traços mais delicados, sem ângulos muito fortes e tendo a preferir o estilo “mangá” ao “comic”. Achei o traço desta adaptação algo entre os dois, e isso me agradou.

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