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O Filho de Netuno (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série Os Heróis do Olimpo e pode haver spoilers sobre os fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui.

“Sete meios-sangue responderão ao chamado.
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.
Um juramento a manter com um alento final,
E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.”

É chegada a hora de completar esse time de semideuses que começou a ser montado em O Herói Perdido, e sim, para os que já estavam com saudades do velho personagem, Percy Jackson está de volta! E se no livro anterior, apesar dos novos campistas e deuses, o foco ainda tenha permanecido na mitologia grega, no segundo volume, Riordan nos apresenta sua contraparte romana. Deuses, semideuses, criaturas mitológicas e um novo acampamento totalmente romanizado. E é no Acampamento Júpiter que encontramos um Percy totalmente desmemoriado (e não, isso não é mera coincidência), e Hera, agora Juno, novamente a pedir ajuda para salvar os deuses do Olimpo e evitar a destruição do mundo.

Os outros integrantes desse time são: Hazel Levesque, uma garota que nasceu com uma maldição e que se meteu em grandes problemas por ter obedecido a mãe, mesmo quando percebeu que a voz que falava com ela não era conhecida. Além do quê, não era para ela estar no Acampamento Júpiter. E Frank Zhang, descendente dos deuses gregos por parte de pai e com uma linhagem muito mais antiga por parte da mãe chinesa, também amaldiçoado, o garoto tem síndrome de inferioridade e é desastrado ao extremo, mas só até descobrir a verdadeira força que tem… Com Frank, Riordan inicia uma conversa com os deuses asiáticos. Confesso que seria bem interessante ter uma série com essa temática.

Com o despertar de Gaia e a libertação de seu exército na Terra, a vida dos deuses e semideuses está cada vez mais difícil, ainda mais depois da captura de Tânatos (o responsável por manter os mortos em seu lugar), já que agora matar monstros além de uma árdua tarefa está se tornando quase impossível com a Morte perdendo seu poder. Em meio a gigantes, górgonas, gegenes, amazonas, basiliscos e até o cavalo mais veloz do mundo (cujos diálogos com Percy renderam alguns bons momentos de humor, ainda que a dose tenha sido além da conta), os três semideuses partem para uma missão quase suicida. E um aviso: sentir-se confuso em relação aos deuses e suas características romanas e gregas é normal viu, os próprios deuses se confundem. Continuar lendo

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