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Downton Abbey

Em 1912, a notícia do naufrágio do Titanic abala uma família da aristocracia britânica, os habitantes de Downton Abbey. Além de perder membros da família, o navio levou os herdeiros do conde Grantham. Robert (Hugh Bonneville) se casou com uma herdeira americana, Cora (Elizabeth McGovern), para adicionar fundos à propriedade, e sua fortuna foi agregada às posses da sua propriedade. À moda daquela época, a terra e os títulos do conde devem passar para um homem, e não para suas filhas, que ficarão destituídas após sua morte.

O plano original era que a filha mais velha do casal, Mary (Michelle Dockery), se casasse com o herdeiro, de modo que ela ainda teria o título, e ele, com sorte, passaria para seu filho. A morte do herdeiro faz com que Mary se sinta livre do compromisso, e ela deseja que seu pai lute para contestar a linha de herança, e nisso ela é apoiada por sua mãe e avó, Violet (Maggie Smith), que não querem que toda a fortuna da família fique nas mãos de um desconhecido. Quando essa possibilidade lhes é negada, Cora e Violet passam a conspirar para que Mary conquiste Matthew, o novo herdeiro. As duas irmãs mais novas de Mary, Sybil (Jessica Brown Findlay) e Edith (Laura Carmichael), não recebem tanta atenção da família, já que elas não são as primogênitas. Enquanto Sybil aproveita isso para ser (mais ou menos) a filha rebelde, Edith é apenas má – pelo menos no começo da série. Continuar lendo

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A Senhora das Águas – Philippa Gregory

 

A Senhora das Águas

A vida de Jacquetta de Luxemburgo muda quando se casa com John de Lancaster, duque de Bedford, e tio do Rei da Inglaterra. Este é o segundo casamento do duque, que deseja Jacquetta apenas pelos dons que sua família supostamente tem: os descendentes de Melusina, a deusa da água, conseguem ver o futuro nas cartas e nos espelhos. Esse conhecimento é de grande valor para um dos principais defensores dos interesses da Inglaterra. Quando está na hora do Rei se casar, Jacquetta é escolhida para ajudar a nova rainha, que é sua conterrânea, a se acostumar à nova vida. Margarida de Anjou se aproxima rapidamente da personagem principal, e devido a essa amizade, conseguimos ver de perto os eventos que levaram à famosa Guerra das Rosas (ou Guerra dos Primos).

“Começo a perceber que a corte, o país e nós mesmo estamos passando de uma disputa entre primos para uma guerra entre primos.”

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Série de Philippa Gregory vira seriado

Notícia tirada do site oficial da autora. Tradução livre de minha autoria

A RAINHA BRANCA está prestes a virar um seriado vibrante de 10 partes no canal britânico BBC ONE.

Situado na Guerra das Rosas, A RAINHA BRANCA é uma adaptação de dez horas da série A Guerra dos Primos de Philippa Gregory.

A Editora Record lançou o primeiro livro da série A Guerra dos Primos no Brasil em 2011. Compre aqui:

Cultura Saraiva Travessa Fnac Martins Fontes Book Depository

A Rainha Branca é a história empolgante das mulheres envolvidas no conflito pelo trono – elas são alguns dos jogadores mais implacáveis na história e não vão parar em nada para apoiar suas próprias causas de as das pessoas amadas.

É um conto impressionante de amor e perda, sedução e decepção, traição e assassinato, brilhantemente tecido através das histórias de três mulheres diferentes, mas igualmente decididas, em sua busca por poder enquanto elas manipulam os bastidores da história – Elizabeth Woodville, Margaret Beayfort e Anne Neville.

O ano é 1464 e a Inglaterra esteve em guerra por nove anos lutando sobre quem é o rei de direito. É uma guerra entre dois lados da mesma família: a casa de York e a casa de Lancaster.

Edward IV (Max IronsA Garota da Capa Vermelha), diabolicamente belo jovem da casa de York, foi coroado Rei da Inglaterra com a ajuda do mestre manipulador, Lord Warwick “Fazedor de Reis” (James FrainTrue Blood, The Tudors). Mas quando Edward se apaixona e secretamente se casa com uma bela e jovem viúva, a plebéia Elizabeth Woodville (atriz iniciante Rebecca Ferguson), o plano de Warwick de controlar o trono inglês vai por água abaixo. Frustrado com a influência da nova rainha, ele não vê limites ao que faz para manter o controle sobre o rei.

Autora com o elenco

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15 lugares que todo fã de Tolkien deve visitar antes de morrer

No dia 29 de agosto de 2012 Imogen Reed publicou uma lista interessante no site da Tolkien Library  e apesar de eu não compartilhar o vício em listas do Rob Gordon, tenho que confessar que ao se tratar de Tolkien não consigo me segurar e creio que muitos que admiram a obra do professor também irão gostar desta lista, então, tive que compartilhá-la aqui. Nela, Reed traz lugares em que Tolkien viveu, cresceu e trabalhou, lugares que de certa forma inspiraram-no a criar seu mundo fantástico e até mesmo lugares que ele nunca visitou, mas que marcaram a obra dele por um motivo ou outro. E nada melhor do que trazer essa lista na semana dedicada à Tolkien. Eis os 15 lugares eleitos por Imogen Reed:

Sarehole Mill

Apesar de ter nascido na África do Sul, a família de Tolkien mudou-se para a Birmingham em 1896 quando ele tinha apenas 4 anos. A família morou próximo ao moinho de Sarehole por quatro anos e Tolkien e seu irmão passaram muitas horas brincando ao redor da usina. Muitos acreditam que o lugar serviu de inspiração para o Condado e a Vila dos Hobbits. Tolkien amava o lugar e contribuiu para a restauração de Sarehole em 1960. As terras em volta do moinho são utilizadas para o evento anual Tolkien Weekend que celebra a vida e o trabalho do autor. Sarehole faz parte do Shire Country Park e também da The Tolkien Trail (A Trilha Tolkien) que segue os passos da infância do autor e os lugares que influenciaram sua escrita. O folheto da Tolkien Trail pode ser obtido aqui. Continuar lendo

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Flávia de Luce e o Teatro de Marionetes (Alan Bradley)

Esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série Flávia de Luce. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui. 

“Como era excitante pensar que, muito depois de o mundo ter terminado, tudo o que restasse de nossos corpos seria transformado em uma deslumbrante nevasca de poeira de diamante, soprada rumo à eternidade sob a luz vermelha de um sol moribundo.”

O que mais me surpreendeu na protagonista criada por Bradley foi seu pensamento afiado e sua grande paixão pela química. Flávia de Luce como quem não quer nada mostrou que seu poder de dedução não deixa nada a dever aos outros grandes detetetives e que com um punhado de intrepidez e falta de limites é impossível não descobrir as mentes por trás dos crimes. Já estava com saudades da pequena detetive-cientista e no segundo volume da série, Bradley mostra que sua heroína veio para ficar e nos deixa com ansiedade esperando por suas próximas aventuras.

Rupert Porson é um exímio fabricante e apresentador de marionetes, de muito sucesso em toda Inglaterra. Por aquelas coincidências do destino (será mesmo?) ele acaba indo parar em Bishop’s Lacey na companhia de sua assistente Nialla e uma van quebrada em frente ao pátio paroquial. Com o carro quebrado impedindo o prosseguimento da viagem, o vigário sugere que Rupert faça duas apresentações no Salão Paroquial e a Flávia coube o papel de cicerone da dupla. É assim que a garota começa a elaborar suas suposições, primeiro sobre o relacionamento de Rupert e Nialla, depois sobre o lado profissional de Rupert que acabou indo parar em Bishop’s Lacey porque brigou com seu produtor da BBC e acaba descobrindo uma intricada rede de relacionamentos envolvendo o artista.

Em Flávia de Luce e o Teatro de Marionetes, Bradley demora um pouco mais para entregar qual o mistério da vez, diferentemente da primeira aventura de Flávia o assassinato não ocorre logo nos primeiros capítulos e só depois nos são dadas as pistas. Neste segundo volume, as pistas são fornecidas desde o primeiro capítulo, o caso fez-se caso antes mesmo de existir e Flávia precisa retroceder nos eventos para decifrar a história por trás dessa nova tragédia. Continuar lendo

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Terra Virgem – Philippa Gregory

Terra Virgem_capa

John Tradescant desembarcou na Virgínia para coletar, como seu pai fez em outros países, espécimes novas e raras de plantas que não existem na Inglaterra. Como jardineiro do rei, é sua obrigação manter uma coleção de plantas belas para poder tornar extraordinários os jardins reais. No Novo Mundo, John é guiado por Suckahanna, uma menina índia que conhece a terra como só um nativo e guia John por rios e florestas. A convivência faz com que John se encante pela menina, e o faz desejar permanecer na América com ela. Ao partir, promete à menina que voltará e a tornará sua mulher.

Contudo, ao voltar para sua casa, o belo jardim e casa de curiosidades conhecido como A Arca Tradescant, John é recebido pela notícia de que seu pai faleceu e que agora é o Tradescant mais velho, responsável pelos negócios da família. Também descobre que seu pai havia encontrado, antes de morrer, uma nova esposa para o filho: uma mulher forte e determinada que poderia ajudá-lo a criar seus filhos e cuidar dos jardins. Continuar lendo

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Flávia de Luce e o Mistério da Torta (Alan Bradley)

Sempre gostei de literatura policial, um bom romance investigativo pode ser deveras divertido se você se empenha na descoberta do meliante. Esse lado do meu gosto literário foi alimentado por vários títulos da Coleção Vagalume e outros tantos da Grande Rainha do Crime e mais recentemente por algumas aventuras do Sr. Holmes. Então, vejam bem quando me falaram sobre uma nova série de investigação na qual a mente dedutiva pertencia a uma garota de onze anos eu me interessei. Pensava comigo, que mesmo que a história fosse fraquinha, que eu conseguisse descobrir o assassino antes valeria a pena pela diversão. Diverti-me lendo Flávia de Luce e o Mistério da Torta, mas mais do que isso me surpreendi com a mente acurada de nossa pequena Holmes/Poirot e me impressionei com a sua paixão pela química. Deixe-me contar-lhe um pouco mais dessa série, quem sabe isso não te anima a lê-la também…

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